De barco pelo Amazonas
Brasil

De barco pelo Amazonas

This post is also available in: enEnglish

Rating Chart

5 average based on 4 ratings

  • Excellent
    4
  • Very Good
    0
  • Average
    0
  • Poor
    0
  • Terrible
    0

De barco pelo maior rio do mundo

Partiu, galera!
Partiu, galera!

Chegou o grande dia. Já vai fazer mais de um mês que saímos do Brasil e terminamos a saga: navegar o Amazonas. Mesmo não tendo um roteiro muito detalhado, o Edu tinha alguns trechos pensados para a viagem. E o primeiro deles (que estava bem ansiosa pra fazer) era a travessia do Amazonas de barco. =)

A ideia é basicamente essa mesmo de navegar o Amazonas e entrar no Peru por barco pela tríplice fronteira: Tabatinga (Brasil), Leticia (Colômbia) e Iquitos (Peru). Já faz mais de um mês que a gente saiu do Brasil e que essa jornada de navegação terminou e chegou o dia de contar tudo que rolou.

ALERTA DE SPOILER



O início da jornada de barco pelo Rio Amazonas

Divando na chegada
Divando de barco…

Desde o início a ideia desse trecho da viagem era sair do Brasil e entrar no Peru de barco. E foi o que fizemos. Estávamos em Natal e Edu teve a ideia de irmos pra Macapá, a única capital do Brasil que não tem como chegar por terra, só barco ou avião. E de lá nós iríamos começar a viagem de barco.

Quando o Edu comentou desse trecho da viagem láááááááááááááááá atrás eu fui pesquisar como era isso. Achei vários sites, mas muitos com datas de 2, 3 anos atrás. Vi que basicamente a viagem era feita de rede e demorava dias entre os trechos. Mas conforme a navegação realmente começou, vi que a coisa estava bem mais modernizada e simples.

Então, vou dar um spoiler: viajar de barco é uma experiência que valeu cada minuto. Pra não ficar uma grande mistureba, acho que faz sentido contar como foi cada parte dessa navegação.

O itinerário de ponta a ponta

O itinerário total ficou dividido em cinco trechos de barco. Três deles foram embarcações grandes, com piso de carga, camarote, redário e os outros 2 trechos foram com lanchas rápidas, que são embarcações pequenas (comparadas aos 3 primeiros barcos) com um só andar, cheio de poltronas, ou seja, uma espécie de busão sobre as águas mesmo…rs

O primeiro trecho foi entre Macapá e Belém, esse trecho durou 18h.

O segundo trecho foi de Belém até Santarém e esse trecho durou 2 dias e meio.

O terceiro trecho foi de Santarém para Manaus e durou 2 dias e meio também.

O quarto e penúltimo trecho foi de Manaus até Tabatinga e foram 36h navegando.

Por último saímos de Santa Rosa para Iquitos numa viagem de 10h (ALERTA DE SPOILER: essa foi a mais “emocionante”…rs).

Trecho 1: de Macapá até Belém

Rumo a Belém
Toca pra Belém, motô!

Chegamos em Macapá (lá por abril) de avião, mas já sabíamos que de lá íamos partir de barco. Esse foi o primeiro trecho que fizemos. Quando eu tinha pesquisado um pouco sobre essas viagens de barco vi muita gente viajando de rede, mas vi relatos falando que existiam cabines também. Fomos atrás pra descobrir como seria o barco até Belém e como previsto tinha opção de rede e de cabine.

Na verdade são três opções de como viajar: cabine, redário normal ou redário com ar condicionado. Pois é, a coisa é chique! hahahaha

E lá vamos nós. #barco #boat #traveler #traveling #travel #wanderlust #divademochila #rolezinpelomundo #Amapá #roots #tchaumacapa

A photo posted by Margareth Vasconcellos (@divademochila) on


Os barcos não saem diariamente. Quando fizemos a navegação em abril eles saiam às quartas, sextas e sábados, mas pelo que entendi isso muda muito. Então, se você pretende um dia fazer essa viagem acho que é descobrir in loco os dias e horários de saída mesmo.

Sobre o preço, a cabine sai R$250 por pessoa. Se você estiver sozinho e quiser cabine, corre o risco de dividir com algum desconhecido. Para viajar no redário é R$120 o normal e R$150 o redário com ar-condicionado. Cada um leva sua própria rede, então além desse custo do redário, pode incluir o custo da rede.

Existe rede de R$20 até R$70, tem de solteiro, casal, com material mais rústico, de naylon etc. Para todos os gostos. E o legal é que acaba sendo uma viagem mega colorida pelo tanto de redes diferentes que a gente vê no barco. Mas…como era o primeiro trajeto e não era algo que estávamos acostumados a fazer (ok, peguei muita barca Rio-Niterói, mas não é a mesma coisa, né?) decidimos ir de camarote pra ver como seria (ou seja, aquela foto ali em cima é meramente ilustrativa…por enquanto…rs). E foi super tranquilo.

O camarote é bem pequeno, com um beliche e um banherinho….em resumo um mini-corredor, mas tava ótimo pra dormir e tomar banho. Tinha até ar-condicionado! o.O Sentimos que seria mais seguro pegar o camarote pra deixar as mochilas e bolsas lá e assim não nos preocupar.

