Iquitos e suas tuk-tuks
Peru Cidade histórica

Iquitos e suas tuk-tuks

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Iquitos, Tuk-Tuks e Fitzcarraldo

Iquitos pode ser considerada a nossa primeira cidade fora do Brasil. Chegamos de barco (a aventura completa pode ser vista aqui) e ficamos por lá quase uma semana.

Se precisasse definir a cidade em uma palavra, essa palavra seria: peculiar. Ficamos uma semana por lá e vi algumas coisas bem interessantes.

Fitzgerald, ou Fitzcarraldo para os nativos

Iquitos e o Fitzcarraldo
Imagem do filme “Fitzcarraldo”

Antes de qualquer coisa, há uma história sobre Iquitos. Um filme da década de 80 dirigido pelo Werner Herzog e protagonizado por Klaus Kinski , pai da Nastassja Kinski, conta a história real de um homem, Brian Sweeney Fitzgerald, que sonha em montar uma casa de ópera na remota cidade de Iquitos, Região do Alto Rio Amazonas. Ao mesmo tempo ele é um cara que gostava de se arriscar, e consegue dinheiro com sua amante para comprar um barco e encontrar uma nova rota de transporte para borracha. Parece que ele empreendia bastante, mas nada dava muito certo e o chamavam de “Conquistador do Inútil”.

O barco leva o seu nome, e a jornada é interrompida em um trecho onde o barco não pode seguir por rio. Então ele decide transpor o trecho por terra, subindo o barco por um morro com “ajuda” dos nativos. Se não bastasse a tarefa ter sido difícil na vida real, eles praticamente a reproduziram no filme.

O que acontece é que muito foi gravado em Iquitos e até hoje o hotel onde Klaus de hospedou permanece por lá. Devia ser lindo na época, bem em frente ao rio…hoje em dia está um bocado detonado. Na esquina em frente a esse hotel existe um restaurante que se chama….Fitzcarraldo! Boa comida e ótimo atendimento.

Iquitos e um dos primeiros filmes que vi na vida #levantarancora #mochilando #amazonia #peru #germancinema

Uma foto publicada por Eduardo Furtado (@levantar_ancora) em

Confesso que ainda não assisti ao filme e Edu é quem pira nele, lembro que ele tinha me contado a história de que o pai o levou ao cinema para assistir, em inglês sem legendas porque seria bom para ele treinar o idioma. Depois disso, estávamos no Mandíbula (um bar-xodó em São Paulo) e estava rolando numa livraria ao lado uma projeção do filme com uma turma assistindo para discutir depois.

Vi esses trechos do filme apenas, mas ainda vou assistir todo. Fica aí a dica pra quem ficou curioso, dá pra assistir online aqui.

Tuk-Tuks: amo muito tudo isso

Bem, eu já tinha gamado nas tuk-tuks em Leticia. Uma coisa fofa, barulhenta, mas charmosa. Não se pode dizer o mesmo das Tuk-Tuks de Iquitos.

Barulhentas? Sim. Charmosas? É….

A cidade é infestada de Tuk-Tuks. Quando saímos do barco, uma tuk-tuk nos levou até o hotel. Tem mais tuk-tuk do que carro e ônibus. Ela andam umas coladas na outras, cortam, cruzam…parece um caos, mas eles se entendem.

Elas não são lá muito bonitas. Enquanto as de Leticia tinham portinhas e uma carroceria bonitinha, as de Iquitos são todas abertas, meio sem acabamento, sabe? E com a chuva, a gente se molha pacas dentro de uma delas.

Iquitos e as tuk-tuks
As tuk-tuks de Iquitos

Comidas, hospedagem e a “orla” de Iquitos

Comi muito-bem-obrigada em Iquitos.

Foi lá que conheci o famoso doce “Tres leches”. É uma torta beeeeeem molhadinha (ai,ai,ai,ui,ui) feita com leite condensado, leite fresco e leite integral. O negócio é perigoso, minha gente. Você come uma vez e fica com aquela sensação de que uma fatia só não é suficiente. hahaha

Apesar da aparência, ele é bem leve. E a cobertura varia um bocado de lugar pra lugar. Tem quem cubra só com creme (chantily), tem que coloque morangos e por aí vai. Tô querendo muito fazer pra ensinar pra vocês, mais ainda não passei por um Airbnb que tivesse forno e forma pra assar ao mesmo tempo…rs Ou tem um, ou tem outro.

Mas fica com essa foto pra você ter uma ideia dessa iguaria:

Tres leches
Tres leches: pornografia visual e gustativa. rs

Além disso, no tal restaurante Fitzcarraldo, comi um peixe acompanhado de patacón (uns chips de banana que eu mal sabia que seria meu novo vício na viagem) e um molho bem gostoso. Além disso, comi mais tacacho y otras cositas más. Tudo muito bom. A grande verdade é que comer no Peru é sensacional (ficou meio suspeita essa frase, mas tudo bem…rs).

Nós nos hospedamos num hotel muito tranquilo e bacana, numa das ruas principais. Esse rua dava direto no Malecón Tarapaca, que é uma espécie de orla/calçadão.

Nesse malecéon é onde ficam os restaurantes e bares da noitada da cidade. Mas basicamente o que se vê é um monte de turistas mais “alternativos” (o bom e velho “bicho-grilo”) que ficam perambulando pra lá e pra cá. A questão é que em Iquitos existe um dos mais conhecidos centros da Ayahuasca.

Ayuascha é uma palavra que vem do quechua (um antigo idioma indígena) e que dá nome a bebida que é consumida em uma espécie de ritual. Comparando bem genericamente, é como um santo daime. Daí as pessoas vão para esses centros fazerem o ritual, tomarem a bebida e terem suas experiências.

Acho que muitos que estavam andando pela cidade ainda estavam imersos nas suas experiências. O mal disso é que é um tipo de turismo que não ajuda muito a cidade, porque no fim das contas eles não têm muito dinheiro pra gastar.

malecón tarapaca
O Malecón Tarapaca.

Existem muitas agências de viagem (roots) que oferecem passeios pela selva. São passeios mais de aventura e pra quem gosta, parece ser muito interessante. Mas, não somos os mais aventureiros no mundo e tínhamos acabado de chegar de uma viagem grande e cansativo de barco…então…rs

Uma coisa que me chamou bastante atenção, foram os ônibus. Eles parecem um bonde com rodas. E são todos muito coloridos e cada um de um jeito. As pessoas inclusive pegam e descem dele andando. E os bancos parecem bem desconfortáveis. Não chegamos a andar em nenhum, porque fizemos tudo a pé. Mas fiquei curiosa.

O busão de Iquitos.
O busão de Iquitos.

Iquitos foi melhor do que eu imaginava. Pensei que seria uma cidade bem mais rústica do que era. Foi uma boa porta de entrada no Peru. E ficamos por lá o tempo ideal, cerca de 5 dias. Acho que pra quem vai fazer os tais passeios no meio do mato, dá pra se organizar nesses 5 dias de boas. =)

Agora é começar a explorar o país.

Próxima parada: Lima!

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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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