Manaus: 3 dias em mais de 30.
Brasil

Manaus: 3 dias em mais de 30.

Manaus: 3 dias em mais de 30.

Antes de falar de Manaus, queria explicar (sim, eu tenho esperança de que você, caro leitor, está acompanhando o blog e esperando as novidades) que o blog ficou parado umas semanas por problemas técnicos (fazia tempo que eu não programava e aí deu um problema no código do site e foi um parto pra resolver) e porque estávamos na estrada sem acesso a internet. Mas agora tá tudo normal de novo. \o/

Bem, vamos lá. Manaus foi nossa última parada no Brasil. Chegamos no dia 11 de Junho e não pretendíamos ficar muito tempo…acabamos ficando 46 dias! Rs

Foram 3 hospedagens diferentes e algumas pequenas aventuras. O que aconteceu é que surgiram alguns trabalhos enquanto estávamos nos primeiros dias na cidade e para aceitá-los teríamos que estar no Brasil (por questões de IPs e segurança). Com isso, ponderamos se valia a pena aceitar a proposta e acabamos optando por ficar mais tempo na cidade.

Saímos de Santarém para Manaus de barco e nesse trecho optamos por viajar de rede por conta do que aconteceu no último trajeto (estou fazendo um post só sobre viajar de barco e vai sair essa semana…uhu). E foi no barco que conhecemos uma professora de Curitiba que mora em Manaus. Ela comentou que estaríamos pela cidade no período do festival de ópera do Teatro Amazonas então já ficamos com isso na cabeça.

Depois de 2 dias e meio de viagem, estávamos em Manaus! =)

 Manaus, cheguei!

Como eu disse, nós ficamos em três lugares diferentes por lá..rs

O primeiro foi um Ibis Budget (o antigo Fórmula 1, que é o mais barato da rede Accor) que inaugurou em Dezembro de 2015 (Ó…achei super cabalístico ter sido inaugurado no mês que a viagem começou…hehehe) que fica na Djalma Batista, uma avenida bem central e prática. Tinham uns três shoppings perto que facilitaram bastante a vida.

Lá decidimos ficar mais uma semana por causa de uns trabalhos que pintaram pro Edu e pra mim também. Então pra essa segunda fase de Manaus preferi um Airbnb. Achei uma casinha super simpática no Conjunto Eldorado que fica dentro do Parque 10 (é como um mini bairro dentro de um bairro).

A casa era uma graça, a única coisa que não entendi é que o teto era o menos apropriado pra pegar sol o dia todo, então se não deixássemos o ar ligado…virava um forninho. E como faz calor em Manaus…mel-dels! rs Um dos primeiros passeios que fizemos foi até o Musa (Museu da Amazônia).

Ele fica na Cidade de Deus, um bairro bem mais afastado. Funciona dentro da Reserva Florestal Adolpho Ducke e é possível fazer duas visitas: uma para ver a parte dos bichos e plantas e outra que é a visita à torre de observação.

A torre tem 42 metros de altura e lá de cima a vista é bem interessante. Apesar desse tamanho todo ela é separada em 4 níveis, então dá pra subir devagar e ir parando.

Musa - Museu da Amazônia
Vista do topo da torre de observação.

Não espere ver muitos bichos à solta, pois como os horário de visita são durante o dia não é o momento que eles estarão mais ativos. Porém, é possível agendar uma visita para ver o nascer e o pôr do sol da torre e observar os pássaros. Isso é bem interessante! =)

Curtimos o dia por lá e na saída estávamos do lado de fora decidindo como voltar pra casa quando passam dois homens e um deles pergunta se já tínhamos almoçado e se não queríamos ir almoçar no melhor lugar do bairro. Topamos, claro! No fim esse cara era o diretor do Musa e o amigo dele é um professor e pesquisador do Espírito Santo (Oi, Laércio!). Os dois são gente finíssima!

O almoço rolou no Ceará, um lugar pequeno, mas com comida caseira da melhor qualidade e bem do lado do museu. Foi um ótimo dia e valeu bastante o passeio.

Aqui alguns registros que fiz por lá:

[slider ids=”1584,1585,1586,1587,1588,1589,1590,1591,1592″ fullwidth=”no” captions=”yes” ]

Como o museu é um pouco longe e parece que ir de ônibus não é uma das melhores opções, o lance mesmo é ir de táxi. Ah, por sinal…taxista em Manaus é um caso à parte, viu? Meio complicado, nenhum sabe pra onde vai, onde é tal endereço, são meio enrolados…enfim. Na volta do Musa pegamos um táxi com um motrista muito bacana e que manjava dos paranauê da cidade, então se você estiver ou for pra Manaus, fica a dica: Júnior (da Golfinho) 9124-3586.