Chegamos uma hora antes do embarque (a saída estava prevista para 16h). Deixamos as coisas no camarote e fomos dar uma volta pra conhecer o barco.

Esses barcos que pegamos no Brasil são barcos graaaandes…esse de Macapá pra Belém tinha uns 3 andares. Geralmente o andar “térreo” é o andar de carga, o primeiro tem camarotes e redário e o terceiro tem redário com ar-condicionado e no topo de tudo isso, a cereja do bolo: o bar. Sim, tem um bar em todos os barcos. rs

E tem música, muita música. Música a rodo, música em loop, música no talo, música 24h por dia.

Esse primeiro trecho durou 18 horas de viagem só. Falando assim dezoito horas de viagem, parece que é demorado, mas no fim passa muito rápido. Como estávamos com as nossas coisas guardadas no camarote, passamos a maior parte da viagem no terraço do barco vendo o que a margem tinha pra nos mostrar.

Porto de Macapá
A saída do porto de Macapá

O bar ficava no último andar, mas acima dele havia um terraço com umas mesinhas. No andar do bar existem mesas e uma caixa de som deeeeeeeeesse tamanho, com uma TV rolando shows e clipes musicais.

Nesse andar do bar o pessoal fica degustando suas cervejinhas e jogando dominó! Pois é, dominó no Norte/Nordeste é coisa séria! Minha tia-avó por parte de mãe é do Nordeste e lembro que quando criança ficava vendo ela jogar dominó com maestria. Contava peça e tudo mais. Daí no barco lembrei logo disso. A galera joga pra valer. P-R-A   V-A-L-E-R!! Não rolou briga nem nada, mas a coisa era frenética e o jogo rolava o dia todo.

Viajar de barco é um exercício de paciência e contemplação. Depois de algum tempo, você pode se cansar de ver sempre a “mesma paisagem”, mas sempre há algo para observar na beira do rio. Não espere ver muitos animais selvagens. No máximo você vai ver pássaros mesmo. Como o barco é bem grande, imagino que ele acaba assustando a fauna local e nenhum animal vai vir na beira do rio ou pular na água.

Mesmo assim, não deixamos de ter belas visões, como essas:

Bem, pegamos o barco às 15h e só chegaríamos em Belém às 18h do dia seguinte…então, você deve estar aí se perguntando (eu estaria porque só penso nisso…bem, não só, mas bastante): “E comida? Habemus?” No segundo andar do barco, lá no fundo depois do redário, tinha um refeitório.

Esse restaurante servia café da manhã, almoço e jantar. Tudo bem organizado com horários definidos para cada refeição. Quem quisesse, podia comer no refeitório ou levar a comida na quentinha e comer em outro lugar (camarote, bar, terraço, rede). A comida não é muito elaborada, mas estava bem-feita (mal sabíamos que o menu seria uma constante nas próximas semanas). Basicamente é: arroz, feijão, macarrão, salada e uma carne que podia ser de frango ou de boi. E sim, você leu certo…é arroz AND macarrão..rs




Claro, se você não quiser um ou outro, só pedir. O prato feito saía R$15,00 por pessoa. Segurava bem a fome, mas o jantar acabava muito cedo e bateu uma fominha mais no fim da noite, que matamos com uns biscoitos que já tínhamos comprado lá no porto de Macapá antes de pegar o barco.

Como eu comentei, o andar térreo do barco é um andar de carga. E haja carga. Tem de banana a carro. Quando era bem de noite já, acho que por volta de 00h, vi algo que marcou a minha memória. Existem algumas comunidades ribeirinhas ao longo do rio e nesse ponto da viagem o barco desacelera até quase parar e um barco menor vindo da margem meio que atraca ao lado para que eles possam poder tirar a carga do barcão pro barquinho…rs

O que respondeu em parte a minha pergunta mental quando comecei a viagem que era: “Como chegam mantimentos pra essas comunidades ribeirinhas?” Essa parte em que descarregaram o barco pro barquinho menor demorou quase 2h, por isso também acho que o trecho demora 18h.

Além disso, o tempo de viagem vai depender se você está indo a favor ou contra a corrente. No nosso caso, estávamos indo contra e isso afeta o tempo do trajeto para mais.

Depois de passar o dia no terraço, tentar ver o céu estrelado (tava meio nublado e não rolou muito) e ficar vendo o pessoal descarregar o barco, fomos dormir. Nossa cabine era bem atrás da cabine de comando, parede com parede. E diferente da música que ouvimos no bar, o comandante estava ouvindo clássico como Joy Division…um contraponto bem inusitado….hahhaa

Dormir foi bem tranquilo. O barco é grande e o balanço é suave. Dá até uma embalada boa pra dormir. Pra mim, foi um ótimo começo de navegação do Amazonas esse primeiro trecho de barco. Dava pra imaginar que o segundo trecho também seria incrível. Mas sabe como é a vida, né? A vida, ah a vida…essa sem vergonha! rs

Trecho 2: de Belém pra Santarém

E lá vamos nós!
E lá vamos nós!

