Nos trilhos dos Andes
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Nos Trilhos dos Andes:
um relato da viagem de trem pela América do Sul

Não há experiência de viagem melhor do que embarcar em um trem, sentar-se diante da janela e deixar a paisagem passar pelos seus olhos. O trem é um ambiente tão fascinante quanto o destino da viagem – por isso Agatha Christie decidiu que um de seus mistérios seria em um trem e obteve um dos maiores sucessos literários de sua carreira: Assassinato no Oriente Express. O escritor Paul Theroux viajou de Londres até Tóquio (e voltou) usando apenas trens. Em outra viagem, ele saiu de sua cidade natal, Boston, e foi até a Patagônia somente por trem.

Porém, a experiência de viajar de trem está morrendo. Devido aos altos custos de manutenção e a preferência das pessoas por meios mais rápidos (como avião) ou mais baratos (como o ônibus) de transporte, a maioria dos países americanos desmantelou sua rede ferroviária. Com exceção talvez da Argentina, tudo o que temos na América do Sul e Central são trens turísticos, que funcionam à mercê do transporte de cargas.

É o caso, por exemplo, do trem que sai de Curitiba e vai até Morretes. Originalmente, o percurso acabava em Paranaguá, de onde se podia pegar a lancha e ir até a Ilha do Mel. Porém, o privilégio sobre o uso da ferrovia é da carga e, por isso, agora o trem para na graciosa Morretes, terra do barreado. A viagem continua imperdível, só que mais curta.

A questão se torna, portanto, onde mergulhar na experiência de ver a paisagem acontecer pela janela do trem. E a resposta é: no Peru e no Equador. Onde mais se pode ver paisagens tão distintas quanto desertos a mais de 3 mil metros acima do nível do mar, desfiladeiros e vulcões?

No Peru, além da já batida linha férrea entre Cusco e Macchu Picchu, é possível viajar para Puno, às margens do lago Titicaca, de trem. O que se vê no itinerário é inesquecível: flamingos se refrescando no lago Huacarpay, tendo ao fundo o deserto e, ainda mais ao longe, o cume nevado de montanhas tão enigmáticas quanto seus nomes: Tawqa, Waypun, Pachatusan, Pumakancha. A viagem dura um dia, mas poderia ser uma exposição de quadros impressionistas, dada a quantidade de pinturas que a natureza andina proporciona – culminando com um maravilhoso pôr-do-sol.

Já no Equador, a viagem de trem sai do litoral e vai até a montanha, cruzando o país por entre desfiladeiros vertiginosos e a famosa Avenida dos Vulcões. São quatro dias de viagem, permitindo que o viajante interaja com a cultura e a sociedade indígena. Além do mais, o que o Equador não tem de território compensa com beleza: a transição entre litoral e montanha contém trechos ferroviários memoráveis, como o Nariz do Diabo – em que o trem escala uma montanha em zigue-zague, afastando-se lentamente do cânion do rio Sibambe.

As ferrovias no Peru e no Equador são os últimos remanescentes de uma época em que o trem era visto como a única alternativa para unificação dos territórios das novas repúblicas americanas. Hoje, estes trens mantém a sua função, mas emolduram a paisagem andina com a história de suas repúblicas.

Serviço

Para saber mais sobre os trens no Peru, visite o site da PeruRail: www.perurail.com. A passagem de Cusco para Machu Picchu custa de 88 dólares a 110 dólares; o exclusivo vagão Hiram Bingham faz o percurso por 447 dólares.

A passagem de Cusco para Puno sai por 1.090 dólares no Spirit of the Andes, com direito a cabina particular, e dura dois dias. Vale ressaltar que este serviço é novo – os autores deste blog viajaram em um serviço agora desativado, que fazia o percurso em 9 horas e não oferecia cabine.

Para percorrer o Equador, a passagem do Tren Crucero sai por 1.650 dólares, o que inclui três diárias em hotéis de cada parada. Mais informações no site da Tren de Ecuador: http://trenecuador.com/en/cruise-train/.

Eduardo Furtado é o autor de “Nos Trilhos dos Andes”, lançado em maio deste ano, onde narra as experiências e as sensações de viajar de trem pelo Peru e Equador.

O livro pode ser adquirido na Amazon e na Kobo. Leia agora ou compartilhe com seus amigis usando o menu abaixo:

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