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5 erros que cometemos nos deslocamentos da viagem

5 erros de deslocamento que nos tornaram mais sábios

Viajar é antes de tudo planejar. Você tem uma ideia, uma vontade, aquele lugar que quer visitar. Então, é hora de se programar para cair na estrada. Ou entrar no avião. Ou será que é melhor sentar na poltrona do trem?

Cada viagem tem sua peculiaridade e por isso, cada uma pede um tipo de deslocamento diferente.

Por mais que você já tenha viajado antes, sempre há algo pra aprender. E sempre tem como errar. Por isso, resolvi separar 5 erros que cometemos aos nos deslocar nessa viagem.




Uma cabine e muitas baratas no Rio Amazonas

Menina fazendo cara de inconformada
É o que?!?!

Nós navegamos o Rio Amazonas de barco. Desde o Amapá até Iquitos. Não fizemos tudo de uma vez só, foram cinco trechos distintos. Como éramos marinheiros de primeira viagem, literalmente, compramos uma cabine para fazer o primeiro trecho.

Explico, há duas formas de viajar nos barcos que seguem pelo Rio Amazonas: de rede ou em uma cabine privada com beliche e banheiro.

Nós, urbanos como somos, decidimos viajar de cabine pelo conforto e segurança. O primeiro trecho foi ótimo e por isso, seguimos a mesma estratégia para o segundo trecho. Falha nossa.

Neste segundo barco a cabine em que viajamos estava repleta de baratas. Foi uma viagem extremamente desconfortável. Sabe como é…uma diva no meio de baratas não é uma cena muito bonita. rs

Depois dessa viagem, o Edu aceitou viajar de rede e foi a melhor opção. A viagem foi tranquila e confortável. Ou seja, por um preconceito infundado, talvez mais um receio do desconhecido, gastamos muito mais numa cabine que só nos trouxe dor de cabeça.

Não faça como a gente. Viajar é se arriscar. Mais vale um erro barato, do que baratas numa cabine cara.

Por dez dólares, quase não entramos na Nicarágua

John Travolta confuso saindo de dentro d uma carteira
Só $10?

Grande erro! Erramos feio, erramos rude. Chegamos em Manágua, capital do país, de avião. Porém, não conferimos as restrições de entrada.

Ao chegar no aeroporto, descobrimos que havia uma taxa de $10 a ser paga para entrar no país. E não sacamos dinheiro nenhum antes de viajar, já que estávamos acostumados a ter sempre algum banco a nossa disposição.

No fim das contas, não fosse o dono da pousada que estava nos esperando do lado de fora do desembarque, nos emprestar o dinheiro, teríamos que pegar um voo de volta para Costa Rica. Desde então, aprendemos a lição.

O banco sabe que você está viajando?

Desneho animado onde um menino senta em frente a um homem numa agência bancária
Como posso ajudá-lo, meu jovem?

Um dos erros que nos ajudou a cair na sinuca de bico da situação acima, foi o fato de termos viajado sem renovar o aviso de viagem dos cartões. Tanto de débito, quanto de crédito.

O cartão de crédito que usamos é do nosso próprio banco e podemos fazer o aviso de viagem pelo site. Eu fiz isso no aeroporto de Manágua, mas pra completar o azar daquela fatídica noite, a máquina da migração não aceitava nossa bandeira.

Como estávamos sem o aviso de viagem em dia para o cartão de débito, não conseguimos sacar dinheiro no caixa automático do aeroporto.

Erro de principiante. Não esqueça de ligar no seu banco e acionar o aviso de viagem para todos os seus cartões. É um processo simples que evita muita dor de cabeça.

Um veleiro ou um catamarã?

Dois homens brincando em barco a remo

Esse não é exatamente um erro, está mais para uma sorte que tivemos. Cruzamos da Colômbia para o Panamá de veleiro, no Santana para ser mais exato. Ao chegar no barco e conhecer nossos parceiros de viagens, descobrimos que na verdade o Santana não era exatamente um veleiro e sim um catamarã.

