City of Star are you shining just for me? Los Angeles e seus encantos
Estados Unidos

City of Star are you shining just for me? Los Angeles e seus encantos

Los Angeles, a cidade das estrelas e o dia em que fiquei no hotel do meu videogame favorito

Los Angeles inspirou muitos filmes, séries e até jogos. Não é pra menos, Hollywood tá bem ali. Então, depois de passar por El Paso e Phoenix, era hora de conhecer L.A.

E lá fomos nós, em mais um busão da Greyhound pelas estradas dos E.U.A. Essa viagem custou 39 dólares e demorou umas 7h. Essa foi com bem menos emoção que a anterior onde prenderam um cara que estava viajando.

Dessa vez o motorista só expulsou um passageiro porque ele estava bebendo. Daí descobri que é proibido consumir bebidas alcóolicas no ônibus. Mais uma vez viajamos separados e no corredor…rs

Mas tudo bem, chegamos sãos e salvos e viajando de Greyhound isso é uma coisa boa.

Antes de começar efetivamente o post sobre Los Angeles tenho que dar um breve histórico. Gosto de videogames. Não diria que sou uma viciada, ou uma gamer de mão cheia. Gosto de jogar pra me divertir.

Tinha um PS2 e PS3 em São Paulo e tinha meus jogos favoritos. Um deles é o L.A. Noir.

Esse jogo é open world, é um tipo de jogo onde há um mundo aberto que você pode percorrer, no caso desse jogo é a cidade de Los Angeles.

Só que além de ser um jogo com a cidade inteira, é L.A. na década de 40, ou seja…clima noir. Na história do jogo você é um policial que começa a resolver crimes pela cidade e vai subindo de posto até virar detetive e tudo mais.

Pra isso você percorre pelas ruas, dirige vários carros de época, passa por várias landmarks (marcos) da cidade, entrevista suspeitos – que são feitos por atores de verdade – enfim, faz uma imersão em L.A.

Esse jogo é sensacional. Ganhou prêmio e tudo mais. E eu adoro, acho que nunca cheguei no final porque é muita coisa pra fazer.

Bem, você imagina então como eu estava animada pra conhecer a cidade, né? E foi nesse espírito de animação que segui pra L.A.



A chegada em Los Angeles

Chegamos de ônibus, o que quer dizer que chegamos pela Los Angeles “de raiz”. O legal de viajar de ônibus – por mais que eu tenha detestado a Greyhound, eu adoro viajar de busão – é que você geralmente vai chegar nas cidades pelo centro.

Lá não foi diferente. Pois bem, logo de cara L.A. jogou na minha cara que ela era uma cidade que não escondia seus problemas. Bem ao redor da rodoviária está a Skid Row, esse é o termo que se dá para a área onde as pessoas viciadas em drogas ficam.

É diferente da Cracolândia de São Paulo, o que não significa ser menos perigosa e degradante. Na Skid Row as pessoas têm suas barracas de camping e fazem filas organizadas pelas calçadas.

Quando desembarcamos chamei um Lyft e seguimos para o Airbnb que eu tinha fechado. Enquanto o táxi ia saindo da rodoviária foi possível ver a Skid Row seguindo por muitos e muitos quarteirões. Não vi uma pessoa branca vivendo por lá.

Não estou aqui para falar de política ou economia, mas…bem, é o tipo de coisa que eu reparo. Fica aí pra você essa informação.

E passada a Skid Row, logo ao lado começava a parte mais chiquetosa do centro e nós seguíamos caminho para casa.

Onde não ficar em Los Angeles

É a primeira vez que fecho um quarto inteiro em Airbnb, geralmente fecho apartamento todo. Mas em L.A. não rola isso. Quer dizer, rola. Não rola pra mim que sou pobre…hahaha

Assim sendo, o quarto nessa casa era num lugar que quando olhei o mapa, não parecia ser tão distante. Menina….o lugar era longe, mas longe mesmo. O subúrbio por lá é todo constituídos por casas, assim como em El Paso e Phoenix. Você não verá prédios. No máximo um conjunto de apartamentos de dois andares.

Bem, o táxi foi pegando as freeways e depois de sair do centro era um engarrafamento do cacete. Passamos por uma que dava pra ver o letreiro de Hollywood no fundo…fiquei tentando identificar pra ver se era a da cena inicial de LA LA Land….rs

E nada de chegar o lugar. Era na parte mais periférica da cidade, achamos até que era outra cidade já de tão longe, mas que nada. Era só o subúrbio mesmo.

A casa era bem bacana e o quarto era super confortável, mas já tinham me falado que transporte público em L.A. é complicado…e senti isso na pele.

