Lima, Huacas, frio e compras
Peru Shopping

Lima, Huacas, frio e compras

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Lima, Huacas e frio, muito frio

Frio em Lima
Como divar no frio?

Lima é aquela cidade que quem gosta de viajar, provavelmente já conheceu. Um estudo feito ano passado botou Lima como o destino que recebeu mais turistas na América Latina, foi coisa de 4,22 milhões de turistas ano passado. o.O

Só pra constar, São Paulo não fez feio nesse estudo, ficou em terceiro lugar na lista, e bem a frente do Rio de Janeiro. Chocou? Eu também. Embora Lima receba muitos turistas, os brasileiros ainda não consideram a cidade como uma das primeiras opções de turismo. O lugar mais visitado por brasileiro é Orlando. Mas acho que Lima merece atenção. Por que? Saca só!

O frio, o apartamento e roupas novas

Eu achei a cidade muito simpática. Ficamos hospedados em Barranco, um bairro bem ao lado do mais badalado da cidade: Miraflores. O apê era bem bonitinho, no anúncio estava escrito “Boutique Vintage” e era a melhor definição pra ele mesmo…rs

Apê em Lima
Um charme só!

O bairro é muito tranquilo e ao lado de onde estávamos, tinha uma pracinha (que dá pra ver aqui em cima) super bacana onde corri algumas vezes (quando o frio permitia). E ao lado da pracinha um restaurante onde comíamos por míseros 7 soles (uns R$7,00) um menu inteiro com entrada, prato principal, sobremesa e bebida.

Praça do lado de casa em Lima
A praça que tinha do lado de casa.

Mas pegamos muito frio lá, muito mesmo. E o apartamento não tinha aquecimento, então dormir era uma pequena batalha e tomar banho também, já que a água quente não durava muito…rs

O apartamento tinha uma máquina de lavar, mas não tinha secadora. Resumo da ópera, 3 dias pra secar as roupas quando lavávamos. Eu sempre fui mais do frio do que do calor, mas confesso que por conta disso fiquei com saudades da vida mais fácil com sol…hahaha

Bem, a grande verdade é que só tínhamos roupas de verão na mochila e o frio estava batendo forte. Precisávamos de roupas pro frio. Era chegado o momento de botar meu lado diva pra fora e fazer compras…hehehe

Você disse compras?
Você disse compras?

Pesquisei onde teriam lugares ou lojas outlet (com peças mais baratas)…e eis que achei um shopping que tinha Forever 21 (a loja americana com preços baixos, mas nunca gostei das peças de lá), H&M (é uma multinacional sueca, conheci numa viagem a trabalho pra Washigton e me apaixonei pelas roupas de lá) e Saga Falabella (uma cadeia de lojas de departamentos chilena que tem de tudo. É tipo uma Mesbla, saca?)!!! o.O

Então, partimos pro Jockey Plaza Shopping Center. É um shopping a céu aberto, estilo Downtown do Rio. Quando chegamos, mirei na H&M e lá fomos nós. \o/

Eu chegando na H&M
Eu chegando na H&M

No total comprei:

1 saia de couro (número 38 o que me deixou meeega feliz…rs)
2 blusas
1 casaco
1 echarpe
1 meia-calça fio 40

Tudo deu uns R$160 (fazendo a conversão e com taxas já). O Edu comprou um casaco e umas meias pro frio. Aqui as peças divônicas:

Roupas da H&M
Roupichas da H&M

Eu fiquei super contente com a compra e foi bom pra dar uma variada, confesso que já estava ficando de saco cheio das mesmas roupas de sempre…rs

O bom é que a saia ainda serve de termômetro, porque se eu engordar um tiquinho ela não caberá mais (faz 3 meses já que comprei e ela tá cabendo ainda…uhu…rs)

Arte, arquitetura e muito charme

A gente gosta mesmo é de andar pra ir conhecendo melhor as cidades. Então andamos pra caramba por Lima. Teve um dia que saímos de casa e fomos a pé até uma parte do centro. Andando, conversando…e foi coisa de mais de 10 Km, andamos paaaaaaaaaaaaaaaacas.

