México

Teotihuacan, a cidade sagrada dos astecas

Teotihuacan, a zona arqueológica com as maiores pirâmides do México

Foi chegado o momento de deixar a Cidade do México para trás, mas antes disso nossa última parada foi Teotihuacan, também conhecida como “Cidade dos Deuses” que abriga inacreditáveis pirâmides. E, bem, eu sou dessas pessoas que é fascinada por pirâmides. Mesmo que não é, em Teotihuacan é possível passar incólume por elas.

O local guarda algumas das ruínas mais impressionantes de uma das maiores civilizações da Mesoamérica. É possível chegar até Teotihuacan por dois extremos diferentes. Não importa por onde você decidir começar o passeio, vai ficar abismado com as belas construções e pelo mistério que guardam os muros da Pirâmide do Sol, o Palácio de Quetzalpápalotl, a Calzada de los Muertos (Calçada dos Mortos) e as diversas edificações que os rodeiam.

Como chegar até Teotihuacan

Panorama de Teotihuacan
Panorama de Teotihuacan

Nós seguimos para lá por conta própria. Existem diversos passeios oferecidos por agências de viagem. É fácil de achar. Se você estiver no Zócalo, bem ao lado da Catedral, no lado oposto ao Templo Mayor, existem diversos ônibus de turismo, que pelo que entendi são do governo mesmo, que saem diariamente para lá. Alguns param em locais no meio do caminho e todos duram o dia inteiro.

Mas, são caros. Ou eu que sou muito sovina mesmo…rs Daí descobrimos que poderíamos pegar um ônibus que sai do Terminal Norte (Terminal de Autobuses del Norte) e leva cerca de 1h30 até lá, no máximo. E foi o que fizemos. Ao chegar lá não tem muito mistério. Procuramos o guichê que dizia Teotihuacan e compramos a passagem, ida e volta.

Saiu 50 pesos cada “perna”, ou seja, 100 pesos por pessoa. No tal foram 200 pesos pros dois, bem menos que um tour que custaria 350 pesos por bunda! o.O Quando for comprar e subir no ônibus, avise que vai para a Zona Arqueológica. Descemos na primeira parada da Zona Arqueológica, no portão 1. Essa entrada é a que começa pela Ciudadela.

A zona arqueológica de Teotihuacan

São 5 portões diferentes, o 1 é o que entra de frente pra Ciudadela, o 2 é o que dá de cara para a Templo do Sol, ou Pirâmide do Sol, e o 3 é o que está em frente ao Templo da Lua. O 4 e 5 são portões na parte de trás do Templo do Sol. Teotihuacan é enorme. O complexo de edifícios que compõem a cidade está unido pela Calzada de los Muertos (Calçada dos Mortos).

Poderíamos dizer que esta avenida é a espinha dorsal que conecta a Pirâmide da Lua, a Pirâmide do Sol e diversos edifícios. Seus quase quatro quilômetros de comprimento são o principal acesso a todos os templos da zona arqueológica.

Mapa da zona arqueológica de Teotihuacan

O dia estava quente e o parque estava lotado. Mas todo o esforço valeu a pena. A Pirâmide do Sol é gigantesca e você vai precisar vencer 5 lances de altíssimas escadas para chegar até o topo. E é lá de cima que é impossível não se surpreender com o tamanho de Teotihuacan e em como os astecas eram um povo instigante.

Templo da Lua
Templo da Lua em Teotihuacan

Existem diversos pequenos edifícios pela caminho, mas os que chama atenção de fato são os já citados. Assim como no Templo do Sol, também é possível subir no Templo da Lua e a visão de lá de cima não decepciona. Ao lado do Templo da Lua há uma ruína que foi aberta ao público não faz muito tempo, é o Conjunto de Quetzalpapálotl.

Esse conjunto era residência da elite da cidade e é formado por três principais estruturas: o Palácio de Quetzalpapálotl, com o Pátio dos Pilares, o Pátio dos Jaguares e a Subestrutura dos Caracóis Emplumados.

 

Quetzalpapálotl, do náhuatl quetzalli-papálotl: “Mariposa-quetzal, mariposa de plumas, mariposa preciosa”, provém do motivo principal que decora as colunas do Pátio dos Pilares: um pássaro mitológico com corpo de mariposa. No nível inferior, mas de construção contemporânea ao Palácio de Quetzalpapálotl, está o Pátio dos Jaguares.

Está fechado ao norte por pórticos onde é possível ver pintados vários jaguares soprando em conchas, um ritual musical ligado à fertilidade. Saindo do Pátio dos Jaguares e pegando um corredor chega-se a Subestrutura dos Caracóis Emplumados.

É um antigo edifício que foi enterrado pela terra e pedras, no qual o Palácio de Quetzalpapálotl foi construído. É constituído por um templo adornado com ornamentos de flores e trombetas de caracóis, com uma plataforma com pinturas de pássaros verdes que jogam córregos e gotas de água pelo bico.

As cores ainda estão bem preservadas em diversas partes das paredes, é bem bacana de se ver.

Depois de termos visitado tudo, saímos pelo portão 3, atravessamos a rua e esperamos, menos de 10 minutos, pelo ônibus que voltava para a Cidade do México. Não acho que vale muito a pena fazer o passeio com guia, isso acaba limitando muito o tempo e é muito caro. Como você pôde ver, ir por conta própria é muito fácil.

O metrô deixa no Terminal Norte. Tudo muito prático. A entrada para visitar a Zona Arqueológica custou 45 pesos para cada um. Ou seja, no final das contas ir sozinhos saiu por 290 pesos, menos do que o custo de uma passagem de pacote turístico dos ônibus que saem do Zócalo.

Pra mim foi a melhor maneira de me despedir da Cidade do México e encerrar essa primeira visita, porque com certeza quero voltar mais vezes à cidade. 😉

Próxima parada: Guadalajara. SalvarSalvar SalvarSalvar

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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