Belém tinha sido uma cidade interessante, mas não é para os fracos (não sacou a referência? Saca só aqui). Por isso, estávamos animados para chegar logo em Santarém. Na verdade o que faríamos era parar em Santarém e de lá seguir para Alter do Chão. E foi o que fizemos.

Alter do Chão não decepcionou, e se você não viu a nossa passagem por lá, só acessar aqui ó. 😉

Estávamos em Belém e dei aquela pesquisada marota pra tentar descobrir os dias e horários dos barcos pra Santarém. Tinha achado uma agência de viagens e achei umas pessoas falando sobre um terminal perto da Estação das Docas. Como o Edu estava cismado sobre essa espécie de monopólio das agências de viagem, a gente catou no mapa e foi direto nesse terminal hidroviário.

Ele fica pra esquerda das Docas (no sentido oposto ao Centro). Não é difícil de achar e se perguntar o pessoal vai saber dizer. Chegamos lá e o terminal é novinho, todo bonito, com guichês iguais de rodoviária. Na verdade, eu achei que parecia uma rodoviária bacanérrima.

Na porta do terminal ficam vários homens que vão tentar te vender passagens de barco. Logo de cara rejeitamos por receio e tentamos ir no guichê direto. Mas tinha ninguém nos guichês que precisávamos. Daí descobrimos que esses senhores eram como “revendedores autorizados” e eles nos ajudaram a achar um horário e uma vaga pra ir pra Santarém.

Assim como no primeiro trecho, os dias e horários são específicos e não tem barco todo dia. No fim o que acontece é que basicamente existe um ou dois barcos que fazem o trajeto e todo mundo (agências e esses caras) vendem passagens pra esses barcos. Depois de um pequeno rolo entre “Tem vaga nesse dia tal, hora tal…”, “Nesse só tem rede…”, conseguimos uma cabine num dia que seria bacana pra gente.

Eu tava louca pra viajar de rede e ver como é que era, mas…como o camarote tinha sido bacana, acabou se mostrando seguro e Edu tinha trabalhado pacas e tava cansado a beça, optamos por ir de camarote de novo. Dessa vez saiu R$350 por bunda! Achei caro…achei caro pacas, na verdade. Mas, c’est la vie. Se fôssemos de rede seria o mesmo do outro barco R$130 / R$150 (o mais caro pra redário com ar-condicionado).

Bem, o barco era bem parecido com o primeiro, só que a parte do terraço era junto com o bar. Nem preciso dizer, ficamos por lá praticamente a viagem toda..rs

E nesse trecho da viagem as margens guardam muitas visões interessantes. Novamente, não dá pra ver animais silvestres além dos pássaros, mas existem muitas comunidade ribeirinhas. As casas não são coladas umas às outras. Então os “vizinhos” não são “de porta”. O que isso significa? Que você vai ver muita criança andando de barco pra ir encontrar com os amigos da outra casa.

Nesse trecho o rio faz bastante curva e varia entre se manter estreito e chegar em lugares onde as margens podem ter 22Km de distância uma da outra. É algo indescritível. Uma imensidão só. Você consegue ver as duas margens, mas vê lááááá longe. Eu achei sensacional, porque já imaginava que era grande, mas não dessa forma. E se você olhar no mapa, não imagina que é algo tão colossal.

E o barco é sempre regado a música! Como tem bastante tempo de viagem, você vai ouvir a mesma música algumas vezes. rs Mas isso se você estiver pelo bar ou terraço. No redário já não se escuta nada. A playlist vai de Wesley Safadão até forró e brega. É divertido prestar atenção nas letras e muitas músicas reconheci como versões de músicas americanas…o brega é craque nessas e eu adoro! #ProntoFalei

A comida era a mesma: arroz, feijão, salada (uma rodela de tomate só pra constar) e alguma carne. rs

Esse trecho da viagem só não foi perfeito porqueeeeeeee…..nossa cabine tava cheia de barata!!! ARGH! Ok, não baratas de esgoto como vemos na cidade, mas aquelas baratinhas pequenas, saca? Como tem muita carga de comida no barco, acho que a dedetização não tava boa. Tentamos matar as que vimos, jogar inseticida, mas as danadas sempre apareciam.

Na primeira noite nem reparei nelas, mas segunda me espremi na cama de baixo com o Edu…hahahaha

Fora as baratinhas andando pela cama, foi tudo bem nesse trecho. =)

Trecho 3: de Santarém para Manaus

Té mais, rapaize!
Té mais, rapaize!

Chegamos em Santarém de manhãzinha e antes de pegarmos o ônibus pra Alter do Chão, passamos no ponto de venda do barco para Manaus. Mais uma vez, não é todo dia que sai, mas dessa vez já sabíamos mais ou menos as datas e nos programamos melhor.

Na hora da compra ficou aquele impasse: camarote ou rede? Eu tava super no pique de viajar de rede pra ter a experiência, o Edu tava com receio. Porém, como tivemos aquela infelicidade das baratas no barco anterior, resolvemos pegar rede mesmo.