Se você assistia Two And a Half Men, vai sacar a próxima referência. Nós estávamos num bairro bem perto de Pacoima, em San Fernando Valley, o bairro que Berta, a empregada, morava. Ela dizia brincando em alguma cena que tinha que pegar 3 ônibus e o metrô pra chegar em Malibu.

Maaaano, a Berta se ferrava muito pra ir trabalhar. Senti na pele! Por sinal, sabe quem mora em Pacoima também? O Danny Trejo – gosto desse ator e tenho uma amigo que é mó fã também (Oi, Ramez!). Tem até um mural lá dedicado a ele.

Mural dedicado a Danny Trejo

Bem, voltando ao assunto principal…se você não tiver carro em L.A., prepare-se pra ter uma vida sofrida. Havia um ônibus que ia direto pro metrô num corredor de ônibus. Mas para chegar até o ponto mais próximo dele tínhamos que andar quase 1Km.

As estações de ônibus por lá não têm catraca. Você paga pelo bilhete numa máquina automática, passa por um sensor em outra e quando o ônibus chega, é só subir. Ninguém vigia ou cobra a sua passagem.

Imagino que devem ter pessoas que acabam viajando sem pagar. Enquanto estivemos por lá, e de todos os transportes que pegamos, não vi ninguém fazendo isso.

Na estação, além de alguns bancos, há um letreiro que avisa os horários de chegadas dos próximos ônibus. Durante a semana o intervalo entre um e outro é menor, fim de semana a coisa pode chegar a meia hora de espera.

Nós estávamos perto da estação Balboa – lembrei logo do Rocky, apesar da cena emblemática ser no Museu de Arte da Filadélfia. De lá, que é a linha laranja na imagem aqui embaixo, seguíamos de ônibus até a estação de metrô mais próxima, que é a última da linha vermelha, North Hollywood.

Mapa do metrô de Los Angeles
Mapa do metrô de Los Angeles

A partir daí estávamos perto de tudo. Quer dizer, do centro e de algumas atrações turísticas. E foi assim que visitamos alguns lugares famosos de Los Angeles.

A Calçada da Fama e a Sunset Boulevard

Para visitar a Calçada da Fama é só descer na estação Hollywood/Highland da linha vermelha. Pra quem quer visitar os estúdios também é nessa linha. Devo já avisar que não visitei nenhum dele. Por questões de grana.

Meu interesse não era tão grande a ponto de gastar minhas doletas por lá.

Bem, saímos da estação do metrô e fomos caminhando pela rua. Paramos para um café – num lugar super chiquetoso onde o café custou os olhos da cara – e seguimos andando.

Daí começamos a ver as estrelas pelo chão e a identificar os nomes que conhecíamos. Mas tudo em volta era loja de souvenirs e ficamos na dúvida se estávamos no lugar certo. Eu estava em busca do lugar onde tinha as mãos e assinaturas dos famosos.

Bem, acontece que de fato a calçada com as estrelas em que estávamos era a Calçada da Fama. Apinhada de turistas, mendigos e pessoas loucas que falam sozinhas ou puxam assuntos – incompreensíveis – quando estão do seu lado.

Uma coisa que é bacana é que ao longo de toda a rua existem placas explicando a parte histórica dos prédios. Claro, nem sempre dá pra ficar parado lendo porque o tráfego de pessoas não permite, mas conseguimos aproveitar bem os prédios antigos – e muitos já reformados e não originais.

Seguimos andando e desviando de tudo que se mexia. E então, vi o TCL Chinese Theatre (Teatro Chinês). Lembrei logo do L.A. Noire e era lá que estavam os pedaços de calçada com as mãos e assinaturas dos famosos.

Nem preciso dizer que a calçada estava apinhada de pessoas. O teatro, por fora, era bem mal cuidado e conservado. Com muito da estrutura meio que caindo aos pedaços. Foi bem decepcionante.

Não conseguimos ver muita coisa, porque em cada pedacinho de concreto havia alguém tirando foto ao lado, por cima, e o diabo a quatro. (rs) Só nos restava continuar a caminhada. Para ver todas as estrelas, ou o máximo que fosse possível, fomos por um lado e voltamos por outro. Andamos tudo de ponta a ponta.

E ao longo de todo o caminho, tirando um prédio ou outro de interesse, o que vimos foram lojas e mais lojas. De souvenirs, de roupas, lojas famosas e grandes como H&M, Nike, etc.

Ou seja, foi uma grande decepção. Talvez eu tenha criado muito expectativa. Mas o que ficou de impressão pra mim é que a Calçada da Fama é um grande shopping a céu aberto e uma armadilha de turista.

