Brasil

Desculpe o transtorno, preciso falar do Brasil

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Desculpe o transtorno, preciso falar do Brasil

Bonequinho de luxo
Darling…você faz mesmo esse trocadilho?

É isso aí. Começando o texto com trocadilho-meme-Gregório-Duvivier pra mostrar que estou antenada com o que está acontecendo no Brasil (ou pelo menos nas redes sociais). rs

Saímos do Brasil já faz um tempinho e não queria fazer o primeiro “post gringo” sem fazer um geralzão das minhas percepções desse período. É interessante escrever depois desse tempo. Tenho uma memória boa (pelo menos eu acho), mas tem muita coisa que vai se confundindo e se misturando na mente.

Claro, sempre tem as coisas que marcam e ficam guardadas lá no fundo da mente. E é delas que vou falar aqui. =)

Acho que uma viagem, mesmo quando feita com alguém como é o meu caso, é uma experiência pessoal. As impressões que eu e Edu temos dos lugares nem sempre convergem. E tem coisas que marcam muito mais a ele do que a mim e vice-versa. Mas vamos deixar de enrolação e partir pro que interessa.

Comida diferente mesmo é em Belém

Hum...é mesmo?
Hum…é mesmo?

Belém é um lugar incrível. Acho que é o estado mais “original” em termos de culinária e cultura. Se é pra comer bem e de forma mais “típica”, eu diria que esse lugar é Belém. É Tacacá, Pato no tucupi, Filhote, Açaí com tapioca…tem muita coisa boa.

Sem contar os sorvetes de frutas típicas e sucos (saudades, Cairu). Belém é o lugar pra se fartar. Volto fácil só pra comer…hahaha

Se você gosta de descobrir sabores novos e quer comer bem, eu aconselho fortemente ir pra Belém. Além dos pratos típicos, tem muita fruta boa. Pitaya, por exemplo, que em São Paulo uma só chega a custar mais de vinte e cinco reais, você lá come no café da manhã, e na feira sai por cinco reais cada uma.

Praia, pra mim, não precisa de água salgada

Dory
Ah, se toda água do mundo fosse doce!

Sou carioca, mas não sou aquela pessoa ligada em praia. Quem me conhece e vê me bronze sabe bem. rs Mas, descobri que na verdade eu não era tão chegada naquele tipo de praia urbana. Na verdade o que não me cativa muito mesmo é a água salgada. Aquela sensação de pele pegajosa, cabelo duro do sal…blerg.  Eu até gostava da Pequena Sereia, mas pra manter aquele cabelo e a pela boa, em água salgada não rola. Nesse quesito sou muito diva….hahahaha

Diva na água
Eu em água doce….

Por isso sempre gostei mais de cachoeira do que de praia. Mas das praias que passamos as que mais gostei de tomar banho foram as de rio: Alter do Chão, Pindobal… Pra mim se toda praia tivesse água doce e não salgada, eu tava feita. rs

Sem contar que na praia de rio não tem onda, então é bom pra nadar tranquilo (praia de rio, não rio propriamente dito). Quem gosta de surfar não deve curtir muito, mas quem gosta de fazer stand-up padle, é o que há.

As estradas do Brasil são boas

200w-6
Pegamos estrada em praticamente todos as regiões do país. O praticamente é porque não andamos por todos os estados, mas andamos por todas as regiões.

No geral as estrada do Brasil são bem boas. Dos mais de 4.000 km que percorremos, lembro só de duas estradas realmente ruins. Uma foi de Brasília pra Januária em que pegamos 4 horas de estrada de terra, ou seja, o ônibus sacolejava mais que maria mole naquela estrada sem asfalto nenhum.

Outra foi quando estávamos indo pra Arraial D’Ajuda. Pegamos um trecho que tinha mais buraco que queijo suíço e o ônibus ia devagar, desviando dos buracos…rs

Fora isso, as estradas são bem conservadas, com boa sinalização e na maioria das vezes não passam por dentro da área urbana. O que acho positivo pra não atrapalhar o trânsito do dia a dia e pra  tornar os trajetos mais rápidos. Pra você ter uma ideia: um trajeto (em distância) que no Brasil conseguimos fazer em quatro horas, no Peru é feito em mais de dez.

A orla mais bonita é mesmo de Aracaju

Vem que tem!
Vem que tem!

Quando chegamos em Aracaju vi por vários lugares um slogan dizendo: A orla mais bonita do Brasil, e depois de rodar por algumas das mais famosas eu concordo com o marekting da prefeitura de lá. É a orla mais bonita mesmo.

E não é só pela beleza da praia, a orla foi construída pra ser a mais bonita mesmo. É uma orla ampla, o calçadão é muito espaçoso e tem muitas opções de diversão: pistas de skate (enormes), quadras de tênis, áreas de ginástica e muitos playgrounds para crianças.