Mas foi ótimo pra conhecer um pouco mais a cidade. Eu gostei bastante da urbanização de Lima, de quadras em quadras você vai encontrar praças com um paisagismo bem pensado e bonito. E conforme nos aproximávamos do centro os prédios mais históricos iam aparecendo. Alguns eram escolas de idiomas, outros eram de instituições públicas e outros ainda estavam lá, fechados sem nada.

O engraçado é que pela cidade existem diversos adesivos colados no chão. São adesivos anunciando massagens, empréstimo de dinheiro etc. Mas como andar olhando pro chão com coisas lindas como essa para serem vistas?

Lima e seus prédios
Detalhe de um dos prédios de Lima

Nesse dia andamos e chegamos até uma parte do centro com uma grande rotatória com umas mil saídas. Em torno dela todos os prédios eram iguais, alguns mais conservados que outros, e com muitas pessoas perambulando pra lá e pra cá e isso porque era um sábado! o.O

Aproveitamos a andança toda e chegamos até o Convento de São Francisco. Nesse convento existem catacumbas que estão abertas a visitação do público. É um passeio bem interessante. Não só pelos rituais e ossadas, mas pela engenharia com que elas foram feitas. Resistiram aos terremotos sem um arranhão.

A visita custa uns 25 soles e é feita com um guia. O bacana é que ela vai explicando tudo, mas como é muita gente visitando e muitos grupos a visita acaba sendo meio corrida. De qualquer forma, vale a pena.

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Como andamos muito nesse dia resolvemos deixar para outro momento a ida até a Plaza de Armas e o Palácio do Governo, senão a gente ia ficar só o pó da rabiola e essa foi a melhor ideia que tivemos, porque foi nesse dia que tomamos um pisco sour no bar onde ele foi inventado!!! <3

Um pisco sour regado em história

Então….fui apresentada ao pisco sour na casa de uma grande amiga em Niterói. O pai dela fazia o melhor pisco sour da vida toda! Todas as vezes em que fui na casa dela, ele preparava o drinque pra gente e era sensacional. Uma grande pena que ele mesmo não podia mais beber, porque estava diabético… =/

Bem, a verdade é que nessa primeira vez em que experimentei o drinque eu G-A-M-E-I! <3 Para quem não conhece, ele é a base de pisco e limão. Na receita ainda vai clara de ovo. O pisco é uma aguardente a base de uva produzida no Peru e no Chile. Há uma grande divergência sobre a sua origem, uns defendem que foi inventada no Chile e ouros no Peru.

Ouvi uma história de que “pisco” é um termo quechua (a língua indígena antiga) que significa “pássaro” e faz referência a região da Villa de Pisco que fica no litoral do Peru. Hoje Pisco é a capital da Província de Pisco que está dentro do Departamento de Ica (mais pra frente eu vou explicar essas maluquice que é a organização deles), mas na época pré-colonial a região fazia parte de Nazca. Tudo ali um do lado do outro.

A verdade é que cheguei no Peru com duas missões: ceviche e pisco sour. E missão dada é missão cumprida. Mas nunca imaginei que numa segunda-feira totalmente despretenciosa eu iria tomar um pisco sour no bar onde ele foi inventado. <3

Como comentei mais acima, separamos um dia para ir até a Plaza de Armas e ver o Palácio do Governo. Pegamos o ônibus, descemos numa estação que parecia ser próxima e seguimos andando. Entramos na Jirón Carabaya (“jirón” é rua, e só no Peru chamam dessa forma..rs) e estávamos de boas seguindo pra Plaza de Armas quando passamos por um prédio de um hotel com uma placa que contava a história do lugar. Eu e Edu compartilhamos a mania de ler tudo-qué-placa-na-rua…rs

Bar Muray em Lima
A maternidade de uma lenda

Segundo a placa, ali estava o bar que deu origem ao Pisco Sour!!! Ficamos curiosos e decidimos entrar pra ver se era isso mesmo. Parecia estar fechado, mas um cara que estava na rua nos disse que a entrada era pela outra rua.

Ao entrar no bar parecia que tínhamos viajado no tempo. O hotel é da década de 40, foi reformado, mas mantém aquela clima e dá pra imaginar todo mundo vestido de terno e saia cigarrete tomando um drinque.

