Chicago é uma cidade impressionante: Arte na Windy City
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Chicago é uma cidade impressionante: Arte na Windy City

Então, chegou a hora de conhecer o museu com uma das mais impressionantes coleções de pinturas impressionistas, o Instituto de Artes de Chicago.

A viagem pelos Estados Unidos foi realmente interessante, mas até chegar pro lado leste do país a coisa estava meio morna. Entramos por El Paso, no Texas, conhecemos Los Angeles, depois nos embrenhamos pelos cafundós do país e então, quando chegamos a Detroit a coisa começou a mudar. =)

A Motor City tem o seu próprio Instituto de Artes que já me deixou super animada, pois a coleção possui algumas peças impressionantes, além de uma sala repleta de murais de Diego Rivera. Foi surpreendente.

Mas o Instituto de Arte de Chicago, já é outra história. Eu tinha grandes expectativas e não me decepcionei! =)




O Instituto de Artes de Chicago

Fachada de Instituto de Artes de Chicago

O museu foi eleito como o melhor do mundo pelo TripAdvisor Travelers’ Choice Awards e não é para menos, a coleção de arte Impressionista – malz aí pelo trocadilho – é impressionante mesmo!

Bem, o Instituto foi fundado como museu e escola de artes, em 1879. Foi uma época delicada, pois a cidade estava gastando seus recursos para construir o que havia sido destruído no Grande Incêndio de 1871.

A primeira coleção do Instituto consistia basicamente de peças de gesso. A primeira “casa” da instituição foi encontrada em 1893, quando mudaram para um edifício construído em parceria com o governo para a Columbian Exposition.

O prédio, que segue o mesmo até hoje, fica na esquina na Michigan Avenue com Adams Street. Na entrada principal, dois suntuosos leões de bronze recepcionam quem chega – me fizeram lembrar dos leões que tem no Instituto Brennand, que era do antigo Palácio Monroe do Rio de Janeiro.

O prédio teve diversas expansões, a mais recente de todas – que nem é tão recente assim – foi inaugurada em 2009 e se chama Modern Wing. A vista de lá é encantadora, achei que estava super abafando com uma foto diferentona, mas vi que é bem clichê.

Mas às vezes o clichê é clichê por um bom motivos. No casa da Modern Wing, ei-lo;

Vista da cidade de Chicago dentro do museu

As diversas expansões aconteceram para abrigar a coleção que também crescia. De esculturas e moldes de gesso, hoje o Instituto de Artes de Chicago abriga mais de 300 mil peças de arte entre esculturas, pinturas, etc.

O museu é muito bem organizado e com excelente curadoria. As peças vão desde a era do bronze chinês, até a arte contemporânea. É um lugar obrigatório para quem gosta de arte e para quem estiver visitando Chicago.

O Instituto é considerado como uma das principais instituições de Belas Artes do país. E não é para menos.

Bem, nem preciso dizer que eu simplesmente pireeeeeeeeei na coleção. Mas só dizer é pouco, vou mostrar os motivos da minha piração. (rs)



A coleção de arte Impressionista

Antes mesmo de pisar na bilheteria e ver que a entrada custava 25 trumps, eu já sabia que ia pagar o que fosse para visitar o museu. São diversos quadros que eu queria – na verdade PRECISAVA – ver!

Um dos destaques da coleção são as pinturas impressionistas. E como eu cheguei lá tarde, não tinha muito tempo para explorar o museu inteiro com calma. Não cometa esse mesmo erro, chega lá logo que abrir pra aproveitar ao máximo.

Ou, se possível, volte com calma outros dias. Era o que eu faria se tivesse tempo e dindin… (rs) O bacana é que eles dão um mapa logo na chegada e fica fácil pra ir exatamente onde você quer.

Bem, muitas pessoas olham para o Impressionismo como algo calmo, belo, que transmite calma. Mas na verdade ele foi um grande movimento de ruptura que causou bastante agitação por Paris.

As telas impressionistas parecem muito calmas e agradáveis de ser ver, hoje em dia. O movimento batia de frente com o establishment da arte na época. Foi um dos primeiros movimentos a se rebelar contra a academia. E abriram caminho para toda arte moderna que viria depois.

Eu sou fã, sim fã! Fã tipo torcedor do Flamengo, tipo “Dá-lhe Monet, dá-lhe Monet”, “Se essa tinta não secar, olê, olê, olá…Pissarro chega lá!” (rs) #MomentoFantásticoMundoDeBob

Claro, não dá pra ficar na torcida lá na frente dos quadros no museu. Na verdade, em alguns nem dá pra ficar muito bem na frente do quadro porque o museu é bem cheio. Eu acho que mesmo assim, dei sorte.

