Zócalo: onde o moderno e o pré-hispânico se encontram
México

Zócalo: onde o moderno e o pré-hispânico se encontram

O Zócalo e Templo Mayor, atrativos imperdíveis no centro da Cidade do México

Bem no coração da agitada capital mexicana, existe uma praça que é a maior das Américas, o Zócalo.

Construído por cima das ruínas de uma antiga cidade asteca, já foi o epicentro de Tenochtitlan (capital da civilização asteca) e hoje em dia é cercada por inacreditáveis prédios coloniais, como a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional.

Poucos passos ao lado da Catedral encontra-se o Templo Mayor. Como a praça suplantou as antigas construções astecas, tentando encobrir a história desse povo, por baixo de todo o Zócalo existem ruínas pré-colombianas.

Uma das ruínas que foi desencavada é o Templo Mayor.

O nome oficial desse local tão imponente se chama “Praça da Constituição” (Plaza de la Constitución), mas como turista, seria totalmente inútil perguntar por ela, todos a conhecem e se referem a ela como “Zócalo”.

A praça, uma das maiores do mundo, foi palco de importantes eventos políticos, cívicos e culturais do país no últimos 700 anos. Debaixo da praça, na estação do metrô, é possível ver maquetes e fotografias da região através dos séculos.

O Palácio Nacional é outro dos lugares que você não pode deixar de visitar. O edifício atual ocupa o espaço que pertenceu aos aposentos de Moctezuma, Tlatoani ou imperador asteca.

Hoje em dia, está aberta para visitações, para que os turistas e locais possam admirar a série de famosos murais de Diego Rivera entitulada “México, através dos séculos”, pintada entre 1929 e 1951, e nos quais plasmou a história nacional, desde a chegada dos espanhóis até o pensamento revolucionário do Século XX.

Em outras áreas do próprio Palácio Nacional, encontram-se os salões das gestões e aposentos presidenciais, que atualmente são tesouros históricos.

A Catedral Metropolitana, cuja construção demorou 200 anos, permite ver o ecletismo dos seus arquitetos. Para ter uma experiência única, quem tiver vontade e oportunidade existe um passeio pelos campanários desta monumental igreja e a um preço muito acessível.

Claro que acabei visitando tudo quando foi possível. Então, vamos a um pouco de cada prédio que cerca o Zócalo.

Catedral Metropolitana da Cidade do México

A Catedral é um dos prédio de destaque na praça. Ela fica bem ao lado do Palácio Nacional. A frequência é constante. Sempre há muitas pessoas chegando e saindo.

A Nossa Senhora de Guadalupe é uma santa de grande devoção dos mexicanos, e muitos vão até a Catedral pagar por promessas feitas e graças alcançadas. Pelo custo de 10 pesos, eu saí de lá com uma medalhinha da santa, que dei de presente para a minha vó.

Se você tiver interesse de levar essa pequena lembrança com você, existe essa máquina que faz as medalhas a partir de moedas de 2 centavo de dólar. Basta colocar o valor correspondente, escolher o desenho, são 4 opções, girar a manivela e então, pegar a medalha.

A Catedral é realmente suntuosa, são mais de uma entrada. E não paro o mesmo espaço. Além da nave central, existem outros lugares da catedral que não se conectam entre si. São diversas salas de oração e prece.

Ela é uma das mais antigas igrejas das Américas e foi construída sob ordem do conquistador espanhol Hernán de Cortés.

A construção original foi substituída por outra de inspiração barroca, concluída em 1813.

Já as torres barrocas que dominam a fachada que dá para a Zócalo são do século XVIII. Existem cinco altares principais e 14 capelas laterais, boa parte delas ricamente decoradas com painéis de madeira e esculturas.

O belo Altar de los Reyes, em estilo churrigueresca, levou mais de vinte anos para ser concluído.

A entrada para a Catedral é gratuita. Ela funciona diariamente de 7h às 19h, mas pode ser que alguns dos espaços estejam fechados quando acontece culto.

O Templo Mayor dos astecas

Debaixo da impressionante Praça da Constituição adormece a cidade antiga de Tenochtitlan, capital do Império Asteca. Como os espanhóis queriam mostrar o poder que tinham e a conquista do território, cometeram a barbárie de encobrir a cidade.

Construída a partir de um ilhéu no centro de um lago, a cidade do México cresceu com uma rede de canais e ilhas artificiais chamados chinampas.

Ah quem diga que todos que visitam o México pela primeira vez sofrem a Maldição de Moctezuma…e passam o primeiro dia inteiro no trono – se é que você me entende. Isso se dá por conta da cidade estar construída em cima do lago e a água fazer muito mal.

Felizmente, não sofri a maldição. Mas acho que isso é porque meu estômago ficou amortecido depois da América Central.

Voltando ao Templo. Hoje em dia, você pode visitar uma grande seção desenterrada e com um bom estado de conservação.

Nesse mesmo espaço, é possível admirar seções de templos dedicados a Huitzilopochtli, senhor da guerra, e Tláloc, senhor da chuva.

E mais adiante, pelos muros de várias seções do templo, existem altares, serpentes talhadas em pedra e um imponente Tzompantli, que é uma parede coberta com representações de crânios, isto se dá porque os astecas rendiam culto aos mortos, tradição que os mexicanos conservam.

A relação do México com a morte é muito interessante. Quero voltar um dia ao país em Novembro para ver o Dia de Los Muertos.

A entrada custa 60 pesos mexicanos e dá direito a passear pela ruínas e visitar o museu, que possui uma enorme estela, de mais de 12 toneladas, que foi descoberta em 2006.

O Palácio Nacional do Zócalo

Logo ao chegar na praça, principalmente de quem vem da Av. Juaréz, o Palácio Nacional se descortina bem diante de nós. E é uma visão impressionante.

O seu tamanho é tão colossal que imagino que deve demorar mais de meia hora para andar por ele de ponta a ponta, seguindo em linha reta, sem parar. rs

O prédio é a sede do poder executivo do país e o grande marco da CDMX. A construção do edifício teve início no século XVI e foi palco de grandes momentos históricos.

Um dos locais mais importantes do país, o prédio é repleto de arte, com as paredes cobertas por murais do Diego Rivera, como comentei mais acima.

A visita é gratuita e o acesso é pela lateral esquerda do prédio, na Calle Modena. Você vai precisar apresentar seu passaporte para ter acesso ao local. Fotos são permitidas e quem quiser esperar, algumas visitas guiadas são oferecidas ao longo do dia.

Outro ponto de destaque é o pequeno museu construído em homenagem a Benito Juárez – que por três anos (1864-1867) lutou contra a ocupação estrangeira do imperador Maximiliano e que buscou reformas constitucionais para criar uma república federal democrática no país- , onde mobiliários de época, objetos e documentos históricos contam um pouco sobre a história do estadista mexicano.

Foi uma visita muito interessante e o mural que se encontra bem na escada de acesso ao segundo piso é simplesmente de cair o queixo. Vale separar um dia para ir lá. Se ainda tem dúvida, dá uma olhada nas fotos aqui embaixo:

E assim, a Cidade do México está quase ficando para trás na nossa viagem. Próxima parada: Teotihuacan, a Cidade dos Deuses e das pirâmides colossais.

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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