Sentamos na barra do bar e fomos atendidos pelo Senhor Eloy, que trabalha há mais de 40 anos no bar. Muito simpático e falante ele contou algumas histórias do bar, desde a visitas de figuras do governo até o dia em que um cavalo foi levado pra lá.

E o local é repleto de fotos históricas e dá pra ver o Sr. Eloy nelas, quando era mais novo. =)

E foi chegada a hora…pedimos o pisco sour e ele trouxe junto aqueles milhos fritos que adoooro. O drinque estava sensacional do primeiro ao último gole. Leve de uma forma indescritível, sem deixar de estar encorpado. O mais gotoso que bebi na vida (até então era o do pai da minha amiga) até hoje. Já se passaram três meses que tomei esse pisco sour e não o esqueci… <3

O Senhor Eloy nos disse que a receita era a original e vendo ele preparar não consegui pescar qual era o truque mágico. Melhor assim, gosto de imaginar que precisarei voltar lá em algum momento para tomar de novo o melhor pisco sour da vida.

Desde 2004, existe o Dia Nacional do Pisco sour no Peru e ele surgiu onde? No bar do Hotel Maury. Muitos pesquisadores batem o martelo que o histórico bar inventou o drinque e eu aceito isso muito de boa. rs

Quem pretende passar por Lima, o Bar Muray é parada obrigatória. Sérião! rs

Depois do pisco sour, o chilcano e o emoliente

O pisco sour eu já conhecia, já o chilcano eu conheci lá em Lima mesmo. O Edu já conhecida das outras viagens dele. E um belo dia resolvemos sair pra curtir um pouco a cidade e ele tinha caçado um lugar pra comer. Lá fomos nós a pé e o local que ele tinha escolhido estava fechado…rs

Mas, acabamos passando por um bar com uma cara bem simpática e resolvemos entrar. Eu sou sempre a favor de experimentar coisas novas, então quando o Edu pediu um chilcano eu resolvi pedir um também. Não me arrependi nem um pouco.

O chilcano é mais uma bebida típica peruana. Ele é uma espécie de Gin & Tônica, só que com pisco. É super leve e você vai tomando que nem sente.Esse tomamos num bar chamado La Boteca, mas em todos os lugares você consegue pedir um bom chilcano. 😉

 

Tomei alguns chilcanos ao longo de Lima, mas também tomei uma bebida típica que não leva álcool (tecnicamente), o emoliente!

Estávamos explorando a cidade para outro lado oposto ao Centro. O Edu estava tentando achar um lugar que ele tinha visitado quando viajou pra lá. Nessa andanças passamos em frente a um lugar, a Emolienteria Bar. De curiosidade entramos. Um lugar super amplo, com dezenas de mesas altas e umas pinturas bem lokas penduradas nas paredes.

Perguntamos para a menina o que era o emoliente e ela nos explicou que era uma bebida típica a base de ervas que as pessoas tomavam para diversas questões de saúde. Apesar de se chamar Emolientería Bar, o cardápio tinha muitos drinques…rs

Eu pedi um normal, o Edu pediu um com pisco. Ela perguntou se queria o meu quente ou frio. Perguntei de que modo era o modo típico de beber, ela disse que era quente, já que era uma espécie de chá. Chegou o Emoliente…maaaano, aquele troço quente não desce!!! Difíííícil…. Já o do Edu com pisco e gelo tava bem gostosinho. Fiquei um pouco com vergonha achando que não beber tudo seria grosseria e bebi o copo todo. rs

Nós voltamos lá outros dias e dessa vez pediu direto o com pisco. Mas se você for por lá tem de tudo: pisco sour, margarita, chilcano etc. Nesse primeiro dia nós passamos por lá de tarde e estava vazio, quando voltamos outras vezes (à noite) o lugar estava l-o-t-a-do. #FicaADica

Outro charme bacana do bar é a decoração. Além de muitas garrafas e artesanias típicas, existem várias placas com frases divertidas espalhadas pelo bar:

[quote author=”Sabedoria peruana” source=”Emolientería Bar” ]”Nem só de pão vive o homem, às vezes um chilcano também é necessário.”[/quote]

Da arte pré-colonial até a arte contemporânea

Nem só de bons drinks vive o homem (e eu). Existe um museu em Lima que é mais afastado dessa parte chique da cidade, mas vale muito a pena a visita. Esse é o Museo Larco. Entre Barranco e lá, gastamos uns 25 soles.

