Cidade do México: uma das minhas cidades favoritas no mundo
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Cidade do México: uma das minhas cidades favoritas no mundo

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Cidade do México: por que você deveria conhecer?

É comum ouvir alguém falar: “Tal cidade é a minha cidade no mundo.” Geralmente é Nova York ou algum lugar na Europa…rs

Não que NY e Europa não têm grandes chances de me encantar, mas a primeira cidade que posso dizer: Essa é minha cidade favorita no mundo, é a Cidade do México, ou CDMX para os íntimos. E eu já me sinto íntima.

Eu me apaixono um pouco por todas as cidades que a gente vai passando, mesmo as mais “tretadas”, sempre tem algo que me marca. Mas paixão é passageira, né? E minha relação com a Cidade do México foi de amor …e à primeira vista.

E amor é pra vida inteira. (rs) Quer descobrir por que eu estou tão in love com a capital do México e por que você deveria conhecê-la? Continue lendo o post.

É prático se locomover e o clima cosmopolita é encantador

Chegamos de ônibus desde Puebla. A viagem foi rápida, 1h30. Existem diversas rodoviárias na cidade e é bom ficar atento para ver qual a melhor para chegar. No nosso caso, chegamos na do Norte.

Dentro da rodoviária já tinha uma estação de metrô. Antes de sair de Puebla, vimos mais ou menos onde era o Airbnb que fechamos e a estação de metrô mais próxima.

E foi assim que seguimos pra lá. Foi logo aí que CDMX me ganhou..rs O metrô não é bonito. Os vagões são estreitos e as estações não são muito modernas, mas funciona! E funciona muito bem.

Eles têm um sistema que funciona por ícones e fica muito fácil achar pra onde tem que ir. Olha só que bacana:

Ícones do Metrô da Cidade do México
Não é a coisa mais fofa?!

Além disso, parece até ícones de jogos de tabuleiro. Achei muito divertido, além de ser muito fácil de entender. E como o metrô lá tem uma malha gigantesca, isso ajuda muito. Mesmo!

CDMX é uma cidade agitada, com movimento de segunda a segunda e muito, muito a oferecer.

E eu confesso que estava sentindo falta desse agito. Eu saí do Rio de Janeiro e me mudei pra São Paulo. Então, percebe-se que sou uma pessoa mais cosmopolita, né? E a cidade não decepciona nesse sentido.

Então, prepare-se que esse post vai ficar longo, mas com certeza ainda será pouco pra falar de tudo que a cidade tem. <3

É muito fácil se hospedar bem na Cidade do México

Ficamos em três lugares diferentes, 1 era hotel e 2 eram Airbnbs. Todos os três tinham ótimas localizações.

Quando chegamos ficamos um um Airbnb localizado na zona Roma, uma parte bacana da cidade bem próxima de uma avenida com muitos restaurantes e bares. Chegamos de metrô e foi muito tranquilo de encontrar o local.

Um apartamento pequeno, mas bem funcional. O mercado mais próximo não era tão perto, mas nada que não desse pra ir a pé e caminhando por ruas agradáveis e praças bonitas.

Nesse Airbnb nós ficamos 7 dias. Resolvemos ficar mais tempo e partimos para ouro Airbnb, que também ficava na Colônia Roma, só que em outra parte.

Também era bem localizado. Conseguimos fazer tudo que precisávamos a pé ou de metrô. Nesse ficamos 6 dias. Só que o chuveiro não era muito bom e não tinha cortina no quarto nem na sala.

Ou seja, pouca privacidade e sol logo cedo batendo na cama. A vantagem é ser mais barato, pra quem vai usar só pra dormir e tomar café da manhã, funciona bem.

Depois disso tudo precisamos ficar mais um tempo e resolvemos estender mais dois dias na cidade e fomos para um Hotel ao Lado da Plaza Revolución. Ótimo hotel, ótima localização.

Quem quer ter menos trabalho e vai de férias, o hotel é bem mais prático de localização e tem café da manhã incluído. Está bem próximo a pontos turísticos famosos.

Se você for no pique de viver como um local, o primeiro Airbnb é muito bacana e por um valor muito interessante para duas pessoas. Caso a grana esteja apertada o segundo Airbnb ainda é uma boa opção.

Tudo vai depender do que você pretende fazer na cidade, mas em termos de localização, o três são boas opções. 😉

Tem muita coisa para fazer, para ver e para comer

Bem, agora a coisa fica mesmo séria. Tem muito o que fazer na cidade e isso porque saí de lá com a sensação de que tinha muito mais para ser visto além do que eu vi.