Em outro dia resolvemos fazer um passeio pelo Centro. Então, pegamos um busão e fomos lá explorar essa parte da cidade. Nesse dia conhecemos alguns lugares bacanas, como a Galeria do Largo. Ela é bem em frente Teatro Amazonas e lá tinha uma exposição chamada “Cidade de Santa Anita”.

Era apenas uma sala com uma enorme maquete de uma cidade. Até aí parece tudo “banal”, né? Mas a história da Cidade de Santa Anita é sensacional.

O escritor, advogado e professor Mario Ypiranga Monteiro começou a fazer a cidade (a maquete) em homenagem a sua esposa: Ana dos Anjos Monteiro (a Anita). São 14 módulos e 3 mil mini-hectares com direito a igreja, bombeiros, circo, trem e tudo mais. Foram 50 anos montando, desmontando e recriando a cidade conforme a criatividade mandava.

A história do casal é bem inusitada, por assim dizer: Mario se apaixonou por Ana, mas a família dela era contra porque ele não era rico e não tinha perspectiva de futuro. Mario não aguentava mais ficar sem Ana (e vice-versa) e por isso armou um plano que parece até história de novela de época: em determinado dia às 19h Mario combinou com um amigo que trabalhava na companhia de eletricidade para apagar as luzes da cidade pare que Anitta conseguisse fugir de casa. E deu certo! Três dias depois eles casaram e assim a história de amor seguiu por 66 anos até a morte de Mario em 2004.

O Governo do Estado de Manaus comprou a obra em 2006 (Mario teve grande importância nos estudos sobre a Amazônia) e hoje a cidade faz parte da exposição permanente da Galeria do Largo. Vale muito a pena visitar!

A cidade de Santa Anita
A Cidade de Santa Anita

Nesse dia também passamos pelo Museu Casa Eduardo Ribeiro. Eduardo foi governador de Manaus e um dos principais responsáveis pelo surgimento do Teatro Amazonas. E parece que muitas outras obras foram feitas durante a gestão dele (Palácio da Justiça por exemplo).

Ele foi responsável pela desapropriação de vários imóveis naquela parte do Centro para revitalizar a área, então é uma figura muito importante para a cidade. O museu era a casa do ex-governador e do quarto dele é possível ver o Teatro. Mas nada lá é original, a maioria (diria que uns 98%) das peças são réplicas.

Apesar de ter idealizado o Teatro ele morreu pouco antes da sua conclusão e parece que a morte dele é um tanto misteriosa. Ele era epiléptico e por vezes os empregados o amarravam com camisa de força para que ele não se machucasse. Um belo dia ele é encontrado morto na sua casa de repouso (que hoje funciona como um hospital pelo que o guia disse). Ele estava sentado em uma cadeira (essa está lá no museu) enforcado por um daqueles panos que serviam de mosquiteiro, sabe? Alguns defendem que foi suicídio, outros dizem que foi assassinato.

É um lugar interessante para entender um pouco da história de Manaus, mas como museu propriamente dito não é imperdível. De lá seguimos pro Teatro e compramos ingressos para dois dias do Festival de Ópera. E o Teatro é muito bonito mesmo.

Acabamos só indo em um dos dias que compramos e nesse dia foi a apresentação da Osquestra Barroca do Amazonas, especializada no repertório luso-brasileiro do período colonial e que toca só com instrumentos na época (cravo etc). Foi bem bonito. O Teatro é realmente um grande marco em Manaus e fiquei muito feliz de vê-lo “em ação”, foi emocionante.

Saindo da ópera, comemos um tacacá e tomamos uma cerveja no Largo. =)


A casa em que estávamos era do lado da Praça do Caranguejo, uma espécie de largo onde tem vários bares e restaurantes mais roots. Cada um com um telão passando uma coisa diferente….hahaha Mas a cerveja é sempre gelada.

Além da Praça do Caranguejo, estávamos perto de um restaurante que a dona da casa onde estávamos indicou como um dos melhores em Manaus para comer peixe: o Amazônico Peixaria Regional. E realmente….maaaaaaano do céu, o peixe deles era sensacional, muito bem feito. Tanto que não conseguimos ir uma vez só…rs

E essa foi a parte I de Manaus….
…que continua nesse exato minuto! rs

Estávamos lá entregando os trabalhos que tinham rolado e aí pintou uma proposta pro Edu que avaliamos, ponderamos e vimos que poderia valer a pena pegar. Mas para isso ele teria que estar no Brasil. Manaus já era a reata final e de lá a gente já ia começar a sair do país, então optamos por ficar mais um mês e ver qual era a do trabalho. Para ficar um mês na cidade eu procurei outro Airbnb.