Quando voltamos de Alter do Chão pra pegar o barco, algumas horas antes, fomos ver o encontro das águas (onde o Rio Amazonas e o Rio Tapajós se cruzam e aí dá pra ver certinho onde um “começa e outro”termina”) e comprar nossas redes.

Como comentei lá no início, você deve levar a sua própria rede. E tem rede para todos os gostos: de solteiro, de casal, de nylon, de tecido…tem rede de R$20 até R$70. Compramos duas que pareciam bem ok (até porque não íamos usar tantas vezes assim) e as cordas pra amarrar a rede. Tudo deu R$50.

Chegamos no barco e fomos escolher nossos locais. Pegamos no segundo andar (onde tem o redário sem ar-condicionado) mais pro centro do redário. Aí deixei as coisas no chão e fui tentar amarrar a rede…rs

Por todo o redário tem ganchos e se a sua rede for grande o suficiente, pode ser até que você nem precise de corda, só que não foi o nosso caso. Comecei a amarrar tentando lembrar as dicas de nó do “Manual do Escoteiro” (e lembrei de nenhuma), mas nada da rede parecer confiável.

Um senhorzinho super simpático viu nosso pequeno drama e se ofereceu pra nos ajudar, em um minuto ele passou a corda pra cá, pra lá, em cima, embaixo (puxa e vai, ai, ai ai…) e pronto! O nó ficou perfeito e ainda conseguia dar uma regulada na altura! Olha só a obra de arte:

Ele salvou a pátria! A minha e a do Edu. Confesso que tentei aprender, mas não pesquei todas as voltas. Por isso quando a viagem terminou e eu tirei a rede, deixei a corda amarrada e delicadamente não desfiz o nó…hahaha

E com a rede devidamente atada, começou a saga “Diva de Mochila na Rede do Barco pelo Amazonas”…rs

O barco era basicamente igual aos outros: três andares, redários, cabines, refeitório…só que um pouco maior do que os anteriores. Na verdade a minha sensação é que os barcos cresciam um pouquinho mais a cada trecho.

Esse barco teve bastante parada. Muitas pessoas desembarcam em vilas e cidades que estão pelo rio, o que não quer dizer que o barco atraque num porto, muitas vezes vem um barquinho da margem, pega as pessoas e volta pra margem.

Quase como descer do bonde andando. Como estávamos de rede, dessa vez ficamos mais no redário do que no terraço. Por questões de segurança das bolsas e mochilas, não saímos ao mesmo tempo das redes para fazer as coisas. Isso é bem bacana de observar, porque as pessoas se ajudam e cada um (que está nas redes próximas) olha as coisas um dos outros.

Uma coisa me preocupava que era a hora de dormir…num dos outros barcos vi que a luz do redário ficava acessa até tarde. Perguntei para um dos tripulantes, que disse que eles não apagavam as luzes por motivos de furtos. Mas não foi o caso nesse barco, eles apagavam as luzes e ficavam só aquelas lâmpadas de segurança fraca, sabe? Bem de boas.

Um detalhe que eu estava um pouco sem saber se ia ser tranquilo era o banheiro. Bem, com o camarote, tínhamos um banheiro só nosso. Com a rede os banheiros são coletivos.

No fundo do redário estavam os banheiros, uns cinco para cada sexo. Oooopa….cinco para mulheres e cinco para homens, não pense safadeza…rs

E achei o banheiro maior que os da cabine, foi muito tranquilo pra usar. Você só precisa se organizar e já levar a toalha, sabonete, roupa e chinelo (não é muito aconselhável entrar descalço, né?).

Nós não usamos toalhas normais, temos uma daquelas que é feita pra secar rápido. Mesmo assim ela ficava bem molhada e deixamos pendurada do lado da rede pra secar. Todos fazem isso, é normal.

Nesse trecho da viagem, como estávamos viajando de rede, consegui ouvir algumas histórias interessantes. A que mais me chamou atenção foi de uma senhora que vendia garrafadas. Ela contava pra amiga dos diferentes tipos de garrafada e contou que tomando uma para os males femininos ela acabou engravidando aos 45 anos!!! o.O

Pois é, garrafada porreta essa.

No fim esse foi o meu trecho favorito de todo o trajeto de barco (#spoiler do bem). Dormi bem na rede, vi e ouvi muitas coisas interessantes e levei ótimas lembranças.

Trecho 4: de Manaus para Tabatinga

Partiu!
Partiu pra Tríplice Fronteira!

Aqui é onde oficialmente saímos do Brasil e entramos no Peru. Na verdade, tecnicamente, nosso primeiro país estrangeiro foi a Colômbia. Isso porque pegamos um barco de Manaus que ia para Tabatinga, na tríplice fronteira.

A tríplice fronteira é formada por Tabatinga (Brasil), Leticia (Colômbia) e Santa Rosa (Peru).