A vida cultural é muito bacana, então existem muitos museus. Além disso há um parque incrível que fica ao lado de uma das avenidas mais incríveis de todos os países da América: a Paseo de La Reforma.

Tem o famoso Museu Frida Khalo, o bairro Condessa com seu cafés e bares, tem Teotihuacan – as ruínas da cidade asteca -, o Museu Anahuacali, que poucos conhecem e isso deveria mudar, o Palácio Belas Artes, etc. Nossa, tem muita coisa.

Além disso tudo ainda tem o Zócalo, uma das maiores praças das Américas que é cercada por prédios inacreditáveis!

Se eu escrever tudo num post só, ele ficará gigantes, sendo assim, vou fazer posts separados sobre todos esses pontos bacanas que você deveria conhecer. =)

Além disso, come-se muito bem por lá. Assim como em todo o país, mas algumas coisas eu só fui experimentar mesmo na CDMX. Só a parte gastronômica renda outro post.

Fique de olho aqui no blog que sairá tudo isso essa semana. Mas, pra você já ir tendo um gostinho, olha só:

O defeño é sensacional

Antes a cidade era Distrito Federal (DF) e quem nascia lá era chamado de defeño. Porém, há algum tempo a Cidade do México deixou de ser DF e passou a ser uma cidade independente.

Pois bem. Edu trabalhou numa consultoria de RH e viajou bastante para lá anos atrás. Daí que ele tem um amigo que mora na Cidade do México e encontramos duas vezes. Esse é o segundo mexicano mais gente boa que conheci na viagem.

Ele levou a gente para conhecer um bairro pouco frequentado pelos turistas que não são do país e em outra ocasião almoçamos num lugar descolado bem legal. Contou altas histórias e demos muitas risadas.

E eis que então, numa noite em que voltávamos de um passeio, Edu parou pra fumar na calçada da Avenida Juárez e um cara estava passeando com o cachorro dele. Era um Jack Russel, o cachorro do Máscara, sabe?

Puxamos assunto por causa do cachorro, que chama Jagger, e quando percebemos, já estávamos há mais de 1h batendo papo em pé na rua com ele. (Hola, Carlos). Ele é jornalista e trabalha há anos com música, então o papo rendeu, obviamente.

No fim das contas o Edu ainda ganhou uma chamarra do Carlos, esse é o terceiro mexicano mais gente boa da viagem.

Lembrando que a classificação é só pela ordem em que conheci as pessoas. Se fosse pra classificar por camaradagem, todos estão no mesmo nível! =)

Pois bem, o Carlos estava com uma casaco (chamarra) com o escudo da seleção de futebol do México e o Edu elogiou. No fim das contas ele tirou o casaco e deu de presente pro Edu.

Como não se apaixonar por esse povo que é tão receptivo e gente boa?!?

Os contrastes

A CIdade do México é moderna e agitada, ao mesmo tempo em que tem um lado “rústico”.

O Edu tem um livro que curte do Jack Kerouac, o autor que ficou mais conhecido pelo “On The Road”. Pois bem, ele escreveu um livro chamado “Tristesa” que conta a história de quando ele morou por lá e se apaixonou por uma garota de programa.

Em determinado momento do livro ele vai com ela buscar drogas em uma parte mais “barra pesada” da cidade e volta de lá a pé até outro ponto onde ficava hospedado.

Então, a ideia do Edu era refazer os passos de Kerouac nesse dia, saindo desde de Tepito e indo até Condesa.

Aí que está a questão, Tepito é a maior feira de rua da América, são quadras e quadras e barracas que vendem desde roupas e maquiagens, até comida e remédios. E então, com umas 2h de caminhada, chegasse a um dos bairros nobres da cidade.

A feira vem de muitos anos atrás e funcionava como um centro de trocas entre as antigas civilizações do país.

Sei que por ser do Rio deveria estar acostumada ao contraste, mas lá é algo diferente. E isso é hipnotizante.

Acabamos fazendo o nosso mini-documentário e ficou bem bacana, se quiser ver, só dar o play aqui embaixo.

Tentei ser o mais sucinta possível nesse post, porque se deixar vou escrevendo até o ano que vem sobre a Cidade do México. (rs)

Vou soltar outros posts mais específicos sobre os museus e com informações práticas, então fique de olho por aqui nos próximos dias.

E se pintou alguma dúvida, só deixar um comentário aqui embaixo que responderei com o maior prazer. =)

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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