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5 coisas imperdíveis para fazer no Equador…

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Cinco coisas imperdíveis para fazer no Equador…mais algumas esquisitices

É uma verdade universalmente reconhecida que os melhores perfumes estão nos menores frascos. O Equador é uma prova disso: como em um país tão pequeno (pouco maior que o Rio Grande do Sul) pode caber tanta coisa? São praias, vulcões, cidades históricas… e a maior variedade de pássaros do mundo.

Só falta terem sua própria moeda… sim, eles usam o dólar, o que torna as coisas um pouco mais caras para nós. Além do mais, a cultura dos EUA está cada vez mais presente no país (que é governado por um presidente de esquerda, nada americanófilo). Contradições a parte, o Equador é tão legal que, para fazer esta lista, não foi necessário gastar nem cinco minutos.

Ver Cuenca do alto da catedral

Visão panorâmica de Cuenca

Por si só, a catedral já é uma festa para os olhos. Pagar então dois dólares para subir as escadas e ver Cuenca do alto é uma celebração para todos os sentidos. Cuenca é uma cidade colonial lindíssima, extremamente bem preservada e um orgulho para os equatorianos. Do alto, entendemos o porquê: suas ruas bem traçadas e sua arquitetura singular ganham novo destaque, mostrando detalhes que apenas o ângulo superior permite. A subida é cansativa? Pacas. As escadas são íngremes, estreitas, mal iluminadas e os degraus são curtos. Mas o que você esperava: elevador em uma catedral?

 ESQUISITICE 1:  O Equador abandonou sua moeda, o sucre, em 1999, depois de uma crise inflacionária que custou o mandato de dois presidentes e quase detonou uma guerra civil. O dólar foi a moeda escolhida e, por isso, viajar pelo Equador é relativamente caro. Mas, se você visitar o Museu de Numismática do Banco Central de Equador e for gente fina com o guarda, poderá sair de lá com uma coleção inteira de sucres, roubadas (com a permissão do guarda) diretamente do museu.

Percorrer de trem a Avenida dos Vulcões

Viajar de trem pelo Equador

A parte mais agitada da cordilheira dos Andes ficou com o Equador. Parece até que, quando decidiram o território do país, fizeram uma escolha consciente: “vamos ficar com a parte dos vulcões!”. Não há outro país na América do Sul com tantos vulcões assim, tão próximos uns dos outros. Por isso, mais que vale a pena pegar um trem para percorrer os mais de 70 vulcões (alguns ativos) que estão alinhados bem no meio do país. A expedição chama Tren de los Volcanes e sai de Quito, passando por El Boliche e Machachi e voltando a Quito. Há uma segunda versão, para quem está em Ambato.

Andar no TelefériQo

O negócio no Equador é estar nas alturas. Em Quito, não perca o TelefériQo, uma experiência fascinante para ver a cidade e a cordilheira do alto. Um passeio que leva mais de 20 minutos em uma gôndola, até o pico de uma montanha que é grande o suficiente para caminhar e desfrutar da visão panorâmica em vários ângulos. Resista à fila e ao preço, porque o passeio realmente vale a pena. Quito é a segunda capital mais alta do mundo (perde apenas para La Paz) e ver uma cidade tão alta de um ponto ainda mais alto…

 BÔNUS:  E já que estamos falando em pegar trem e andar de teleférico, porque não mencionar a chiva? Bem, chiva é o similar andino ao nosso pau-de-arara e, em Guayaquil, elas são supercoloridas e dançantes. Sim!

Você pode entrar em uma chiva e bailar sua rumba pelas ruas da maior cidade do Equador, enquanto toma um drink. Não há maneira mais cheia de estilo do que essa para ver e ser visto na noite guayaquileña!

Tomar um canelazo na Calle La Ronda, à noite

Calle La Ronda Quito

Veja bem: não se trata da bebida e nem da rua em si. A rigor, o canelazo é uma bebida até que medíocre – basicamente um destilado de cana com canela, que é servido quente (sempre faz frio em Quito). A La Ronda é uma rua até que bacaninha, uma descida no limite sul do centro histórico da cidade. O que é bacana é combinar a bebida com o ambiente, ainda mais se for à noite – quando tomar uma bebida quente faz todo o sentido.

Artistas de rua tocando música ou interpretando personagens circulam livremente com jovens e turistas. Há inúmeros restaurantes cobrando preços até que razoáveis (mas não ótimos) pela especialidade equatoriana: porquinhos da índia assados na brasa. Coma um destes e saia por La Ronda tomando um canelazo e você poderá até mesmo comprar uma lhama, para ter a experiência definitiva do Equador.

 ESQUISITICE 2:  Talvez seja culpa do dólar, talvez do turismo, talvez… não importa a origem, mas você terá de se acostumar com o sistema dos EUA para medir peso e volume. No Equador, o sistema métrico está sendo lentamente esquecido e um sinal disso é que os equatorianos preferem usar onças em vez de litros, para líquidos, por exemplo. Isso é particularmente perigoso para refrigerantes e cafés – não deixe de conferir o que está comprando, para não terminar pagando por uma piscina borbulhante de Coca-Cola ou por uma caneca de café que poderia inundar a represa de Cantareira.

Conhecer um palácio presidencial… de verdade

Em tese, conhecer um palácio presidencial não tem muito de interessante. O visitante sempre estará limitado às salas cerimoniais do palácio, nunca entrando nos recintos onde realmente a ação acontece. A regra, porém, não vale para o Equador.

O país é muito pequeno para ter um palácio de grandes proporções e, por isso, se você não entrar na área onde a ação realmente acontece, você não verá nada. Por isso, são altas as chances de você acabar trombando com um figurão, tipo o vice presidente do país. Ele realmente despacha do Palácio Carondelet, que era uma casa – do Barão de Carondelet. Quanto menor o lugar, maior a chance de algo inusitado ocorrer…

Eduardo Furtado

Escritor, tradutor e viajante, autor do livro "Nos Trilhos dos Andes".

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