Em Manaus descobrimos que poderíamos ir para Tabatinga de duas maneiras:
1. De barco normal (como o que havíamos pegado até agora) que demoraria 7 dias
2. De lancha rápida, que demoraria 36h

Bem, não teve muito o que pensar. Apesar de termos curtido a viagem de barco, 7 dias numa rede seria muita coisa. Então optamos por pegar a lancha rápida. Que devo confessar, é uma facada. R$540 por bunda. Literalmente, porque a lancha é um barco rápido de um único piso com poltrona…que nem reclina! rs

Mesmo assim achamos que era a nossa melhor opção. Os horários e dias são específicos e você pode comprar diretamente no terminal, ao lado do Porto de Manaus. Se quiser saber mais, tem o site deles aqui.

A comida já estava incluída no valor da passagem (UFA!) e no fim era a mesma iguaria de sempre (arroz, macarrão, feijão e carne)…rs

A lancha estava cheia e tinha algumas TVs espalhadas pelo espaço. Nas 36h de viagem rolaram dúzias de filmes, que eram repetidos algumas vezes. E não era filme meia boca não! Nessa lancha assisti o aclamado “O Regresso” que rendeu o Oscar pro Leonardo DiCaprio.

Claro, nem preciso dizer que era tudo piratex…hahaha E sem som.

Lancha Tabatinga
Ó ali as TVs.

Além desse assisti também “Os Dez Mandamentos” da Record, “Rota de Fuga” com a dupla Stalone e Schwarzenegger e uns outros de ação que não lembro o nome. Esse da foto aí de cima não lembro bem o nome, mas era um cara bambam nas artes marciais que é desafiado por outro cara. Nunca tinha ouvido falar do filme e esse já era o 3!!

Depois das 36h numa poltrona que não reclinava, chegamos ao porto de Tabatinga à noite. Atracamos, pulamos pro cais e aí os caras da lancha vão pegando as mochilas e dando pras pessoas. Meio confuso, meio mambembe, mas eu mal sabia o que nos aguardava em Santa Rosa ainda. rs

A lancha tem um banheiro para cada sexo. Tem chuveiro e tudo mais, mas bem apertadinho.

A fronteira entre Tabatinga e Leticia é uma rua e quando chegamos pegamos um táxi e fomos pra Leticia onde passamos alguns dias. Mas isso são cenas do próximo capítulo.

Posso dizer que imaginava que seria bem pior esse trecho. Dá pra fazer sem grandes sofrimentos. Só acho que é muito caro e mesmo assim estava lotada a lancha.

Trecho 5: de Leticia para Iquitos

Pegadinha
Vai dar tudo certo! Há, brincadeira.

Como eu disse, ficamos em Leticia que é na Colômbia. Mas não precisamos dar entrada nem nada no passaporte. De Leticia para Iquitos (nosso último destino de barco), teríamos que pegar um barco até Santa Rosa, uma pequena ilha que já é parte do Peru.

E de Santa Rosa sairia o barco para Iquitos. Quando estávamos em Leticia fomos atrás do barco para Iquitos e descobrimos que só conseguiríamos comprar o barco em Tabatinga (a lógica? Num sei..).

Daí fomos até Tabatinga e compramos o barco. A moeda em Leticia é peso, mas nessa agência de viagens em Tabatinga poderíamos pagar com peso, real ou dólar. Fizemos as contas e sairia mais barato pagar em dólar (essa lógica? Não sei também…). No fim saiu $130 para nós dois.

Essa também era uma lancha rápida e levaria 10h de Santa Rosa até Iquitos.

Para esse trecho teríamos que fazer nossa saída do Brasil na Polícia Federal, então um dia antes da partida fomos até Tabatinga para dar a saída. Nem 15mins e já estávamos com o passaporte carimbado.

Voltamos a pé e antes de atravessar a rua do Brasil pra Colômbia, tomamos nossa última cerveja no Brasil com nossos últimos R$5…uma Schin! rs

Bem, a lancha saía de Santa Rosa para Iquitos às 04h00. A gente se informou como seria para ir até Santa Rosa e para nossa surpresa, o último barco que saía de Letícia pra Santa Rosa era às 19h. Então, lá fomos nós.

O barco era pequenininho, custou 5 soles pros dois e não demorou nem 15 minutos. O barco chega na margem da ilha, no meio do lamaçal…ele encosta e temos que descer ali mesmo. Bem, até aí ok…nem sempre dá pra ter gramour, né?

Andamos até a rua principal da Santa Rosa, na verdade a única rua que existia, passando por uma ponte que parecia construída meio na gambiarra e passava por cima de um córrego “suspeito”.

Andamos a rua toda até chegar no local onde faríamos a entrada no Peru. Foi bem tranquilo e o cara ainda perguntou: “Quantos dias você querem? 90 tá bom?” e assim ganhamos 90 dias pra aproveitar o Peru.

Depois de fazer a entrada no país, caçamos um hotel que parecia menos pior e ficamos lá pra esperar a saída na madrugada.

Quando chegou perto do horário fomos pro local onde pegaríamos a lancha. O cara que levou a gente parou num lugar escuro pacas e quando perguntamos onde era, ele indicou um platô de madeira no meio da água. Ok. Botamos a mochila nas costas e seguimos pra lá.

