Antigua e Lago Atitlán na Guatemala
Guatemala Hotel

Antigua e Lago Atitlán na Guatemala

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A arquitetura barroca de Antigua e o Lago Atitlán

Chegamos em Antigua depois de algumas horas de shuttle. Dividimos o passeio com um alemão gente fina que estava viajando em busca da diversidade de fauna e flora do país. Ele inclusive me mostrou um caderno onde faz desenhos dos insetos e plantas que vê pela viagem.

Apesar de não trabalhar com isso, essa é a paixão dele e ele já estava viajando há alguns meses pela América Latina. Adoro descobrir essas histórias e ver como as pessoas viajam por diversas motivações. =)

Mas, vamos à protagonista desse post: Antigua.

A cidade fica localizada na parte mais a noroeste do país e tem mais de 500 anos de história pra contar. Em 1979, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Nós chegamos à noite e descemos na praça principal, que com à luz do luar e banhada pelos monumentos iluminados é realmente lindíssima.

Vista de praça com chafariz central a noite

Reservamos um hotel numa rua bem próxima da praça, mas chegando lá…era bem diferente do que estava descrito e pelo que parecia nas fotos. Daí tentamos cancelar, mas a mulher disse que teria que cobrar as diárias completas (ela já tinha o número do cartão porque reservamos pelo Hotels.com)…enfim.

Ficamos por lá mesmo, mas não recomendo esse hotel não. Chama Hotel Y Arte, e no pátio central tem um restaurante, quando chegamos tava rolando som e não senti ter muita privacidade.

Bem, a cidade em si funciona mesmo é pelo centro histórico e tudo pode ser feito a pé. Existem muitos bares e restaurantes, mas os mais bacanas são os que ficam mais afastados da praça central.

Certa noite jantamos uma pizza num restaurante que tem um terraço e ficava ao lado de uma igreja. Bem simpático e preço até que justo.

Por falar em igreja, existem muitas deles fechadas. Isso porque estão parcialmente destruídas, por causa de antigos terremotos, e não foram restauradas até hoje. Algumas estão apenas com a carcaça de pé, dá pra ver o interior todo destruído.

Além dessa parte do centro histórico outro atrativo é ir até o Cerro de La Cruz para ver a cidade um pouco mais do alto. Seguimos até lá a pé e subimos as suas centenas de escadas.

Nada muito cansativo, dá pra fazer numa tarde tranquilamente.

O Cerro de La Cruz é um lugar para ser visitado durante o dia, não só para conseguir observar a vista, mas também por questões de segurança. A cruz localizada no morro é de 1930.

De lá é possível observar toda a urbanização da cidade, o Valle de Panchoy e o Volcán de Agua. Valeu a pena subir, e aconselho a qualquer um que estiver por Antigua a fazer o mesmo.

Além disso, não há muito mais o que se fazer em Antigua. Mas a partir de lá é possível visitar alguns outros lugares e foi o que fizemos em um dos dias.

Os vilarejos do Lago Atitlán

Vista do lago a partir do mirante
Lá embaixo, o Lago Atitlán

Um dos passeios que podem ser feitos em um dia é o que leva até o Lago Atitlán. E lá fomos nós.

Acabamos fechando direto por uma agência e fechamos o pacotão que nos levaria até o lago e de lá visitaríamos 3 ilhas do lago. Mas, depois de estar por lá, acho que teria sido melhor visitar por conta própria.

Bem, fechamos o passeio de shuttle. Nos custou $15 e a ida pra lá leva umas três horas. Se você quiser ir por conta, dá pra pegar um chicken bus até o porto e de lá visitar os vilarejos, ou até se hospedar em alguma deles.

Todo o rolê desse ônibus vai sair uns $7 e demorar umas sete horas, mas isso porque ele faz muitas paradas. O caminho dele é Antigua – Chimaltenango – Los Encuentros – Solalá – Panajachel.

Mas, existe ainda uma terceira opção que é um chicken bus “vip”. Ele é um chicken bus como outro qualquer só que sai Antigua direto pra Panajachel. Esse custa $5 e demora um pouco mais que o shuttle.

Bem, a viagem é tranquila. Pouco antes de descer até o porto o shuttle para num mirante de onde é possível ver o lago em sua totalidade e beleza.

Vista panorâmica do Lago Atitlán
O Lago Atitlán

 

Ao chegar no porto somos informados que vamos visitar 3 vilarejos do lago: San Pedro, San Marcos e Santiago Atitlán. No mapa dá pra entender mais fácil:

E lá fomos nós. Não tenho muito o que dizer de cada vilarejo, para mim todos eram bem parecidos um com o outros. Todos bem pobres, no sentido dos habitantes mesmo, que aproveitam a visita dos turistas ao máximo. Então, ao chegar nesse lugares você será recebido por diversas barracas de artesanato.

As tuk-tuks estão presentes em peso e oferecem levar você até o ponto mais alto do local para observar o lago.

Existem muitos turistas e bares/restaurantes/hotéis para recebê-los. Fazer o passeio de um dia e visitar os três vilarejos é um pouco corrido. Você terá pouco tempo em cada lugar, parando mais no vilarejo em que irá almoçar (por conta própria, claro).

Em todos é possível visitar uma oficina de mulheres que fazem tecidos, usando técnicas antigas de tingimento e teares rústicos. Esses tecidos estão a venda por todas as ilhas, em forma de roupas, almofadas, mantas e tudo que se possa imaginar.

O vilarejo mais desenvolvido é Santiago Atitlán, lá existe inclusive um estádio de futebol, bem em cima da cidade. Não chegamos a visitar, mas está aberto ao público.

Quem quer ir por conta própria, existem barcos que fazem os trajetos entre os vilarejos ao longo do dia, como um táxi mesmo. O valor varia de 20 a 25 quetzales. Bem barato, mas o horário é indefinido já que o dono do barco vai esperar encher ao máximo antes de sair pelo lago.

Mas, para quem está com tempo e quiser explorar melhor cada vilarejo esse acredito ser o melhor jeito. Ir por conta própria de Antigua para o porto e pular de um para o outro nesses barco-táxi.

Foi um passeio que não me marcou muito. O lago em si é bonito (visto do alto), mas os vilarejos me passaram uma impressão de grande pobreza. Não sei se o turismo têm ajudado ou atrapalhado a vida dos nativos e não consegui chegar a uma conclusão enquanto andava pelas ruas estreitas cheias de casas improvisadas que pareciam uma favela um pouco mais “ajeitada”.

No geral, Antigua foi um lugar que nem me repeliu nem me encantou. Não tinha grandes expectativas, por isso não me decepcionei. Mas me pergunto se daqui há alguns anos terei viva as lembranças do Lago Atitlán…bem, isso só o tempo vai dizer, não é mesmo?

 Próxima parada : Flores.

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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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