A entrada não é das mais baratas, custou 60 soles para os dois. Mas valeu a pena. Eles têm uma enorme coleção de arte pré-colonial com milhares de peças, todas muito bem conservadas. Além disso, a reserva técnica do museu é aberta para o público e dá pra ver o tamanho enorme que é a coleção.  Na reserva técnica existem muitas peças que você já terá visto dentro do museu, mas cada uma tem uma pequena peculiaridade que pra quem gosta de arte e história, vai curtir ver.

O museu é tido como arqueológico, mas pra mim devia era ser tratado como museu de arte mesmo. Enfim.

A organização do museu é incrível. As peças são separadas cronologicamente e por região (já que existiam diversas tribos dispersas pelo território). A cada sala você encontra textos em espanhol, inglês e francês nas placas explicativas, porém no canto de cada sala existe um escaninho onde têm os textos em vários idiomas, inclusive o português.

Além de diversas cerâmicas existem outros tipos de peças interessantíssimas. Entre elas estão os quipus.

Quipus em Lima
O quipu no Museu Larco

Mas Margot, que raios é isso? Os quipus foram o principal sistema de registro de informação da administração Inca. Nos cordões eram registradas informações contábeis através de nós. As cores e a distância entre cada cordão também carregavam informações desses registros. Os cordões eram de lã ou de algodão. A posição dos nós e a sua quantidade, indicavam valores numéricos segundo um sistema decimal.

As cores do cordão, por sua vez, indicavam o item que estava sendo contado, sendo que para cada atividade (agricultura, exército, engenharia etc.) existia uma simbologia própria de cores. Existiam “funcionários” do império Inca especializados em cuidar disso, eram os quipucamayocs.

Eu achei esse “livro de contabilidade” sensacional. E nessas horas que eu vejo que aquelas teorias alienígenas pra explicar pirâmides e tal nunca me convenceram, acho que nos subestimamos muito. No caso subestimamos as culturas antigas. Não acho que somos mais inteligentes que os Incas. Os caras tinham sistemas de contabilidade, de aqueduto….é sensacional. Imagine quando eu chegar no México…vou pirar!!! <3

Além dessas divisões todas por período do lado de fora do museu, perto do restaurante/café existe uma sala só de arte erótica. Que não é exatamente “erótica” porque duvido que um inca ia “se aliviar” olhando lá pra cerâmica…hahaha

Mas são peças que retratam toda essa parte da reprodução e sexualidade das populações indígenas. É muito bacana. Acho um ponto de visita muito bacana pra quem quer entender a cultura do país. =)

Um pouco do que tem por lá:

Em um dos nossos dias por Lima resolvemos ir até a Huaca Pucllana, uma das ruínas incas que existe dentro da cidade. Nem preciso dizer que fomos a pé, né? A entrada custa 15 soles e também é uma visita guiada. Não sei se era por conta do entorno muito urbano, ou a forma como as coisas eram organizadas (com um restaurante gigante bem dentro da ruína)….mas não curti tanto. Acho que pela parte histórica é legal, mas acho que a cidade engoliu muito o sítio arqueológico. De qualquer forma, é interessante de visitar.

Tinha passado algumas vezes em frente ao Museu de Arte Contemporânea, que tinha na avenida pertinho de casa. Um belo dia, estava de bobeira e fomos lá. Infelizmente não tinham muitos espaços abertos por conta de reformas, pagamos 12 soles e entramos.

Havia apenas um espaço aberto e lá estava o “Micromuseo”, que eram pequenos museus dentro do museu. Era como se fossem pequenas exposições temáticas.

Eram pequenas exposições bem específicas sobre a história do país. Uma falava do Sandero Luminoso (uma organização terrorista da década de 60 que foi responsável por centenas de mortes e desaparecimentos), outra falava sobre uma “O escândalo da Laguna“, uma história polêmica que aconteceu na década de 50 envolvendo violência contra travestis. Mais uma que me chamou atenção foi o “Novo Museu Inca” e juntava todos os produtos industrializados que existem e levam o nome da civilização.

Esses eu não tirei foto, guardei só pra mim nas lembranças e impressões que ficaram da exposição. Pra quem quiser passar por lá pra conhecer o museu, ele fica num parque e tem um café bem bacana que dá pra ficar de boas.