A diferença é que ele tinha um motor além das velas e o seu tamanho o tornava mais estável. O que ajudou a viagem ser mais confortável, já que sentimos menos o balanço do barco.

Esse fato também fez diferença quando pegamos o mar agitado e o Santana aguentou firme e forte.

A questão é que não escolhemos o Santana pelas suas características estruturais. E se tivéssemos escolhido outro veleiro, teríamos uma viagem bem tenebrosa. Por isso, é sempre bom avaliar bem o meio de transporte que você vai usar, para escolher o melhor pra sua viagem.

Um prejuízo por descuido

Robôs jogando futebol e um dele leva gol

Como estávamos muito cansados da viagem de veleiro, decidimos sair do Panamá para San José de avião. Afinal, depois de 5 dias num barco sem banho de verdade, seria a morte enfrentar 12 horas de ônibus nas estradas da América Central.

Pagamos pelo nosso erro. E pagamos caro!

Ao chegar no aeroporto da Cidade do Panamá, a atendente da companhia aérea pela qual iríamos voar, nos exigiu uma passagem de saída de San José. Sem isso, não poderíamos embarcar.

Discutimos, questionamos e não teve jeito. Apesar de irracional, era a regra. Tentamos comprar uma passagem de ônibus pela internet. Não tivemos sucesso.

Por fim, compramos uma passagem San José – Manágua. Depois descobrimos que apenas uma reserva de passagem bastaria. No fim não consegui cancelar ou reagendar a passagem e tivemos que nos limitar e comprometer a viagem para pegar o voo em San José.

Fico pensando se as 12 horas de ônibus teriam sido menos sofridas do que todo o dinheiro gasto nessa brincadeira.

Como você pode ver, muitos desses erros poderiam ter sido evitados com um pouco mais de planejamento e conhecimento.

O lado bom disso tudo é que você não precisa aprender com os seus erros, você pode aprender com os nossos. Por isso, criamos mais um livro da série “Como Se Virar” só sobre deslocamentos.

Juntamos todos os nossos aprendizados e dicas valiosas para que você possa ter uma viagem mais tranquila e sem desperdício de tempo ou dinheiro.

Capa do livro Como Se Virar Deslocamento

Baixe agora o e-book “Como se Virar com Deslocamentos”.

 

Classificação

5 média baseada em 2 ratings

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

08 Comments

  1. Aline DP

    Nossa, ótimas dicas! Com certeza eu cairia fácil no primeiro erro! kkkk A do banco já estou safa, sempre lembro de ir na agencia liberar tudo o q for possível.

    30 de Março de 2017 Responder
  2. Aninha Lima

    Coitados! são muitos problemas, mas eu ainda me desespero muito com baratas. também Sou Diva!!!! Hehehhehr beijos

    30 de Março de 2017 Responder
  3. Christian Gutierrez

    Sempre aparecem surpresas nas viagens ainda bem que vocês conseguiram se virar e resolver o problema.

    31 de Março de 2017 Responder
  4. Catarina Leonardo

    Sem dúvida que numa viagem orgnizada por nós surgem muitas vezes algumas peripécias! Cá ficam as muitas histórias para contar 😉

    31 de Março de 2017 Responder
  5. itamar

    Hehehe! Perrengues! É errando que se aprende! Quem nunca se meteu em uma furada que atire a primeira pedra! 😉

    31 de Março de 2017 Responder
  6. Carolina Belo

    Oi Margot!!! Vamos pensar pelo lado positivo: esses perrengues geraram um e-book, né? Parabéns pelo projeto!
    Abraços
    Carolina

    31 de Março de 2017 Responder
  7. Michela Borges Nunes

    Nossa, que situações! Pelo menos elas servem para nos ensinar a sempre pesquisar antes de viajar! A parte boa é que sempre rimos depois, kkk!

    2 de Abril de 2017 Responder
  8. Deisy Rodrigues

    Quem nunca passou por um perrengue viajando? Por mais que se planeje uma surpresa sempre pode acontecer.

    3 de Abril de 2017 Responder

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