Gosto do Impressionismo não só pela estética ousada (para a época), mas por tudo que os artistas fizeram para quebrar o padrão da época, especialmente as temáticas. A fotografia estava despontando e os impressionistas não se viam mais como aqueles que deveriam ficar presos no ateliê, buscando a perfeição técnica.

Era preciso ir pra rua, que fervilhava, e registrar a vida cotidiana. Era ousado, foram renegados, criaram seu próprio salão de arte – tiveram, é claro, a ajuda de um merchand com boa visão comercial – e hoje estão eternizados nos museus.

Pra mim, esse é o movimento de grande ruptura na arte e transformou não só na produção plástica, mas o próprio papel do artista. Ver ao vivo como quadros tão “brandos”, que hoje em dia servem de estampa de lata de biscoito, e entender como eles quebraram barreiras, é emocionante.

E pra quem estudou Artes, como eu, ver ao vivo que eu só tinha até então visto no Gombrich…ah, foi extasiante. Mesmo! Mas você não precisa ser tão fã como eu para curtir as obras.

É incrível ver a técnica, observar a luz, se aproximar e se afastar dos quadros… o importante – ou pelo menos o que pretendo com esse post – é ir visitar o Instituto. <3

O modernismo para além do Impressionismo

Tinha bastante gente, mas consegui aproveitar muito do museu. Deu para gastar tempo em algumas obras, mas é interessante observar como as dinâmicas em museus mudaram completamente depois que os smartphones se popularizaram. Todos querem suas selfies e muitos asiáticos saem apenas colecionando as fotos dos quadros. Puxa, não seria melhor comprar um postal na loja do museu depois? Quando que se tem a oportunidade de ficar diante de “Bathers” do Paul Cézanne?

Mas essa sou eu, um tanto antiquada para os novos tempos. É engraçado, são tempos mais que modernos para a arte moderna, mas ela parece muito mais velha quando se vê pendurada no museu servindo de fundo para uma selfie (rs).
Bem, além de me emocionar com Monet, Pissarro, Van Gogh, Juan Gris, Matisse, Picasso e tantos outros modernos, haviam alguns quadros modernos que eu não poderia deixar de ver.

Nighthawks, 1942 – Edward Hopper

nighthawks de edward hopper

Quando estive em Washington em 2008, havia uma exposição do Hopper na National Gallery of Art. Na época a exibição estava apinhada de gente, afinal, Hopper é um nome de peso na arte americana.

Na época me encantei muitíssimo com o trabalho dele, tenho o catálogo até hoje guardado no depósito, e foi a primeira vez que vi essa quadro, na exposição em que era a primeira vez que o quadro visita D.C.

Mas, era muita gente, mesmo! Mal dava para apreciar as obras. E então, sempre fiquei na cabeça que precisava rever Hopper com calma. Quem diria que 9 anos depois eu teria a sorte de estar em Chicago! =) Minha expectativa para rever esse quadro era enorme. Não me decepcionei. Era maior do que eu lembrava e não só em dimensão física.

O artista disse que Nighthawks foi inspirado por “um restaurante na Greenwich Avenue de Nova York, onde duas ruas se encontram”, mas a imagem – com sua composição cuidadosamente construída e falta de narrativa – tem uma qualidade universal atemporal que transcende seu local particular.

Uma das imagens mais conhecidas da arte do século XX, a pintura representa um jantar – comum e corriqueiro – no qual três clientes, todos perdidos em seus próprios pensamentos, se reuniram.

A compreensão de Hopper sobre as possibilidades expressivas de jogar luz em formas simplificadas dá à pintura sua beleza. As luzes fluorescentes acabavam de entrar em uso no início da década de 1940, e o jantar durante toda a noite emitia um incandescente brilho, como um farol para as ideias da mente daquelas figuras.

Hopper elimina no quadro qualquer referência a uma entrada para o restaurante, e o espectador, atraído para a luz, é desligado da cena por uma vitrine de vidro sem emendas. As quatro “corujas noturnas” parecem separadas e distantes do espectador.

A esposa do artista serviu de modelo para a mulher ruiva no quadro. Hopper negou que criou intencionalmente esta ou qualquer outra de suas pinturas com símbolos de isolamento humano e vazio urbano, mas reconheceu que em Nighthawks “inconscientemente, provavelmente, Estava pintando a solidão de uma grande cidade “.