A questão é que não existia uma ligação entre a margem e o platô de madeira. Começamos a andar pela lama, depois por cima de uma pequena ponte improvisada de madeira com um palmo de largura. Em dado momento ela terminava! hahaha

Tinha um casal na nossa frente que parecia ser local e fui seguindo o que eles faziam. Eles desceram dessa passarela, andaram pela lama e começaram a entrar nos barcos que estavam parados uns ao lado dos outros. E foi o que fizemos. B-I-Z-A-R-R-O!

Eram uns três barcos até conseguir de fato alcançar o platô. Nisso foi enfiar o pé na lama, dentro de um dos barcos tinha água que ensopou os tênis…quase caí….uma pena que não tinha como registrar isso em foto ou vídeo. Descrevendo assim não chega nem perto do quão bizarro era. Mas, no fim achei que tinha que ter alguma “emoção” nesse viagem…rs

Ficamos lá esperando a lancha, o rapaz chamava pelo nome e tínhamos que passar pelas pessoas que se amontoavam na frente da lancha. Pra subir na lancha não tinha escada, mas uma cadeira velha dessas de escritório.

Nem preciso dizer…fui subir e a cadeira virou, quase caí e daí foi o cara do barco me segurar pela frente, um cara atrás e consegui subir com um pouco mais de dignidade….hahahaha

A lancha era pequena, as poltronas também sem reclinar só que bem mais desconfortáveis que a de Manaus pra Tabatinga. Até aí tudo bem, fazer o quê.

Até que a lancha sai e um pessoal começa a falar alto e reclamar que a lancha estava muito pesada e tombada prum lado. A questão é que as bagagens vão na parte de cima da lancha e como não fazem controle nenhum de peso de bagagem por pessoa, teve uma galera que botou até cadeira no negócio!

Daí quando o barco parou na Guarda Costeira (peruana) o pessoal reclamou e o guarda fez a lancha voltar pra Santa Rosa. Chegando lá foi o maior quiprocó. O guarda checou as bagagens, tirou coisa, viu de quem era, explicou que aquela lancha era de passageiros e não de carga…e eu lá sentadinha escutando tudo e pensando:

Se me soltar eu vou nadando...
Me solta que eu vou nadando!!!

Uma hora depois de muito bate-boca algumas pessoas ficaram em Santa Rosa (porque não queriam seguir sem a bagagem), outros deixaram algumas bagagens, (eu fiz a minha parte pra ajudar e deixei a paciência mesmo) e assim conseguimos seguir viagem.

De fato, deu pra sentir diferença no peso da lancha depois disso e confesso que bateu uma pulga atrás da orelha se essas pessoas locais não tivessem se atentado e falado.

E assim seguimos viagem. A lancha parou em uma cidadezinha no meio do caminho que conseguia ser mais feia que Santa Rosa (vou falar de Santa Rosa especificamente no próximo post). Algumas pessoas entraram pra vender comida e água.

No preço da passagem estava incluído o café da manhã e almoço. Café da manhã era café com leite e um pão com presunto. O almoço era isso aqui, ó:

Almoço lancha
Arroz, purê, carne e banana.

Daí eu te pergunto: você já tinha visto uma azeitona no meio de um purê?!?!? Nem eu, mas tava gostoso…é como dizem: a fome é o melhor tempero.

Lá se foram as 10h e chegamos em Iquitos. A chegada também não é muito glamourosa. A lancha encosta, metem uma tábua de madeira que atravessamos enquanto pegamos as mochilas. No porto, antes de entrar efetivamente na cidade, as mochilas e bolsas são revistadas e é isso.

Resumo da ópera

Divando no barco
Foi dyvônico?

Olha, posso dizer que no geral a experiência foi muito divertida, mesmo com esse lance da última lancha. É bacana ir viajando numa velocidade mais tranquila (como nos primeiros barcos) e observar as pessoas locais e suas histórias (algumas que escutei e outras que fiquei imaginando na minha cabeça).

Agora é uma experiência pra fazer sem frescura. A comida vai ser sempre a mesma, o chuveiro é em cima do vaso…essas coisas. rs

Ao mesmo tempo não acho que é uma viagem só pra quem é aventureiro/mochileiro (bem, talvez esse trecho final sim) e se você tiver vontade de fazer a navegação nem que seja de Belém pra Santarém (daí dar aquela parada esperta em Alter do Chão) eu acho que vale a pena. Pra mim valeu muito. =)

Vou levar boas lembranças da viagem pro resto da vida, até do perrengue..rs

p.s.: Quando chegamos em Iquitos tivemos que lavar os tênis porque estavam ó….uma bosta! De verdade, tava cheirando mal pacas!

p.s.2: Não tem nada a ver com esse post, mas enquanto o escrevia e revia mentalmente os filmes da lancha, lembrei de uma piada besta, mas que sempre me diverte…e como sou dessas de contar piadas ruins, cá está:

Uma mulher morre depois de enfrentar uma grave doença e deixa seu marido viúvo. Quando chega nas portas do paraíso vê seus pais, seu avós e todos que tinham partido antes dela muito felizes em um lindo campo. São Pedro a recebe:

– Bem-vinda ao reino dos céus.
– Que lindo lugar. Como eu faço para entrar?
– É muito simples. Eu vou falar uma palavra. Se você soletrá-la corretamente na primeira você entra; se errar vai direto para o inferno.
– Tá, qual e a palavra?
– AMOR.

