Playa del Carmen, Chichén Itzá e Tulum
México Cidade histórica

Playa del Carmen, Chichén Itzá e Tulum

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Playa del Carmen, Chichén Itzá e Tulum: o trio mágico da Riviera Maia

Depois de passar por Tikal, e ter ficado impressionada com as construções, chegou a vez de conhecer outros sítios maias que são tão, ou até mais estonteantes do que vi até agora.

Playa del Carmen é uma cidade que é bem conhecida, por conta de Chichén-Itzá, e próxima de Cancún. A cidade fica no estado de Quintana Roo, bem na costa leste do país. Essa região é conhecida como a Riviera Maia.

Lá, na época pré-colombiana, era o ponto de partida dos maias para o santuário de Ixchel, na Ilha Cozumel. É uma cidade que em 30 anos pulou de 1000 para 100.000 habitantes.

Esse crescimento aconteceu porque as pessoas começaram a migrar de outras parte do país para lá pela grande oferta de emprego devido ao turismo.

Logo, você já deve imaginar que é uma cidade de praia e muito, muito, muito, muito turística.

Nós chegamos por lá de ônibus e nos hospedamos em um Airbnb bem simpático, só que mais afastado da parte central da cidade, a famosa Quinta Avenida.

Quem quiser visitar a cidade sem ser de busão, tem aeroporto em Cancún. De lá pra Playa del Carmen é de 1h20 de ônibus.

No México existe a viação ADO e os ônibus são excelentes. Eles atendem toda a parte sul do país. Uma passagem entre as duas cidades custa 64 pesos mexicanos. Isso é pouco mais de R$10.

Dependendo do horário e modelo do ônibus a passagem varia de 40 até 106 pesos. Bem barato de qualquer forma.

Bem, vamos ao que interessa. Afinal, como é Playa del Carmen?

O que fazer em Playa del Carmen

Já digo de cara, gostei de Playa del Carmen, mas ao mesmo tempo não é um lugar pra mim.

O Edu já tinha visitado a cidade há uns 6 anos atrás e ele disse que a cidade mudou muito. O que acontece é que a praia é “privatizada”.

Pra chegar até a praia existem umas três entradas, isso porque os hotéis dominaram tudo. Você não vai conseguir simplesmente chegar lá e estender a sua canga e ficar de boas.

E isso pra mim é bem desanimador. Segundo o Edu, antes era tudo mais tranquilo. A praia não tinha tanta interferência dos hotéis, mas acontece. Por um lado é bacana porque mostra que a cidade está crescendo, mas por outro é meio chato, já que não dá pra curtir a praia tranquilamente.

Mas essa sou eu, viu? Prefiro as praias mais pacatas em que posso chegar, me jogar na areia de boas e ficar lá morgando. Playa del Carmen é mais uma praia para “ver e ser visto”.

Bem, nós ficamos em um Airbnb mais afastado, mas que dava pra ir a pé até a parte do “fervo”. A rua principal do centro é lotada de turistas. De certa maneira me fez lembrar até um pouco Miami.

Existem muitos restaurantes, bares e sorveterias. Além de um shopping enorme com muitas lojas de marca.

Mas, em termos de comida, a melhor coisa que fizemos foi comer perto de casa. Lá experimentei pela primeira vez o “Taco Al Pastor”. Minhanossinhora! Experimentei, repeti, comi várias vezes! rs

Taco al pastor: você precisa experimentar

O taco al pastor é uma comida rápida tipicamente mexicana. Se você já passou por São Paulo, deve ter visto o famosos “churrasquinho grego”, que é uma carne que fica no espeto rodando e você come no pão francês.

Pois então, o taco al pastor, a princípio, pode parecer um churrasquinho grego, mas não é. Ele também fica num espeto na vertical rodando. A carne é de porco, mas a chama é bem atrás do espeto, o que faz a carne tostar bem mais.

Em cima de toda esse espeto tem um abacaxi, com o calor o abacaxi derrete um pouco por cima da carne…e para complementar, eles passam uma salsa (um molho) por toda a carne…e isso é que dá o tom “al pastor” do taco.

O taco é servido em uma tortilla de milho e por cima vai cebola e cilantro (coentro) picados.

Esqueça aquele taco duro que vendem nos mercados e restaurantes brasileiros, aquilo não é comida mexicana, é “Tex Mex”, ou seja, a versão do que os americanos acham que é comida mexicana…rs

Pra finalizar, quem quiser pode colocar umas gotas de limão e a salva (pimenta) verde. Perfeito! E não é uma comida pesada. É, com o Edu gosta de dizer e eu concordo, o melhor fast food do mundo! rs

Fiquei viciada neles. Além disso, são muito baratos. Cada vez que íamos comer, eu pedia logo uma orden, que são 5 tacos.

Aqui o registro do primeiro tacos al pastor dessa viagem:

Nooooossa, bateu uma saudade disso agora. <3

Bem, nem só de taco vive o Homem! Vamos ao que tem de mais bacana em Playa del Carmen: as ruínas maias.

