Ilhas Flutuantes do Lago Titicaca no Peru
Peru Cidade histórica

Ilhas Flutuantes do Lago Titicaca no Peru

As ilhas construídas pelo homem no
Lago Titicaca

As Islas Flotantes do Peru são um caso de engenharia muito interessante. São ilhas flutuantes no Lago Titicaca e abrigam pequenas núcleos familiares.

Quando comecei a pesquisar sobre o lugar fiquei super ansiosa pra chegar por lá. O Lago Titicaca é dividido entre Peru e Bolívia, mas a maior parte dele é peruana.

Estava muito frio em Puno, acho que mais do que em Cusco. Então procurei um hotel que tivesse aquecimento. Acabei achando um bem bacana e que estava num valor super ok.

Era um lugar bem localizado, do lado de uma rua cheia de bares e restaurantes e da praça principal da cidade.

Como chegar nas Islas Flotantes

O Lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo. As ilhas flutuantes datam de um período pré-colombiano. Pra visitar as Islas Flotantes só mesmo com um guia. Então nós demos uma olhada nas possibilidades e pegamos um tour que visitava Los Uros (uma das ilhas flutuantes) e a Ilha Taquile. Essa uma ilha de terra mesmo.

No tour que fechamos estava incluído o traslado do hotel até o Porto de onde saíam os barcos. O dia começou cedo, saímos umas 7h da manhã…rs Até Los Uros, a primeira parte do trajeto, demora pouco mais de 2h. Acho que o tempo varia de acordo com o tipo de barco.

Nós seguimos numa lancha pequena que cabia umas 15 pessoas. Estava na lotação máxima. E também no limite da minha paciência, porque G-ZUIS, como tinha gente sem noção nesse passeio. rs Mas, enfim.

Los Uros e a engenharia peruana das ilhas flutuantes

Quando chegamos na Ilha de Los Uros fomos recebidos pelo “presidente” da ilha e suas filhas e esposa. Na chegada todos se reúnem num espaço para que ele possa explicar o que de fato são as ilhas.

Os Uros são um povo pré-colombiano que criou as ilhas flutuantes artificiais para viverem com maior segurança e evitar o domínio de outros povos, como os Incas.

Existe uma vegetação característica do Lago Titicaca, a totora.

As ilhas são feitas com essa vegetação, um tipo de junco, e exigem manutenção constante. Ao todo são quase 90 ilhas e cerca de 300 famílias vivendo nelas. A parte mais interessante é ver como eles criam essas ilhas. Eles pegam as totoras e juntam com terra. Com essa mistura eles fazem uma “cama” e conforme as totoras apodrecem com a água, elas unificam a terra formam uma camada rígida, mas que flutua. É genial!

Pra ilha não sair sem rumo pelo lago, eles têm diversas “âncoras” que seguram a ilha no lugar. Achei muito interessante.

Tudo na ilha é feito com a totora, desde a fundação até as casas. Que são pequenas espécies de ocas com colchões também feitos de totora.

Antigamente esses nativos viviam de pesca e da caça de pássaros. Hoje em dia o principal sustento é o turismo. Na ilha as moças vendem seus artesanatos e o “presidente” tem um barco em que leva os turistas para darem uma pequena volta no lago.

Esses barcos são apenas turísticos, os moradores têm lanchas para o uso no dia a dia. Além disso a ilha tem diversos painéis solares que foram comprados graças ao dinheiro vindo do turismo.

Depois dessa primeira ilha, fomos em uma segunda. Esta bem maior com loja vendendo biscoitos, café etc. Lá eu não resisti e peguei um carimbo no meu passaporte…hihihi Custou 1 novo sol e é um carimbo especial de Los Uros. Eu estava querendo colecionar carimbos pra minha irmã que adora, mas até agora só peguei esse. rs

Carimbo no passaporte
Carimbo no passaporte

Eu achei muito bacana conhecer essa parte do Peru e mais essa sagacidade deles na engenharia.

Mas confesso que senti como se estivesse invadindo o espaço deles. Me senti um pouco num “zoológico humano”.

Pelo que entendi, antigamente os uros eram bem avessos a contato com o mundo externo. Chegavam a ser até agressivos. Hoje eles vivem do turismo. Mas a sensação é um pouco de que eles estão se vendendo, por assim dizer. Não sei se fiquei com essa sensação porque no nosso grupo tinha muita gente sem noção. As pessoas não ouviam muito o que estava sendo dito, saindo andando por tudo pra tirar foto…essas coisas.

Bem, eu gostei bastante de conhecer as Islas Flotantes, mas até hoje relembrando a visita, ainda tenho essa impressão estranha.

O visual incrível da Ilha Taquile

Depois de visitar Los Uros, nós seguimos para a Ilha Taquile. Esse segundo trecho da viagem demora mais. Então foi o momento de tirar aqueeeele cochilo…rs São mais de duas horas até lá.

A Ilha Taquile abriga cerca de 2000 moradores e têm suas próprias regras e vestimentas. Dá pra saber se um homem é casado ou solteiro só pela roupa. Bem bacana. A ilha está numa altura de 4000 metros acima do nível do mar.

Pra chegar até a praça principal da ilha, tem que subir. Nosso guia optou em chegar por um lado da ilha e descer por outro. Segundo ele, por ser uma subida menor. E no fim era mesmo.

A subida não é difícil, mas por conta da altitude, pode ser bem cansativa. Então o lance é ir com calma e parar quando sentir que precisa.

A praça é cercada por alguns prédios antigos, mas nada impactante. Muitas barracas de artesanato ficam espalhadas por lá. Na subida algumas mulheres vendem artesanias, mas o mais inusitado é que são os homens em sua maioria que fazem as peças.

Quando chegamos lá já era começo da tarde e foi por lá que almoçamos. O almoço estava incluído no pacote do passeio. A casa onde almoçamos era um pouco mais acima da praça, ou seja…almoço com vista! <3

Comida caseira super bem preparada. Comi peixe (óbvio) e pra encerrar a refeição tomei chá de muña, a menta peruana. Tudo muito gostoso.

Depois do almoço tivemos um tempo livre para explorar o local e então chegou o momento de descer. A descida era bem mais longa, por isso achei ótimo o guia ter escolhido o outro lado pra chegar. E mais uma vez a vista foi nos brindando com um fim de tarde incrível.

Chegando no barco, voltamos pra Puno. A volta durou umas três horas no total. Gostei bastante da Ilha Taquile e acho uma ótima pedida pra complementar o passeio de quem pretende conhecer as Ilhas Flutuantes.

Quando voltamos para Puno estava um frio do cacete! Fomos até uma agência de viagem e descobrimos que poderíamos pegar um ônibus naquela noite para Arequipa. Como Edu estava totalmente avesso ao frio, compramos a passagem e seguimos viagem.

Próxima parada: Arequipa! A cidade no pé do vulcão.

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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