E as pessoas frequentam a orla. Em todos os dias que ficamos por lá vi pessoas caminhando, andando de bicicleta, patins, skate…outros tomando sorvete e jogando papo pro ar nos milhares de bancos que existem, um monte de crianças nos brinquedos…é um clima muito agradável.

Todas as manhãs que eu saia pra correr (e usar os aparelhos públicos de ginástica) eu vi funcionários da prefeitura limpando a orla. Achei muito bacana esse cuidado com o espaço, claro que isso é também para atrair os turistas, mas o legal é que vi muita gente de lá aproveitando o espaço, não só o pessoal de fora.

O Brasil ainda é (bem) machista

Machismo
Machismo aqui bate e volta.

Ih…lá vem polêmica. Bem, acompanhei de longe a matéria que saiu sobre a Marcela Temer e a questão de “Bela, Recatada e do Lar”. Entendi todo o fuzuê e repercussão que a matéria teve, mas tomei consciência que lá de São Paulo e Rio de Janeiro não vemos nem metade de como as mulheres são tratadas (e como elas se enxergam) no Brasil.

Longe dos centros mais “desenvolvidos”, a questão do machismo é mais básico que a desigualdade de salário.

Chegando no Nordeste todos os garçons, taxistas etc…não dirigiam a palavra a mim, só falavam com o Edu. Era como se eu não estivesse lá.

A “bela, recatada e do lar” ainda é uma imagem da mulher vista longe das capitais. Ouvi algumas cantoras que fazem sucesso em parte do Nordeste com letras bem “todo poder às mulheres” (inclusive estou ouvindo Márcia Felipe nesse momento…rs).

Em contrapartida, escutei (milhares de vezes) uma música da Marília Mendonça. Ela tem várias músicas que são sucesso por lá. Uma delas chama “Infiel” e ela mete o pau no cara por ter traído ela. Em outra, chamada “Sentimento Louco”, ela se declara falando que apesar do cara ser casado e só aparecer pra dar umazinha e ir embora no meio da madrugada, ela o ama e não quer perdê-lo.

Uma dessas era um hit nos barcos da viagem (e tem mais de 82 MILHÕES de visualizações no Youtube).

Quer adivinhar qual? Tcharam:

Acho que aos poucos as coisas estão mudando, vamos ver quando essa mudança vai chegar nas regiões mais afastadas das principais capitais.

Brasil deu PT?

Por pouco.
Oooops…

Estávamos viajando desde Dezembro de 2015, com isso, acompanhamos o processo da votação do Impeachment na estrada já. Mais precisamente, em Natal.

O que eu quis dizer com essa título aí em cima é que quando nos afastamos das capitais e passamos para cidades mais do interior, a questão política não parece fazer muita importância.

Perguntamos o que as pessoas estavam achando do Impeachment, da Dilma…na maioria dos casos, davam de ombros, respondiam com um “tanto faz”.

Em Canudos, por exemplo, o que faz mais diferença é o governo da prefeitura, não o federal. O que imagino, pelo que observei, é que os brasileiros das cidades mais distantes, mais pro interior que pra capital, já estão acostumados a se virar independente do governo que está no poder.

PT
Petralhas Vs. Cozinhas?

Se você soltar um “coxinha” por esses lugares vão mesmo é te perguntar se você quer com ou sem catupiry.

Acho que por serem lugares que não estão tão expostos ou dependentes do dólar, realmente tanto faz. Mas não entendo muito de política, então isso é mais uma impressão mesmo.

Brasília é o lugar mais diferente dentro do país

Eita! É, é?
Eita! É, é?

É incrível como Brasília me surpreendeu. A parte do plano piloto é um lugar muito, muito diferente. Não tem com o que comparar. São prédios antigos, mas ao mesmo tempo eles parecem super atuais.

O jeito em que a cidade é organizada em áreas (comercial, hospitalar etc) é bem louco. As passagens subterrâneas pra atravessar as grandes vias são práticas e cheias de grafites, o que eu acho que dá um certo charme. Eu sempre tive vontade de conhecer Brasília e perdi várias oportunidades antes.

Acho que todos deveriam, se pudessem, conhecer a capital do seu país. E no caso da nossa capital ser tão diferentona, torna-se imperdível uma visita por lá. =)


Acho que no geral é isso. O Brasil é um país incrível e dá pra passar um tempão descobrindo coisas, conhecendo novos lugares, novos hábitos, novas músicas…tem muito lugar legal para conhecer além dos já batidos e mais turísticos. Estamos há três meses fora do país e escrevendo hoje, relembrando as passagens, revendo as fotos…só tenho boas lembranças.

Foram seis meses conhecendo um pouco do país e se deixasse eu ficaria mais seis, mas sei que ainda tem bastante tempo para eu explorar o Brasil no futuro. =)

E agora, que comece parte off-Brasil. Próxima parada: Iquitos!

Iquitos
Uhu! Tuk-Tuks: lá vou eu!

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Praia

Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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