O Museu de Arte Contemporânea
MAC de Lima: Av. Grau 1511, Barranco.

O céu de Lima, os taxistas e o metro

Tem algo que eu simplesmente não tinha reparado, mas aí o Edu apontou e eu não conseguia mais desver: o céu de Lima. Não por ele ser lindo e estonteante, mas porque ele tem uma cor meio esquisita e todo dia é igual.

Segundo o Edu é assim toda época do ano. É simplesmente um branco acinzentado que tá lá todo dia. Depois de um tempo na cidade de vez enquando eu conseguia distinguir uma nuvem (cinza) aqui e outra ali. Só teve um dia que eu vi um pedaço de céu azul. E mesmo assim por pouco tempo.

Eu pesquisei na internet, perguntei por lá pra saber se por acaso isso era um sinal de poluição. Nem os locais nem o Google conseguiu me responder se de fato esse céu é culpa da poluição. Mas é bizarro.

Um ponto interessante pra quem vai pra Lima é que lá (basicamente no país todo) os taxistas não usam taxímetro, então vale perguntar antes de pegar quanto custa a corrida até tal lugar. No geral os taxistas que pegamos foram bem tranquilos, não tivemos problema com (quase) nenhum.

Quando chegamos no aeroporto pegamos um táxi (60 soles até Barranco) e a princípio o taxista parecia gente boa. Aí passei o endereço que estava no Airbnb, o cara não sabia muito bem como chegar. Daí disso que tinha visto no mapa que o local era perto do Metro Plaza de Flores (era uma estação que eu achava que era de metrô) ele fez que agora sim sabia onde era e quando estávamos no bairro ele fala: Aqui esta o Metro, onde é a rua?

Pois bem, metro era também o nome de uma rede supermercado!! hahaha Daí paramos perto de um posto da polícia e perguntamos onde era o tal endereço e o policial estava resolvendo outra coisa e disse que já voltava pra nos ajudar. Aí o taxista ficou impaciente e foi embora. Depois de muito rodar, nem lembro como, mas conseguimos achar a rua. Só não achávamos o número, aí o taxista parou num prédio que tinha um número próximo ao que queríamos e falou: Já trouxe vocês aqui na rua, agora vocês estão por conta.

E largou a gente na rua!!! A sorte é que o tal prédio em que paramos era 241 (o do prédio que íamos era 239). Daí entrei pra perguntar se ele sabia onde era o nosso e era o próprio prédio…rs

Mas também foi mais esse taxista que deu problema. Como não tínhamos rede de celular, nem dava pra entrar e ver o mapa. Daí, no dia seguinte eu já catei um aplicativo de mapas que funcionasse offline. E tô usando até hoje super bem. Ele baixa o mapa da região pro seu celular e daí você consegue usar mesmo quando não tiver internet. Super prático para lugares como Lima em que os taxistas não sabem os lugares e não têm GPS.

Em compensação usamos o metro super de boas. No fim, o metro não é um metrô é um sistema de ônibus que funciona como metrô. Ele tem as estações específicas e um corredor só pra ele, dessa forma ele não pega trânsito. Você precisa ter o cartão (que custa 4 soles) e carregá-lo com valores pra passagem.

Na primeira vez que usamos não tínhamos o cartão e os guichês estavam fechados, mas existem máquinas de auto atendimento para carregar o cartão. Daí o guarda da estação disse para tentarmos falar com alguém da fila para poder usar o cartão. E foi o que fizemos, um rapaz super simpático nos “emprestou” o cartão dele. Depois nós conseguimos comprar em outra estação. A passagem em si custa 1,25 soles.

Metro Plaza de Flores
Metro Plaza de Flores, bem do outro lado da rua de casa. <3

Outros detalhes e dicas de Lima

Ficamos um bom tempo em Lima então deu pra passear bem e conhecer muita coisa legal. Pra resumir (porque o post já está gigante e só os fortes devem ter chegado até aqui) eis algumas dicas bacanas sobre a cidade:

Saque de dinheiro

Banco de la Nación em Lima
Banco de la Nación em Lima

Se você precisar sacar dinheiro a melhor opção é o Banco de La Nación. Por que? Porque você não vai pagar taxas para o saque. Todos os outros bancos cobram taxa para o saque internacional. Daí se você somar as taxas do seu banco e a conversão da moeda…viiiixe.

Pra você ter ideia, o BCP cobra 13,50 para cada saque. Não parece nada, mas quando você coloca na conta final dá uma baita diferença.

O mal é que ele tem o limite de 1 saque por dia no valor máximo de 400 soles. Então se for sacar, já saca tudo de uma vez que só vai dar pra sacar de novo no dia seguinte. E isso não tem a ver com o seu banco, é regra do Banco de Lá Nación.

Plaza Central de Barranco

Plaza Central de Barranco
O “centrinho” de Barranco

Um pouco após o bar em que tomamos chilcano está a praça do centrinho de Barranco. Nessa rua do bar e na praça (bem como nos arredores) existem diversos bares e restaurantes bacanas pra conhecer. Próximo a essa praça existe o Museu do Bonde. Aos sábados rola feira comida e artesanatos por lá.

Puente de los Suspiros

Puente de Los Suspiros
Puente de Los Suspiros em Barranco

O centro histórico de Barranco é muito bacana e é tido como o coração do bairro. Lá você vai encontrar a Puente de los Suspiros. Essa ponte foi construída em 1876 e foi feita por uma necessidade de ligar duas ruas do bairro. Diz a lenda que quem atravessar a ponte pela primeira, deve fazer um pedido enquanto atravessa segurando a respiração e assim terá seu desejo atendido.

Abaixo da ponte dá pra ir andando até chegar ao Mirador, de onde se vê o Pacífico.  No caminho existem vários hostels, bares e restaurantes. Todos lugares tinham cara de serem caros e não muito bons, além de muito deles estarem fechados, então só passeamos mesmo por lá, não chegamos a parar em nenhum restaurante.

De qualquer forma, é um lugar muito charmoso pra passear.

Parque do Amor

Parque del Amor
Parque del Amor em Miraflores

Certa tarde saímos pra passear, percorremos todo o Malecón e depois de passar um viaduto chegamos até o Parque del Amor, que fica em Miraflores. É um parque com uma enorme escultura de dois amantes se beijando e diversos bancos baixos de concretos formando um caminho. Esses bancos são nitidamente inspirados em Gaudí e tem aqueles milhares de pequenos ladrilhos formando mosaicos, frases e tudo mais.

Larcomar

Larcomar
Larcomar na beira do Malecón

O Larcomar é um shopping em Miraflores que fica no Malecón, a orla deles por lá. As lojas são todas caras, mas existe uma praça de alimentação que pode te salvar uma hora ou outra e tem um cinema que inclusive fui e posso dizer que é bem de boas. Nós assistimos ao novo filme do Jason Bourne lá. Que por sinal, eu curti. rs

A passagem por Lima foi muito bacana. Se não fosse o tantão de frio que estava fazendo, talvez tivesse sido um pouco mais bacana…hahaha Mesmo assim, é uma cidade que me agradou muito e que merece ser visitada. =)

Eu poderia ficar aqui até amanhã falando de várias pequenas coisas legais da cidade, mas já vi que o contador acusou mais de 4000 palavras nesse post e quem é que vai ler tudo isso?!? hahaha

Ah, tem uma coisa que esqueci de comentar…não comi nenhum ceviche marcante em Lima, todos que comi estavam ótimos…rs  Certo dia resolvi preparar um. Daí descobri que a grande diferença dos peruanos pro que fazemos no Brasil é o ingrediente principal: o limão. O limão deles é super pequeno e bem forte, então o leche de tigre fica mais forte…sensacional! Qualquer lugar que você parar pra comer ceviche vai ser bom. 😉

Se quiser mais dicas de Lima, ou ficou com alguma curiosidade, não esqueça de deixar seu comentário aqui embaixo. 😉

Próxima parada: Cusco. Machu Picchu, lá vou eu! \o/

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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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    • Yriz Soares

      Ok ok Peru ficou grande (rs), pero Peru ficou divo, alcoólico AND histórico! kkkkk PS: Incas tinham um senso de erotismo peculiar hein…

      • Menina! hahahha Ficou graaande e é só o começo!
        E sim, eles tinham um senso muito peculiar…

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