Tulum: a casa de praia dos Maias

Tulum fica bem perto de Playa del Carmen, de ônibus, pela ADO, dá 1h mais ou menos. E foi isso que fiz, fui por conta própria.

O Edu estava ferrado de trabalho e acabei indo sozinha. O terminal de ônibus é bem no final da Quinta Avenida. Fui a pé até lá e comprei o ônibus na hora. Eles saem quase que de 30 em 30 minutos e a passagem custou 46 pesos, o que não dá nem R$8.

O ônibus para numa rua bem próxima a entrada do parque arqueológico. Desci do ônibus e andei aproximadamente 1km até lá. É bem tranquilo.

A entrada para o parque custa 59 pesos. Antes de chegar a entrada do parque tem uma praça enorme com muitas lojas. Vale comprar água por lá, pois Tulum é totalmente descampado e faz muito sol.

O que diferencia Tulum é a localização. Os maias construíram a cidade bem na encosta da praia. E a boa notícia é que dá pra tomar banho lá! =)

Além disso, há alguns pontos diferentes de arquitetura. Foi a primeira vez que notei pilastras nas construções. Li por lá que isso foi influência de Chichén Itzá, cidade com a qual eles mantinham relações econômicas e políticas.

Não é possível entrar em nenhum dos prédios de Tulum, acredito que pela localização os edifícios sofreram mais com o clima e por isso pode ser perigoso entrar. Mas isso não tira nem um pouco a graça da visita.

O sítio não é muito grande. Ele é todo murado, exceto no lado onde é a encosta. Quem quiser, pode fazer um passeio de barco para ver a cidade a partir do mar. Eu não fiz, pois achei caro.

Andei com tranquilidade, parei, li, descansei e fiz tudo em umas 2h30. Terminada a visita, voltei pro ponto de onde saía o ônibus, o mesmo lugar onde desci, e acabei voltando de van, que é um pouco mais barata.

Achei Tulum incrível pela localização. Os edifícios em si não são os mais bonitos do mundo maia. Mas é definitivamente um lugar que merece ser visitado. E dá pra fazer tranquilamente em um dia.

As praias são lindas e de água cristalina do Mar do Caribe. Essa que dá pra chegar descendo pelo lado direito do castelo (uma das principais construções de Tulum) é bem curta, então fica meio cheia.

Lá na frente existe outra. Então se você quer curtir as praias, ou os cenotes da região, talvez vale se hospedar em Tulum. 😉

Chichén Itzá e a incrível pirâmide

Ir para Chichén Itzá não foi fácil. Foram três tentativas até conseguir visitar o parque, mas tudo isso foi por burrada minha. hahahaha

Como o Edu já tinha visitado e estava enrolado de trabalho, fui sozinha pra lá. Dessa vez não fiz por conta própria. É possível fazer, pois existe ônibus da ADO que segue pra lá.

No entanto, ele só tem um horário de ia e um horário de volta. Esse ônibus sai às 08h e volta às 16h30. Custa 226 pesos na ida e 238 pesos a volta. Demora 3h35 para chegar até Chichén Itzá.

Eu achei melhor optar por um pacote para poder conhecer algum cenote. Pesquisei entre alguns passeios que tinham pela Quinta Avenida e acabei fechando com um que era perto de casa.

No passeio estava incluso um cenote, almoço, visita ao Museu da Tequila e Chichén Itzá com guia.

Bem, saía muito cedo a van, umas 7h00. A grande questão que gerou toda a confusão é que meu celular ficou mudando a hora pela rede, mas não estava puxando os dados certos de localização.

Lá vou eu toda serelepe, chego no ponto de onde a van sai e….descubro que na verdade não eram 07h, já eram 08h!!!

Daí fui até o lugar onde comprei o passeio e o rapaz trocou pra eu ir no dia seguinte. Dia seguinte…a mesma confusão! Acredite se puder.

E então, era o penúltimo dia em Playa del Carmen e se não conseguisse chegar naquele dia, esquece. Por garantia, desativei a função de fuso horário, desci e perguntei pra um homem na rua que horas eram e me ajustei certinho.

Dessa vez consegui chegar lá na hora certa! hahahaha

E assim começou o passeio. Custou 1600 pesos, cerca de R$ 260. A van chegou até um ponto onde o ônibus de viagem iria levar o pessoal.

O caminho até Chichén Itzá

A primeira parada era num lugar meio “hotel fazenda”. Lá era o cenote. O lugar foi construído para aproveitar o cenote. Eu já sabia estava com o biquíni por baixo da roupa e pensei se ia ou não ia entrar no cenote.

Cheguei lá e fiquei embasbacada! É realmente um lugar incrível. Ficaríamos por lá umas 2h, que é o tempo que teríamos para nadar no cenote, almoçar (um buffet coma o quanto puder) e seguir caminho.

Tirei minhas fotos, fiquei pensando uns 2 minutos de entrava ou não no cenote. A profundidade era de 40 metros!!! Só se vive uma vez. Guardei a mochila e a roupa em uns armários que tem lá (custa 2 pesos para usar) e entrei.