Todos que analisam as obra de Hopper gostam de falar sobre essa questão de como ele retratou tão bem a solidão do mundo moderno. Eu não tenho essa impressão, sempre que vejo um quadro dele entendo como instantâneos da vida cotidiana e acho que são extremamentes introspectivos, porque parece que ele quer passar a captura de um pensamento das figuras retratadas, e não uma solidão.

É como se ele capturasse aquele momento em que as pessoas são quem são quando ninguém está olhando, sabe? É muito intimista. Mas posso estar viajando muito…(rs)




At Moulin Rouge, 1892/1895 – Henri de Toulouse-Lautrec

At Moulin Rouge quadro impressionista

Diferente de Hopper que eu queria revisitar, esta obra eu estaria vendo  pela primeira vez. Depois da sala com a série de Monet, lá estava ela. <3

A associação de Henri Toulouse-Lautrec com o Moulin Rouge começou quando abriu em 1889 e o proprietário comprou o Equestrienne do artista como uma decoração para o vestíbulo.

Lautrec povoou esta cena com retratos dos habitués e regulares da sala de dança, incluindo a si mesmo – a figura menos lá no fundo central – acompanhada por seu primo e companheiro freqüente, o médico Gabriel Tapé de Céleyran. A mulher à direita, de rosto azulado, é a escandalosa cantora inglesa May Milton.

Em algum momento, o artista ou seu marchand cortaram a tela para remover a cantora da composição, como a figura era muito escandalosa e com esse azul extremamente gritante eles achavam que ela estava dificultando a obra de ser vendida. Em 1914, a seção de corte foi reposta à pintura.

Eu sabia dessa história, mas só ao vivo é possível vel a linha do corte, perfeitamente. O quadro é um espetáculo, as cores, a composição…tudo é perfeitamente pensado para causar grande presença.

Sem a figura de May Milton a obra devia perder muito de seu impacto. Ainda bem que foi possível restaurá-la. Sempre foi um dos meus quadros favoritos, justamente pela figura da cantora no canto direito, e fiquei bem emocionada de poder ver pessoalmente. <3

Tem gente que chora com filme, eu dou aquela lacrimejada mesmo é nessas ocasiões…(rs) #ProntoFalei

A Sunday on La Grande Jatte, 1884 – Georges Seurat

sunday at la grande jatte quadro

Esta é a maior pintura de Seurat, literalmente, pois ela tem . Como bom impressionista que era, o artista retrata uma cena da burguesia parisiense se divertindo em uma ilha, chamada La Grande Jatte, à beira do rio Sena.

O artista trabalhou na pintura em várias campanhas, começando em 1884 com uma camada de pequenas pinceladas horizontais de cores complementares. Mais tarde, ele adicionou pequenos pontos, também em cores complementares, que aparecem como formas sólidas e luminosas quando vistas a distância.

O uso de Seurat desta técnica altamente sistemática e “científica”, posteriormente chamada Pointillism (pontilhismo), distinguiu sua arte da abordagem mais intuitiva dos outros pintores impressionistas. Embora Seurat tenha abraçado o tema da vida moderna preferida por artistas como Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir, ele foi além de sua preocupação por capturar as qualidades acidentais e instantâneas da luz na natureza.

Ele procurou evocar a arte do passado, especialmente as esculturas egípcia e grega e até os afrescos do Renascimento italiano. Como explicou ao poeta francês Gustave Kahn, “Quero fazer com que as pessoas modernas, em seus traços essenciais, se movam como as procissões de antigos afrescos fazem, e colocá-los em telas organizadas por harmonias de cor “.

Entretanto, algumas críticas contemporâneas achavam que suas figuras eram menos um aceno para a história da arte do que um comentário sobre a postura e a artificialidade da sociedade parisiense moderna.

Seurat fez as mudanças finais para La Grande Jatte em 1889. Ele reestruturou a tela para adicionar uma borda pintada de pontos vermelhos, laranja e azuis que fornece uma transição visual entre o interior da pintura e seu quadro branco especialmente projetado.

É uma tela impressionante, com todo o trocadilho da palavra. E ela tem uma parede bem distinta só para si. É impossível passar despercebido por ela no museu.

American Gothic, 1930 – Grant Wood

American Grant Wood

Essa obra foi exibida pela primeira vez no próprio Instituto e ganhou, na época, um prêmio de 300 dólares, além de gerar fama instantânea para Grant Wood.

A ideia para o quadro surgiu quando Wood estava visitando a cidade de Eldon, em seu estado de nascimento, Iowa. Quando passeava pela cidade viu uma casa de madeira com uma única e imensa janela, feita em estilo que era conhecido como Carpenter Gothic. E então ele idealizou o quadro.