Mas é daquelas coisas que você “tem que fazer”. Pois bem, esse marco estava ticado da minha lista. Faltava mais um, que o Edu estava querendo fazer: Sunset Boulevard.

Não fomos no mesmo dia. Ainda bem. (rs) Depois de todo o rolê “Berta”, descemos na estação Vermont/Sunset acreditando que estaríamos próximos de lá. Ledo engano. Andamos, mas andamos muito! Até chegar a Sunset Boulevard.

Mas antes disso, em um sinal de trânsito, um Jaguar verde faz uma parada para atravessarmos e quem o dirigia?? O THOR! (rs) Quer dizer, o Chris Hemsworth. <3

Claro, não dá pra ter certeza, mas…na minha memória será sempre ele. E acho mesmo que era. Segundo eu e minha amiga investigamos (Oi, Yriz!) ele estava de cabelo curto na época e ele coleciona carros de luxo…hehehe

Bem, se não era ele, era alguém muito parecido e educado que parou o carro para atravessarmos. rs

Depois desse pequeno episódio, seguimos caminho. Andamos pra caramba e a Sunset Boulevard se estendia diante de nós. E, diferente da agitada Calçada da Fama com seus inúmeros pedestres, por lá ninguém caminha.

Também não vimos muitos carros diferentões ou luxuosos, eu achei que ia ver um monte de carro de gente rica…hahaha

O que reparei é a quantidade de outdoors anunciado atores, séries e filmes para apreciação da academia. “Considere fulano para o Oscar” ou Emmy, etc. Tinha um monte de série e filme que eu nunca ouvi falar. (rs)

Bem, não tinha muita opção de restaurante e acabamos indo onde?…isso mesmo, McDonald’s. De lá seguimos para achar a casa de shows/bar que o Edu queria ir: Whisky a Go Go.

Esse é um clube noturno que alguns dizem ser o primeiro dos Estados Unidos. Ele fica na 8901 da Sunset Boulevard, o bairro é West Hollywood, e já passaram por lá uns nomes de peso – muitos antes da fama – como Motley Crue, Alice Cooper e Guns n’Roses, e também os clássicos como Led Zeppelin e The Doors.

A ideia era tomar uma cerveja por lá, mas era fim de tarde e o lugar estava fechado. Só abriria mais tarde para um show. Só nos restou então tomar uma cerveja num pub próximo.

E eis então que tomei minha primeira Blue Moon da viagem. Os americanos tomam muito essa cerveja (e eu tomaria muitas mais ao longo do período pelos E.U.A.). Essa é uma cerveja mais encorpada, meio cítrica, que tomam geralmente com uma rodela de laranja. Mó bom!

É cerveja de trigo, estilo witbier, que existe desde 1995 e é produzida pela Miller. As witbier são bem diferentes das cervejas de trigo alemãs. Elas usam trigo não-maltado e são temperadas com semente de coentro ou casca de laranja. São muito claras, mas turvas, por não serem filtradas.

Parece que desde 2014 alguma importadora começou a levar a Blue Moon aí pro Brasil. Vale a pena experimentar, viu?

No pub estava rolando jogo de basquete, baseball e, para atender alguns clientes canadenses, hockey. Tomamos nossas cervejinhas e voltamos para casa. Dessa vez, nos arriscamos a pegar um ônibus.

Descemos no centro e de lá seguimos para nosso subúrbio afastado do mundo.

O centro de L.A.

Ficamos no Airbnb por uma semana, mas decidimos ficar mais tempo em Los Angeles, só que dessa vez, perto do agito.

Assim sendo, tirei o escorpião do bolso e ficamos em um hotel chamado The Mayfair Hotel. Ele fica na West 7th Street, bem próximo da Skid Row, por sinal.

E eis que quando chegamos lá, o prédio me parecia familiar de alguma forma, acho que o nome, ou seria a arquitetura? Vimos que a construção era original da década de 20, apesar do interior estar sendo reformado.

Como estávamos mais perto do centro e eu queria ver a Estação Central que eu achava linda no L.A. Noire, resolvi acessar a “wikipedia” do jogo e ver outros landmarks para visitar e relembrar meus casos resolvidos…rs

E então, eis que lá no mapa do jogo estava marcado: The Mayfair Hotel! \o/ Sei que é bobo, mas eu fiquei super animada. (rs)

Então, saímos pra passear pelo centro. E passamos por vários lugares bacanas, muitos eu reconheci do jogo, confesso. E achei isso super divertido.