Dei uma braçadas, água gelada. Daí fiquei com receio de nadar mais pro meio…então saí do cenote e aluguei um colete salva vidas. E voltei pra água…e fiquei lá mais de 1h. rs

Uma senhora de NY super simpática achou uma pena eu não ter fotos minhas no cenote, então ela tirou com o próprio celular e me enviou depois. =)

Foi realmente uma ótima experiência. O cenote é diferente de tudo que já tinha visto. E eu já gosto de uma água gelada….hehehehe

Depois de me esbaldar no cenote, saí, tomei banho nos chuveiros que tinham por lá e fui almoçar. O buffet era bem ok. Comi um pratão de ceviche e fui pro ônibus.

Ao chegar por lá uns caras tiram uma foto sua e depois, quanto estávamos já de volta no ônibus um descendente de índio faz toda uma brincadeira pra no fim tentar vender as garrafas com a bebida maia deles, que parece um licor bem doce.

Na garrafa vem a sua foto. Custa 20 dólares. Não comprei, mas tirei foto:

Também na entrada desse lugar do cenote há um pessoal que faz semi jóias em prata. Eles dizem que é o seu nome, ou inicial, em hieróglifos maias. Eu fiquei meio desconfiada, o guia dá o papel no ônibus pra você preencher e pedir pra fazerem, se quiser.

Depois pesquisei na internet e o que eu suspeitava estava certo: os hieróglifos não são como o nosso sistema alfabético, eles funcionam por significados. Logo, isso de que existe um hieróglifo para cada letra é balela.

O negócio é uma baita armadilha de turistas e não é barata! Lá nesse lugar também está o tal “Museu da Tequila” que nada mais é que uma lojinha que vende tequilas caseiras.

Pra mim, o que valeu mesmo foi o cenote. Essa região é cheia de cenotes e existem muitos passeios por eles, vale dar uma olhada se você tiver tempo.

Depois disso tudo, seguimos para Chichén Itzá.

Nadando no cenote
Nadando no cenote

O parque arqueológico e a pirâmide inacreditável

Chegando lá, dividiram o grupo em dois. Um seguiu com o guia que falava espanhol o outro com um que falava inglês e segundo o cara era antigo professor universitário.

Segui com ele e me arrependi amargamente. Ele era muito confuso e repetitivo. Acabei abandonando o grupo, discretamente, depois dos primeiros minutos.

Bem, Chichén Itzá também não é um parque muito grande, mas lá há algo fenomenal: o Templo de Kukulcán.

Essa pirâmide é do século XII e o que faz ela ser tão sensacional são duas coisas. Da forma que ela for construída, com 9 patamares, ela cria um fenômeno acústico muito interessante.

Se você ficar em frente a ela e bater palmas, o som ressoa nos patamares e retorna parecendo o barulho de aves.

Além disso ela foi construída numa posição estratégica. Cada uma das faces da pirâmide está alinhada com um ponto cardeal. Existe toda uma relação numérica dos patamares com os calendários maias.

Por exemplo, existem 53 painéis esculpidos nas paredes da construção e esse número se refere aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo segundo os maias.

O tempo é em homenagem ao deus Kukulcán, a “Serpente Emplumada”, e em 1988 foi declarada Patrimônio da Humanidade, junto com todo o sítio, pela UNESCO.

Por ser um edifício feito para cultural a Serpente Emplumada, existem serpentes esculpidas nas escadas do templo.

Quando acontecem esses dois fenômenos, o primeiro em 20 de Março e o segundo em 22 de Setembro, a sombra faz com que a serpente desça pela pirâmide. Eu visitei alguns dias antes do equinócio de março.

Dizem que são os dias mais cheios por lá. Mesmo sem ver esse incrível fenômeno, a pirâmide por si só é abismal. É enorme e faz a gente pensar como foi construir, como era viver ali do lado…essas coisas.

Existem outras construções interessantes no parque que é o Jogo de Bola (Juego de Pelota) e o Templo dos Guerreiros.

A primeira é um campo enorme e bem diferente, em tamanho, dos outros jogo de bola que já tinha visto. A segunda é um enorme campo com pilastras.

Lembra que eu disse que Tulum foi muito influenciada por Chichén Itzá? Pois então, aqui a influência é evidente, pois são exatamente as mesmas pilastras.

Chichén Itzá é um dos parques mais visitados do México e desde 2007 é uma das Novas Maravilhas do Mundo. E realmente é inacreditável pensar como eles fizeram a pirâmide, contaram o tempo em calendário para entender os equinócios….enfim.

Por essas e outras que sempre fico de cara quando dizem que eram civilizações menos evoluídas, ou que os ETs é que construíram as coisas…rs Enfim.

Foi um passeio incrível, gostaria muito de voltar um dia e ver o equinócio. Quem sabe, né? =)

Próxima parada: Campeche.

Company Information

Chichén Itzá foi uma grande cidade pré-colombiana construída pela civilização maia no final do período clássico.O sítio arqueológico está localizado no município de Tinum, no estado de Yucatán, México.

http://www.chichenitza.com

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