Ela soletrou corretamente e passou pelos portões. Cerca de um ano depois, São Pedro pediu que ela vigiasse os portões naquele dia. Para sua surpresa, seu marido apareceu.
– Oi! Que surpresa! – disse ela. Como você está?
– Ah, eu tenho estado muito bem desde que você morreu. Casei-me com aquela bela enfermeira que cuidou de você, ganhei na loteria e fiquei milionário. Vendi a casa onde vivemos e comprei uma mansão. Eu e minha esposa viajamos por todo o mundo. Estávamos de férias e eu fui esquiar hoje. O esqui bateu na minha cabeça e cá estou eu. Como faço para entrar, querida?
– Eu vou falar uma palavra. Se você soletrá-la corretamente na primeira você entra, senão vai para o inferno.
– Tá, qual é a palavra?
– ‘SCHWARZENEGGER’…

Piada
Essa piada é séria?!? Deixa pra lá….

E por hoje é só pessoal. Espero que tenham gostado do post. =)

Se quiser perguntar alguma coisa sobre essa navegação, estou por aqui. Só deixar um comentário ali embaixo e a gente troca uma figurinha.

Próxima parada: tríplice fronteira.




Cidade histórica

Praia

Photos

    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

    You Recently Viewed ...

    20 fotos pra inspirar você a conhecer Januária

    Brasil

    Desculpe o transtorno, preciso falar do Brasil

    Tríplice Fronteira

    A tríplice fronteira do Brasil

    A vista de Manaus

    Manaus: 3 dias em mais de 30.

    Alter do Chão e seus barcos

    Alter do Chão: pra ficar nas nuvens.

    11 Comments

    1. Humberto Antonio Siqueira

      Show!!! Parabéns pelo relato!
      Só algumas dúvidas:
      1) qual o nome do barco de Santa Rosa a Iquitos? Saem todos os dias?
      2) qual o endereço em Tabatinga para comprar as passagens? Precisa ser como muita antecedência, ou pode-se comprar um dia antes? Tem empresas diversas? pode-se comprar on-line?
      3) a imigração em Santa Rosa fica muito afastada do cais? é necessário subir com as malas?
      4? se eu não quiser dormir em Santa Rosa, posso atravessar de Tabatinga para lá no dia em que sai o barco (de madrugada)? Tem botes disponíveis a essa hora?
      5) a entrada no barco tem prioridade? é por ordem de chegada em Santa Rosa ou para quem quem compra o bilhete antes?
      Moro em Manaus e viajarei para Tabatinga no próximo mês, daí a Iquitos, Lima e Chiclayo.
      Grato.

      7 de outubro de 2016 Responder
      • Margareth Furtado

        Oi, Humberto! Obrigada pelo comentário, que bom que gostou do relato. =)

        Vamos as respostas:

        1) De Santa Rosa pra Iquitos, a lancha rápida de 10h, não tinha um nome específico. Era da “Transporte Golfinhos”. E isso era tudo que tinha de nome nela.
        2) A passagem você pode comprar em qualquer agência de viagens de Tabatinga, todas vendem. Não precisa ser com muita antecedência não, eu comprei dois dias antes. Só acho que no mesmo dia que seria mais arriscado comprar. Infelizmente nesses lugares você só vai conseguir comprar a passagem na hora, não tem como comprar online. A agência que fui era na Avenida Amizade. Consegui achar alguns contatos de lá: Contato: 3412-5091 / 97 99178-1514 / 311 838 0362 (telefone colombiano)
        E-mail: [email protected]
        3) A imigração fica mais ou menos a um quilômetro. Estava de mochila, por isso para mover-se é mais fácil. Mas logo no local de chegada, você pode pegar uma Tuk-Tuk até lá, no caso de estar com malas e ficar difícil de carregar. Não precisa entrar de malas na migração não, ele não vão verificar suas bagagens. Isso só é feito na chega em Iquitos.
        4)A nossa ideia inicial era essa, de ir perto do horário da saída do barco de Santa Rosa, mas os barcos que saem de Tabatinga pra lá terminam por volta de 19h. Então não tem muita escapatória. O que fizemos foi pegar o último barquinho pra Santa Rosa e esperar por lá até de madrugada. Como foram algumas horas, pegamos um quarto numa pousada pra poder descansar um pouco. Eu achei que foi a melhor coisa que fizemos. Mas não precisa chegar em Santa Rosa um dia antes e dormir lá não, mas vai ser preciso passar algumas horas lá.
        5) Então, a entrada na lancha que sai pra Iquitos é uma pequena aventura. rs Primeiro porque é na madrugada e tá tudo escuro. Segundo que tem um mangue e só umas tábuas pra atravessá-las. E terceiro porque fica uma muvuca no platô. Mas, eles embarcam as pessoas fazendo uma chamada por nome. Não tinha nenhum critério a ordem da chamada. A lancha é bem pequena e não vai ter muita diferença do local que você for sentar. Na compra eles já tinham marcado na passagem o número das poltronas.