A casa que ficamos no Parque 10 era bem bacana, mas para 1 mês acho que não seria o ideal. Então olhei aqui, ali…daí achamos um flat que ficava no mesmo terreno no Tropical Manaus, um “resort” que era da Varig e que parecia bem bacana.

Daí foram idas e vindas de negociação com a dona e conseguimos fechar um preço justo. Por lá ficamos os últimos 30 dias de Manaus. E valeu a pena. O flat chama Wyndham Garden e fica no mesmo terreno do Tropical Manaus, mas é de outro grupo. Mesmo assim, conseguimos desfrutar das mordomias do Tropical (menos a piscina).

Uma coisa que descobrimos é que os táxis cobram uma taxa fixa para lá (como o flat é no mesmo terreno do resort, eles consideram que é a mesma coisa). De qualquer lugar da cidade para lá você pagará R$65. Isso porque quando o Tropical ainda era da Varig eles criaram um serviço de transporte exclusivo do resort que anos depois a prefeitura regularizou e aí inventaram essa tarifa fixa pros demais táxis da cidade. Isso foi o que me explicaram, mas não achei muito sentido nisso.

Em contrapartida, achei taxistas que rodavam no taxímetro pra lá e também me virei muito bem de ônibus quando saí pra comprar a passagem pra Tabatinga no terminal a jato, quando fui na lavanderia, no mercado etc. Nessa segunda etapa de Manaus não fizemos muito passeio já que a ideia era ficar e fazer o trabalho que pintou. Então o que aproveitei mais foram as proximidades do flat.

Esse flat fica na Ponta Negra, a parte da orla, por assim dizer. É uma parte bem bonita e o inusitado é que a orla tem dois andares…rs Isso é bem louco! Chegamos a ir numa festa junina que tava rolando na praia, mas não tinha salsichão! Diz Edu que isso aí de salsichão em festa junina é coisa do Rio…será? Sei que fiquei passando vontade. rs

Também usei bastante a área de “academia” ao ar livre que tinha no Tropical (eram aqueles aparelhos de concreto e barras de ferro, mas tava super valendo). Fiz um plano de exercícios, me joguei eeeee…..conseguiu voltar aos 69Kg. \o/

Não tenho nóia de ficar magra, gosto das curvas que tenho hoje e não tinha aos vinte anos…mas há um ano atrás (e naquela vida desregulada que eu tinha em São Paulo) eu estava com quase 79Kg. Então desde Setembro do ano passado estava me preparando pra a viagem e fazendo exercícios (além de ter parado com o anticoncepcional).

Durante a viagem estou tentando manter um ritmo saudável de exercícios (correndo na rua, fazendo exercícios em casa mesmo) e fiz uma reeducação alimentar (não sou de fazer dieta não, gosto mesmo de comer…rs). E por enquanto essa estratégia aí tá dando certo. =)

Pronto, acabou o momento #FocoForçaEFé…hahaha

Manaus foi uma cidade interessante. Boa comida, lugares bacanas para conhecer e clima agradável. Queria ter voltado ao Musa para ver o pôr do sol, mas não rolou. Fica pra próxima.

Outra coisa que aconteceu e foi inesperado: no Dia dos Namorados teve show do Nando Reis na piscina do Tropical…e dava pra ver lá da varanda….hahaha Na época que trabalhei numa agência em São Paulo, cuidávamos das redes dele e bateu uma saudadinha da ˆENR (Equipe Nando Reis).

Ah, teve um dia que tentamos achar um japa, daí vimos um que indicavam como o melhor de Manaus. Chegando lá vimos quem um “combinado” de 52 peças saía pela “bagatela” de R$394!!! C-H-O-Q-U-E-I.

No mais é isso. Sentirei saudade do pôr do sol sobre o rio e dos peixes assados acompanhados com farofa de uarini.<3

Próxima parada: Tabatinga.

[slider ids=”1544,1545,1546,1547,1548,1549,1550,1551,1552,1553,1554,1555,1556″ fullwidth=”yes” captions=”yes” ]

 

Classificação

0 média baseada em 0 ratings

  • Excelente
    0
  • Muito Bom
    0
  • Médio
    0
  • Fraco
    0
  • Péssimo
    0

Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

LEAVE A COMMENT

Diva De Mochila

No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

No instagram

%d blogueiros gostam disto: