Depois de quase 6 anos, voltei a Recife.
Brasil Cidade histórica

Depois de quase 6 anos, voltei a Recife.

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Recife me disse que seria um lugar bacana.

E foi. =) Eu já tinha visitado Recife há alguns anos. Trabalhava em uma gravadora e fazia promoções, então precisava acompanhar os ganhadores em shows. Nessas rolou a gravação do DVD do Sorriso Maroto (hihihi) e lá fui eu. O show foi gravado no Marco Zero e na época (isso lá em 2010) eu fui e fiquei pouco tempo, então não conheci quase nada além do Marco Zero, do hotel e um bar.

Mas já naquela época tinha curtido a cidade e estava curiosa em voltar pra conhecer melhor. Além disso, estávamos passando só por praia e depois de um tempo, dá vontade de sair um pouco do clima mais roots e passear por um lugar mais urbano. Então, saímos de São Miguel dos Milagres e lá fomos nós.

Chegar em Recife foi muito tranquilo, por fim como não tem ônibus em São Miguel dos Milagres (Não sabia? Dá uma olhada aqui no post…rs) ficou mais fácil e rápido ir de taxi até Recife, e na verdade saiu pelo mesmo preço de ir de taxi até Maceió e de lá de busão pra Recife.

A galera de Recife marca presença em São Paulo (oi, Bruna) e por conta disso há algum tempo fui apresentada ao Bolo de Rolo: uma sequência de massa fina de bolo com recheio de geleia de goiaba. Eu não sou muito de doce, mas bolo de rolo está em outro nível…por isso, a primeira coisa que fiz quando cheguei em Recife (depois de largar a mochila no apartamento) foi comprar um bolo de rolo inteirinho pra semana (que durou dois dias):

Sempre gostamos de passear a pé pra conhecer melhor a cidade. Ficamos hospedados na Boa Viagem e de lá pegamos um ônibus pro Centro pra conhecer as redondezas e dar uma chegada no Marco Zero e no Porto Digital. O legal de Recife é que tem igreja em todo canto, conseguimos ver a maioria (algumas poucas estavam fechadas). O que é diferente em Recife é que cada igreja tem um guia da prefeitura, é um trabalho deles para fomentar esse lado histórico e cultural na cidade. Achei bem bacana a iniciativa.

Uma das igrejas que mais curti e perdi tempo (o guia era super simpático), foi a Basílica da Penha. Além de chamar atenção pelo tamanho, ela tem alguns outros detalhes interessantes. A única peça de ouro é a imagem da Nossa Senhora da Penha que está no topo da cúpula da igreja e mede 2,5m. Dá pra ver de longe, consegui ver quando estava na ilha onde fica o porto digital! o.O

Além disso as pilastras internas são todas de mármore de carrara, mas se você notar bem elas são cortadas em pedaços, isso porque quando as pilastras vieram inteiras da Europa o peso para carregá-las era absurdo e não tinha como ser feito…aí as peças voltaram pra Europa, foram cortadas e deu tudo certo. rs

Outra coisa que chamou atenção são as sutis referências à maçonaria dentro da igreja (já que os maçons fizeram parte da construção dela)…no altar tem um baixo relevo em mármore e no canto (não lembro agora se direito ou esquerdo) tem um compasso que é um dos símbolos deles. Além disso, se você olhar do altar para a porta, bem em frente ao pára-vento (aquela portona de madeira que tem logo depois das entradas das igrejas) existem duas pilastras…isso também é um símbolo de maçonaria. Em outros tipos de construção você vê  essas pilastras do lado de fora do prédio, mas lá eles tinha que ser mais discretos.

Ainda tem muitos outros detalhes bacanas sobre as pinturas, peças, chão original do altar etc…foi uma visita super legal. =)

Num outro dia resolvemos conhecer o Instituto Ricardo Brennand que todos recomendaram. É mais afastado da parte central da cidade, então pegamos um táxi. Mas foi rápido chegar. O bairro onde ele está é um pouco feio, então o contraste do bairro com o interior do instituto é bem inusitado. O lugar é bonito, grande e bem arborizado, mas você só vai visitar três espaços. A arquitetura é interessante e parece que estamos em outro lugar fora do Brasil (acho que pelo contraste com o bairro isso fica ainda mais evidente). Mas no geral não gostei muito do Instituto não, as coisas são muito misturadas e parece que faltou uma curadoria.

Tem uma parte do Brasil Holandês que é muito interessante, mas aí um pouco mais a frente tem umas peças orientais, junto com umas gravuras do Rio, réplicas de esculturas italianas…mais a frente tem um anão montado num pônei…#birnks…enfim, um fusuê só. Nessas de ter tanta coisa pra ver e tão tumultuada, não dá pra apreciar nada muito bem. Num dos espaços, o castelo, tem a coleção de armas…e também é uma mistureba só…rs Até que tem coisas legais e descobri um artista que me chamou bastante atenção: Jean-Marc Laroche. Com umas peças mecânicas como relógio, mas com um artesania no metal super detalhada. Bem loko, ó: Danse Macabre.

Não achei a entrada muito compatível com o espaço (R$25) e também tem uma janela de visitação muito pequena (de 13h às 17h). Enfim, pra mim o Instituto é o grande “quartinho” do Brennand onde ele largou as coisas que ainda não sabe onde deixar em casa…rs

Outro lugar que visitamos foi Olinda. =)
Estava um dia chuvoso, mas demos sorte de chegar lá e a chuva ter parado. Um taxista tinha oferecido pra nos levar e passar o dia mostrando os pontos turísticos, por R$120. Fiquei meio assim…e dispensamos. A gente foi dar uma volta no Centro e almoçamos no Paço Alfândega, quando a chuva tinha dado uma trégua, perguntamos pra um taxista quanto sairia até Olinda e ele disse R$30…então, lá fomos nós. rs

Olinda é um lugar simpático, andamos a pé tranquilamente. Algumas igrejas estavam fechadas então não deu pra entrar em tudo. O interessante é ver a vista de Recife lá de cima, pois em termos arquitetônicos, pra mim já vai ficando tudo muito parecido. Conseguimos visitar o Convento de São Bento, onde surgiu a primeira faculdade de Direito do Brasil (isso lá em 1827) e estudou Ruy Barbosa.

Olinda é um lugar tranquilo e como estava de dia, estava bem vazio. Pelo que entendi o pessoal vai pra lá a noite que tem mais agito. Mas não ficamos pra descobrir…rs Saímos a noite num lugar chamado BarChef e conseguimos achar um Gin Tônica de respeito (#SaudadesMandíbula).

Recife foi um bom respiro entre tantas cidades praianas e menores. Foi um lugar onde tivemos um pouco a sensação de estar mais próximo de São Paulo. Gostaria de ter ficado mais, mas não teve como. Foi uma cidade em que me senti confortável e segura. Foi interessante também rever o Marco Zero…quando estive lá pela primeira vez tinha achado enoooorme, agora (por uma questão de novas referências) achei bem menor do que eu lembrava, mas ainda sim é um lugar muito gostoso.

Próxima parada: Natal!

P.s.: Assisti “Batman Vs. Superman” por lá e “Ave, César”. O primeiro eu curti, a Mulher Maravilha tá dahora, o segundo pra quem gosta dos tempos áureos de Hollywood é interessante, mas ainda não decidi se gostei ou não…rs

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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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