Ele usou a irmã e o dentista como modelos para a tela, que representa um fazendeiro e sua filha. A frontalidade das personagens e os detalhes remetem diretamente ao Renascimento flamenco, que o artista estudou por muitos anos.

O quadro acabou sendo visto como uma sátira ao estilo de vida do meio-oeste americano. Mas não era isso que Wood declarava como intenção de sua obra. Ele dizia que pretendia que o quadro fosse uma visão positiva sobre os valores dos estados rurais americanos. Uma imagem de tranquilidade em meio a época de grande turbulência no país, logo após a Grande Depressão.

The Old Guitarist, 1903 – Pablo Picasso

Old Guitarist de Pablo Picasso

Picasso tem um de suas obras mais famosas já na sua fase cubista, mas tenho uma certa predileção pela fase azul do artista. E um dos quadros que sempre me intrigou foi “The Old Guitarist”.

Quando soube que ele pertencia à coleção do Instituto de Artes de Chicago, você imagina minha alegria, né? =)

Essa fase de produção do artista, que durou de 1901 a 1904, tem forte relação com o Simbolismo, movimento que tem como grande representando Edward Munch. O quadro é uma representação atemporal do sofrimento humano. E sua forma deixa isso muito evidente.

O homem curvado, e sem visão, segura sua grande e redonda guitarra. A figura alongada e angular do músico cego relaciona-se com o interesse de Picasso pela história da arte espanhola e, em particular, pelo grande artista El Greco do século XVI. Em sua fase azul o artista estava em Barcelona.

Mais pessoalmente, no entanto, a imagem reflete a simpatia de Picasso, de vinte e dois anos na época, pela dificuldade dos oprimidos. Ele sabia o que era ser pobre, tendo ficado quase sem dinheiro durante todo o ano de 1902. Suas obras desta época representam as misérias dos indigentes, dos doentes e dos marginalizados da sociedade.

É impossível não olhar essa obra sem sentir uma grande tristeza. O quadro está no andar mais alto do museu numa sala extremamente iluminada, o que parece trazer esse azul nostálgico e angustiante à tona. “The Old Guitarist” é um quadro que mexe com as emoções.

The Bedroom, 1889 – Vincent Van Gogh

Enquanto morava em em Arles, sul da França, Van Gogh fez apenas três registros da Casa Amarela em que morava, os três do mesmo quarto. Esta é a versão mais conhecida de todas.

A casa incorporou o sonho de Van Gogh de um “Estúdio do Sul”, uma comunidade de artistas com ideias semelhante trabalhando em harmonia para criar arte para o futuro.

A primeira versão de The Bedroom (Van Gogh Museum, Amsterdam) foi uma das pinturas que Van Gogh fez para decorar a casa para receber seu primeiro convidado, Paul Gauguin.

A estadia de Gauguin na Casa Amarela foi marcada por muita tensão: depois de dois meses, a automutilação de Van Gogh e o vôo de Gauguin de volta a Paris o “Estúdio do Sul” acabou. Van Gogh fez esta segunda versão de The Bedroom cerca de um ano depois da primeira, enquanto vivia em um asilo em Saint-Rémy.

Quando perguntaram sobre as intenções com o quadro, ele disse que era simplesmente o seu quarto. E que com as cores ele queria que o quadro se tornasse um descanso para a mente, para quem o olhasse. Ou melhor, um descanso para a imaginação.

É lindo e angustiante olhar o quadro. As pinceladas são tão fortes e grossas que é impossível não imaginar como devia ser angustiante viver na cabeça de Van Gogh.

Ao ver o quadro por fotos, sempre imaginei que muito das sombras eram formadas por uma técnica bem elaborada das cores com as pinceladas…só ao vivo eu pode apreciar, na parte do pé da cama, principalmente, como as sombras eram formadas pela própria pincelada, que formava uma densa camada de tinta.

Tão densa quanto a alma do artista. Ver esse quadro pessoalmente é de chorar, literalmente. <3

Paris Street; Rainy Day, 1877 – Gustave Caillebotte

Este é daqueles quadros que não ganha grande atenção dos visitantes e está mais afastado no espaço no museu, mas que merece atenção.

Em sua obra-prima, Gustave Caillebotte trouxe uma monumentalidade incomum e controle de composição para um sujeito impressionista típico, os novos bulevares que estavam mudando a paisagem urbana de Paris.