        Ah, que legal a sua viagem. =)
        De Manaus pra Tabatinga você já comprou a lancha? Iquitos é uma cidade bem peculiar. Hoje mais tarde vou subir o post sobre lá. Se tiver alguma outra dúvida, só falar. =)

        7 de outubro de 2016 Responder
        • Humberto Antonio Siqueira

          Olá. Obrigado pela consideração em responder de pronto. Eu e minha esposa já estamos com as passagens aéreas compradas pela Azul Linhas Aéreas ida e volta Mao/Tbt/Mao. Também a de Iquitos/ Lima/Iquitos pela Star Peru. Idem o onibus de Lima a Chiclayo (Oltursa). Só falta mesmo a lancha para Iquitos. Todos os hotéis também estão reservados. É a segunda vez que vamos ao Peru. Da 1a nós saimos de Manaus a Rio Branco pela GOL. Daí onibus a Puerto Maldonado. Avião até Cusco. Conhecemos MP. Fomos pra Lima, Chiclayo, Guyaquil, Quito, Bogotá, Leticia, Tabatinga, Manaus.
          Obrigado por tudo. Belíssimo blog.
          Abs.

          7 de outubro de 2016 Responder
          • Margareth Furtado

            Imagina, Humberto. Eu que agradeço.
            Cheguei a viajar de Star Perú e foi uma experiência bem tranquila. Não cheguei a pegar Oltursa, peguei na maioria das vezes Cruz del Sur.
            Não se preocupe com a lancha, chegando lá você compra. Como dissa, na Avenida da Amizade é fácil de achar. =)

            Se você gosta do Peru, um lugar que me encantou muito foi Máncora. Já esteve por lá? É praia, o centro em si não tem muitas novidades, mas a praia é linda.

            Espero que a viagem de vocês de Novembro seja muito boa. Até lá vou ter soltado os posts todos do Peru. o/

            Abs e muito obrigada pela visita ao blog e pelo elogio.

            7 de outubro de 2016 Responder
          • Margareth Furtado

            Humberto! Como foi a viagem…fiquei curiosa pelo seu relato. Se puder, mande notícias. <3

            7 de maio de 2017 Responder
    2. Ana Gonzalez

      Bom dia,
      Eu quero fazer este viagem mas no sentido contrario então eu gostaria saber cuando sai os barcos de:
      -Iquitos a Leticia
      -Santa Rosa a Manaus
      -E sobretudo de Manaus a Belem

      Eu pesquise muito na internet mas tem informaçao muito velha e chata por isso preciso de alguem que foi lá faze pouco tempo e pode saber isso

      Muito obrigada!!!!!

      Ana

      22 de novembro de 2016 Responder
      • Margareth Furtado

        Boa tarde, Ana. Tudo bem? =)
        Antes de qualquer coisa, posso fazer uma pergunta de curiosa que sou? Você é brasileira?

        Então, em relação aos dias de saída eles variam e pode ser que os que já tenham mudado.

        1. De Leticia (Santa Rosa na verdade) para Iquitos sai por volta de 65 dólares. Dá pra pagar em dólar, real ou peso. Mas fiz as contas e pagando em dólar (por questões de câmbio de real pra peso) saia mais em conta. As saídas eram quarta, sexta e domingo. E dura 10h a viagem.

        2. Santa Rosa Manaus não tem barco direto. O que tem é Tabatinga pra Manaus, uma lancha rápida. Esse é bem mais caro. Custa R$550 e a lancha demora 36h, mas como você vai pegar a corrente ao contrário, acho que dura até menos. Ela sai de Tabatinga pra Manaus aos sábados.

        3. De Manaus pra Belém os barcos são grandes e você pode optar em viajar de cabine, ou de rede. Eu achei a experiência de viajar de rede excelente. Super recomendo se você estiver no pique. As saídas são quartas e sextas. O preço do redário normal é R$130, com ar R$150 e a cabine uns R$250.

        Espero que essas informações tenham ajudado. =)
        Você vai sair do Peru até o Brasil, é isso?

        Qualquer outra dúvida me fala e vejo como posso ajudar.

        Bjs, Margareth.

        22 de novembro de 2016 Responder
    3. Alex

      legal o Post, mas só uma dúvida / observacao: quando voltaram de Alter pra pegar o Barco em Santarem o encontro dos rios é com o Tapajós e não com o Negro, certo ?

      6 de julho de 2017 Responder
      • Margareth Furtado

        Olá, Alex. Falha minha…escrevi errado. Você tem toda razão, é o encontro do Amazonas com o Tapajós. Vou corrigir o post e obrigada por avisar. =)
        Você já fez essa travessia de barco?

        6 de julho de 2017 Responder
        • Alex

          Oi Margareth. Esse trajeto específico de Barco não, mas conheço um pouquinho da região Norte. parabéns pelo Blog.

          7 de julho de 2017 Responder
          • Margot

            Ah, que bacana! =) Adorei o Norte…e a comida??? Hum…saudades de lá,já e ainda.

            10 de julho de 2017 Responder

    LEAVE A COMMENT

    DivaDeMochila

    No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

    Lá no Instagram

    %d blogueiros gostam disto: