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5 coisas imperdíveis para fazer no Peru

Hoje é um dia histórico aqui no Diva!! Por que? Você me pergunta…porque temos a partir de hoje um convidado especial que vai escrever semanalmente pro blog. Sim, ele mesmo: EDU! \o/

Sempre ficamos brincando de “Quais as coisas que você gostou mais? Cite 5…” e nessas, surgiu a ideia que aqui se apresenta. Toda semana teremos um novo top 5 de coisas bacanas, furadas, dicas…enfim, tudo que a gente gosta e sabe que pode ser útil pra você.

Pra começar, vamos com as cinco coisas imperdíveis para fazer… no Peru.

 

Beber o verdadeiro e original Pisco Sour

O verdadeiro Pisco Souer
O verdadeiro Pisco Sour

Quantos lugares no mundo permitem que você experimente uma bebida mundialmente famosa diretamente da fonte? Pense, por exemplo, na margarita. Ninguém sabe onde esta bebida nasceu – foi no México, certo, mas em qual bar?

No Peru, você pode experimentar o pisco sour exatamente onde ele nasceu – no bar do Hotel Maury, no centro antigo de Lima. E mais: pode desfrutar a bebida preparada pelas hábeis mãos de Eloy Cuadros, barman do lugar há mais de 40 anos.

A atmosfera do lugar lhe remete diretamente aos anos 60, quando a elite limenha se reunia no bar do hotel para comemorar as apostas vencedoras de cavalos. Um dia, um dos apostadores entrou com o cavalo no bar – true story.

O hotel Maury é também um dos estabelecimentos comerciais mais antigos do Peru, fundado em 1826 e operando ininterruptamente desde então.

 BÔNUS: Emoliente malemolente 

Se você não bebe álcool, o Peru não lhe deixará na mão. Conheça o emoliente, um chá que mistura um monte de ervas, cevada, suco de limão e açúcar. Sua finalidade é medicinal e é consumida no começo da manhã e de noite.

Antigamente, o emoliente era vendido em carrinhos pelas ruas, mas agora a bebida está subindo de nível social, como se pode ver na Emolienteria – o templo moderno do emoliente em Lima.

Com um ambiente cheio de frases da sabedoria popular peruana e uma música ambiente que mais parece uma balada, o Emolienteria tem emolientes para todos os gostos: quente e frio, com ou sem pisco… e também serve chilcanos – um drink de pisco e água tônica que é a resposta peruana ao gim e tônica.

 BÔNUS 2: o museu do Pisco 

Em Arequipa, você não pode perder o lugar mais quente da cidade: o Museo do Pisco. Instalado em um antigo catedral, o Museo do Pisco oferece todos os tipos de pisco em todas as variedades de garrafas imagináveis, além de coloridos coquetéis que lhe manterão aquecido na fria noite arequipenha.

 

Viajar de trem até Puno

De trem até Puno
De trem até Puno

Depois de conhecer Machu Picchu, todos querem ir ao Lago Titicaca e ver as ilhas flutuantes. Há três maneiras de fazer isso: você pode pegar um ônibus e sacudir por horas por estradas poeirentas e comer em restaurantes de estrada que nem teto têm; pegar um avião, que vai lhe deixar em Juliaca e aí você terá de pegar um ônibus até Puno – caro e desconfortável. E você pode embarcar em um trem e apreciar tranquilamente o belíssimo deserto andino.

Embora um pouco salgada – a tarifa custa 301 dólares por bunda – a viagem vale muito a pena. O trem vai escorrendo pelo deserto andino com sossego, embalando o viajante naquele barulho gostoso de trem enquanto descortina paisagens incríveis. Já viu um lago cheio de flamingos rosas, tendo montanhas nevadas ao fundo? Você sabe quantos tons de cor um deserto pode criar ao por do sol?

Viajar de trem é como cair sonolento em uma rede, no final de tarde. E você só é despertado para fazer as refeições e tomar suas bebidas. Pegar o trem de Cusco até Puno é fazer várias viagens dentro de uma só viagem.

 

Sobrevoar as Linhas de Nazca

O alcatraz de Nasca

Sim, sim… para muita gente, Peru é sinônimo de Macchu Pichu e ceviche. Já Nazca passa desapercebido por muitos turistas. Seria medo de voar ou, talvez, o preço: 200 dólares por um voo de meia hora é caro, mesmo. Ainda assim, Nazca é tão incrível que vale o preço e o esforço.

Afinal, pense comigo: há ruínas desde a Bolívia até o México, então Macchu Pichu nem é tão exclusiva assim. Mas onde mais, NO MUNDO, há desenhos escavados no deserto, que só podem ser vistos das alturas? E a perfeição dos desenhos – o rabo em uma espiral perfeita do macaco, o traço reto do papagaio e as asas tão bonitas do colibri? E porque o homem fazendo um cumprimento é o único desenho inclinado de todos?

Macchu Pichu é lindo, mas as linhas de Nazca são impactantes. Como elas foram feitas? Por que elas foram feitas? Não há muitas atrações turísticas no mundo que nos deixam tão boquiabertos e cheios de surpresa e indagações quanto Nazca. Aguente firme a bagunça que é o aeroporto de Nazca e maravilhe-se você também. 

 

Mergulhar nas águas de Máncora

As águas de Máncora
As águas de Máncora

Quem vê as praias de Lima, onde há seixos no lugar de areia, sequer imagina que existam praias inacreditáveis no Peru. Pois elas existem, e estão praticamente todas em Máncora, extremo norte do país.

Há muito um segredo exclusivo dos peruanos, agora o lugar pode aparecer mais nos guias de viagem, já que foi indicada uma das melhores praias da América do Sul, em 2016. Portanto, se você for rápido, poderá ainda ser um dos poucos estrangeiros no local, além dos hippies e garçonetes argentinos.

Respire fundo, porém: a viagem de ônibus leva agoniantes 18 horas. Ao chegar, porém, todo o cansaço e o tédio de uma viagem longa se dissipam rapidamente. Jogue as mochilas no quarto, sirva-se de uma cerveja gelada e entre no ritmo relaxado do lugar.

Não se assuste com o movimento da principal avenida de Máncora: é só a Panamericana, que liga a Patagônia ao Alasca. Você só precisará dela para comer. O resto da sua vida será passada na areia! Afinal, onde mais a praia termina em um deserto?

Há restaurantes para todos os bolsos em Máncora, desde os mais simples até os mais caros. Isso também vale para cafés, acomodações… enfim, vá logo enquanto o lugar não lota!

 

Visitar os museus 

As salas do Museu Larco
As salas do Museu Larco

Nenhuma viagem será completa sem dedicar algum tempo para conhecer a cultura em que o viajante está. No Peru, portanto, é obrigatório visitar seus museus para entender um pouco mais sobre a sofisticadíssima cultura inca.

O Museo Larco é um dos mais bacanas do país. Está em Lima, mas também tem um acervo em exibição em Cusco. Sua coleção sobre arte e artefatos incas é gigantesca e as exibições são muito bem pensadas. Também em Cusco vale visitar o Museu de História Natural, ainda que sua coleção seja um pouco tímida. O Museu de Arte Contemporânea, em Lima, é um ambiente ótimo para conhecer a produção artística do momento no Peru.

Todos estes museus são baratos, interessantes e localizados em ambientes relaxantes, blindados do intenso ruído urbano que caracteriza as cidades peruanas.

Gostou do nosso post das cinco coisas imperdíveis para fazer no Peru? Semana que vem tem mais. 😉
Quer pedir alguma lista pra gente? Deixe seu comentário aqui embaixo.

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Eduardo Furtado

Escritor, tradutor e viajante, autor do livro "Nos Trilhos dos Andes".

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