O resultado é ao mesmo tempo real e artificial, casual e coreografado. Com suas figuras curiosamente destacadas, a tela retrata o anonimato que os bulevares pareciam criar. No momento em que apareceu na terceira exposição impressionista, realizada em abril de 1877, o artista tinha 29 anos, um homem de riqueza considerável, e não apenas o membro mais jovem, mas também o mais ativo do grupo impressionista.

Contribuiu com seis de suas próprias telas para a exposição; desempenhou um papel importante no seu financiamento, organização, promoção e instalação; e emprestou uma série de pinturas de seus colegas que ele possuía. Essa aura burguesa que o artista tinha, é bem evidente na aura burguesa da pintura.

Essas eram as obras que eu já sabia que estavam lá e queria muito ver…e foi um daqueles momentos em que você para e pensa: A vida é boa!

Já disse isso uma vez, mas repito, essa viagem tem me proporcionado ver obras que antes só podia ver pelos livros e CD-ROM – sim, sou velha..sou do tempo que a gente comprava CD-ROM com enciclopédias e tudos mais…hahaha.

Fora o que eu sabia que queria ver, todo o museu é extraordinário. Espero poder voltar um dia em Chicago só para rever tudo isso e ver o que ficou de fora, porque 3h é pouco tempo para visitar o museu. Além de tudo que mostrei, ainda tem toda a coleção de tapeçaria, arte chinesa, mulçumana, fotografia e uma exposição temporária de ilustrações de Saul Steinberg. É realmente um excelente museu. Merece toda a fama que tem.

Cloud Gate e Union Station: outros atrativos próximos ao Instituto de Artes

Fora o Instituto em si, a região tem outras coisas a oferecer. Bem próximo de lá está uma das outras coisas que queria muito ver na cidade, a escultura “Cloud Gate” do Anish Kapoor. Ela fica localizada no Millenium Park e é composta por 168 placas de aço inoxidável, o seu exterior completamente polido não tem uniões visíveis.

Mede 10 x 20 x 13 metros e pesa 99.5 toneladas. A superfície da escultura reflete e distorce o panorama urbano da cidade. Além de atrair a atenção de longe, também atrai de perto, por isso está sempre rodeadas de turistas…me fez lembrar daqueles mosquitos que ficam cercando a luz. (rs)

Cloud Gate escultura em Chicago

É inevitável, a obra é magnética… e ponto imperdível para ser visto em Chicago. Dá pra ir lá e depois seguir pro Instituto de Artes que está mais adiante na Michigan Avenue.

A entrada de 25 dólares é um preço muito justo. Guardei minha mochila no guarda-volumes e não paguei nada. É permitido tirar fotos, sem flash, mas o que vale a pena mesmo é aproveitar o tempo para degustar as obras e depois comprar os postais das obras favoritas na loja do museu. =)

Acabei visitando o Instituto literalmente no último dia em que estávamos em Chicago, foi o tempo que sobrou. Fomos para Union Station, Edu ficou por lá com as mochilas e eu segui pro Instituto.

É bem perto um do outro, dá pra ir a pé numa caminhada de cerca de 20 minutos. Mesmo que você não vá pegar um trem, vale conhecer a Union Station. Por que? Bem, se você gosta de cinema, deve conhecer a famosa cena de “Os Intocáveis”:

Pois então, ela foi gravada nas escadas de uma das entradas da Union Station de Chicago. Subi e desci algumas vezes essa escada nesse dia que visitei o Instituto de Artes (rs).

Certa vez, em algum post aqui do blog que já não lembro, disse como é interessante quando criamos certa expectativa por alguma coisa e então vemos pessoalmente. Às vezes somos surpreendidos positivamente, outras negativamente.

Pois bem, eu sabia que a cena tinha sido lá, mas no filme parece tão grande a escada que subi e desci umas 5 vezes a escada e só depois, quando estava me perguntando onde raios era a escada do filme que vi uma placa dizendo que era aquela…(rs)

Ah, os efeitos de uma lente de câmera, né? (rs) Eis a dita cuja:

Escada dos Intocáveis em Chicago

Chicago é uma cidade impressionante, não só pela coleção inacreditável do Instituto de Artes, mas por essas outras peças impressionantes como a Cloud Gate e a Union Station.

É uma cidade que vale ser visitada! Com certeza eu voltaria um dia para ver tudo que ficou de fora. =)

 Próxima parada: Memphis, cidade de STAX: “Hold On…I’m Coming”. 
Informações

O Instituto de Artes de Chicago possui mais de 300 mil peças na sua coleção. Localizado na Michigan Avenue, recebe ano a ano o status de Melhor Museu do Mundo pelos seus visitantes. Conheça mais sobre o Museu e Escola de Artes de Chicago.

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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