Além da prefeitura e de prédios do governo, passamos também por uns edifícios bem diferentões de arquitetura, como o Walt Disney Concert Hall, que é um projeto assinado pelo Frank Gehry. Ele é um arquiteto canadense que ganhou o Prêmio Nobel de Arquitetura e também é responsável pelo Museu Guggenheim da Espanha.

Conforme continuamos nosso passeio assim que entramos numa rua mais “rústica” do centro me deparo com outro marco de Los Angeles, não tão famoso pelo lado positivo. Este é o Hotel Cecil. Ele fica no 640 S Main St.

Se você já viu o filme “Água Negra” com a Jennifer Connely, deve conhecer a história do hotel. Parece que diversas mortes aconteceram por lá ao longo dos anos e uma delas, mais recente, teve destaque na mídia.

É o caso da Elisa Lam. A história aconteceu em 2013. Ela era uma estudante canadense que estava visitando a cidade e simplesmente sumiu. Algumas semanas depois do seu sumiço os hóspedes do hotel começaram a reclamar sobre a pouca pressão da água e o gosto e cheiro estranho.

E então, encontraram o corpo da Elisa Lam em uma das quatro caixas d’água que ficam no topo do prédio, totalmente nua. É uma história bem sinistra.

A história é cheia de mistérios. Quem quiser saber mais, só dar um Google que a internet está cheia de materiais sobre o caso.

O hotel é tão “amaldiçoado” que também inspirou a quinta temporada de “American Horror Story”, aquela série de TV.

Uma coisa que percebi andando por Los Angeles é como tem pessoas “perturbadas” por lá. Era muito comum pessoas falando e gritando sozinhas, tentando conversar de forma completamente fora de contexto ou da realidade.

Isso é bem triste de ver. Imagino que muitos não de adaptam a vida do lugar e acabam surtando, ou fazem uma viagem de drogas sem volta.

Também conhecemos a Estação Central de trens, que é lindíssima e jantamos em Chinatown, bairro de fácil acesso pelo metrô. Apesar de todo o agito da cidade, as coisas parecem fechar cedo e, como as pessoas não andam muito a pé, assim que cai a noite tudo parece meio deserto.

Essa foi a minha impressão.

Santa Mônica, a praia de Los Angeles

Em outro dia resolvemos ir até o píer de Santa Mônica. Já estávamos no centro, então pegamos o metrô e seguimos pela linha correspondente. Essa é a linha azul clara do mapa. Depois que faz a baldeação pra essa linha, o trem vira um VLT e a viagem toda é bem agradável, já que é na superfície.

VLT de Los Angeles para Santa Mônica

Não demora muito, mas demos azar e o metrô tava com problemas na linha vermelha e esperamos quase 1h nesse dia. Enquanto isso, um cara estava ouvindo uns raps em volume alto na plataforma, alguns minutos depois uma policial chegou e prendeu o cara.

Pelo que entendi alguém ligou denunciando porque o rap tinha uma letra mais pesada! Enfim. Imagina se a moda pega no Rio com os funks? (rs)

Chegamos em Santa Mônica, junto com muitos outros turistas. O bairro é bem agradável e o píer é simplesmente lotado. A princípio, parace meio furada..(rs) Mas a praia era bacana. Demos umas voltas por lá, e voltamos pro Centro. Foi um dia divertido.

E ainda vi a primeira, de muitas, máquina Zoltar! Sim, aquela do “Quero Ser Grande”. \o/

Pensamos em ir até Malibu para ver o bairro do Charlie Harper e dos famosos, mas aí era mais um ônibus e mais tempo…desistimos. (rs)

De modo geral posso dizer que curti bastante Los Angeles, ainda mais pelas diversas referências e talvez por essa ligação que eu já tinha devido o jogo. (rs)

E como você pode perceber pelo post, é uma cidade com muitas facetas diferentes. Mas, não é uma cidade barata não. Na verdade o país inteiro é caro e essas cidades mais importantes, por assim dizer, são ainda mais caras.

Foram dias interessantes por lá. Agora era hora de seguir em frente, que no caso era seguir para o meio do país…

Próxima parada: Las Vegas!

SalvarSalvarSalvarSalvar

SalvarSalvar

SalvarSalvar

SalvarSalvar

SalvarSalvar

SalvarSalvar

SalvarSalvarSalvarSalvar

Classificação

5 média baseada em 1 ratings

  • Excelente
    1
  • Muito Bom
    0
  • Médio
    0
  • Fraco
    0
  • Péssimo
    0

Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

LEAVE A COMMENT

Diva De Mochila

No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

No instagram

%d blogueiros gostam disto: