Palenque, Yaxchilán e Bonampak: começando o México com o pé direito!
México Cidade histórica

Palenque, Yaxchilán e Bonampak: começando o México com o pé direito!

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Palenque, Yaxchilán e Bonampak: nossa primeira parada no México

Quando estávamos visitando o Lago Atitlán um guia ficou dizendo que se nós vimos Copán, não precisávamos ver nem Palenque, nem San Cristóbal de Las Casas. O cara era guatemalteco ferrenho…rs

A questão é que queríamos ver essas cidades, mas por questão de logística, só pudemos optar por um. E esta cidade foi Palenque. E fizemos a escolha certa! Por que? Isso você descobre aqui embaixo. 😉

Ah, agora começa a parte da viagem com os nomes mais bacanas de cidades, regiões, reis etc.

O que fazer em Palenque

Palenque é uma cidade pequenas. Achei um Airbnb que era uma casa de hóspedes no fundo da casa de uma senhora. Bem tranquilo, embora o Wi-Fi não funcionasse muito bem.

Nós estávamos relativamente perto do Centro e acabamos fazendo tudo a pé, como é de praxe. rs

A cidade em si não é bonita. Muito comércio de rua e poucas praças. Parece uma Madureira diminuta. Ou, pra quem é de São Paulo, um Brás infinitamente menor. O que digo é aquele clima de ruas com lojas e comércio, sabe?

Bem, há duas coisas pra fazer na cidade: conhecer as ruínas de Palenque e usar a cidade como base para fazer diversos passeio em outras ruínas e cenotes.

Pois bem, se você, assim como eu, nunca tinha visitado o México…deve estar se perguntando o que carguas d’água é um cenote. Certo? Então, cenote é uma formação natural.

Por uma característica do solo, a água das chuvas vai impregnando e abre um buraco na terra e lá embaixo a água está depositada. É um grande buraco com um poço de água no fundo. Alguns têm até 100 metros de profundidade.

Fiquei curiosa? Claro! Mas daí eu li que a Península de Yucatán é onde mais tem esse tipo de formação e como passaríamos por Tulum depois, nem dei bolta pros cenotes agora.

Então, a gente passou por duas agências de turismo e uma, do lado de fora, tinha uma foto de um lugar chamado Bonampak. E a foto mostrava uma pintura mural incrível! Então entramos pra ver.

Quando entramos a moça que estava atendendo nos mostrou um pouco mais sobre o passeio. E disse que era possível fazer em um dia Yaxchilán e Bonampak. O primeiro é um parque arqueológico que só é possível chegar por barco, o segundo é onde tinham as principais e mais bem conservadas pinturas maias.

Claro, me empolguei na hora. Ficamos um pouco na dúvida por causa do preço. Daí o rapaz baixou e saiu por 1500 pesos mexicanos para os dois, com almoço incluído. Parece muito dinheiro, mas em real esse valor é equivalente a R$260.

E lá fomos nós! \o/

Yaxchilán e o labirinto

O pessoal do tour foi nos buscar em casa, como o lugar onde estávamos era numa ruazinha meio escondida, combinamos em frente a uma funerária (sim, uma funerária) e eles passaram bem cedo por lá, perto das 06h.

Esse é o único mal desses tipos de passeio, tudo é muito cedo…rs

Bem, a van segue pela estrada por mais de 1h até que paramos num lugar para tomar café. Estava cheio de turistas de outros passeio. Uma fila de vans e ônibus estava enfeitando a entrada do lugar.

Era um café era bem honesto, com pão, frutas e café. Você mesmo se servia e sentava em alguma mesa.

O único inconveniente dessa parte era o frio. Tava um baita frio naquela hora da manhã e eu estava com roupa de verão: Um short jeans, uma camisa de meia manga…foi sofrido. rs

Saindo de lá, seguimos por mais uma hora e meia e paramos num lugar onde pegamos um pequeno barco que nos levaria até Yaxchilán. Esse trajeto de barco dura uma hora e é possível ver alguns jacarés na margem do rio.

Além disso, também é onde se pode ver guatemaltecos esperando um barco para atravessar ilegalmente para o México.

Chegando no parque, o resto do passeio é a pé. O parque não é muito grande e o mais interessante de tudo é que para entrar no parque, precisamos passar por uma contrução que é uma espécie de labirinto.

Entrada do labirinto em Yaxchilán
A entrada do labirinto em Yaxchilán

 

Dentro, dezenas de morcegos estão dormindo pelo teto, mas não precisa se preocupar que eles está lá quietinhos.

Este edifício era usado para diversos rituais. E eis um fato interessante em Yaxchilán, lá eram os nobres quem se sacrificavam. Bem como os ganhadores do jogo de pelota, e não os perdedores como em outros povoados, é quem sacrificavam suas vidas para os deuses.

Havia um ritual em que a princesa entrava no labirinto e precisava passar um cordão cheios de espinhos pela língua…UI!

Depois de passar pelo labirinto, o parque se abre em todo seu esplendor. Os edifícios são incríveis, mais pela forma como estão inseridos na mata, do que por grandiosidades. Mesmo assim, existem prédio enormes.

Há um templo dedicado ao um dos reis, o Jaguar IV, que é enorme. E a estrutura vazada no topo do edifício era feita para que o vento passasse e então produzisse sons. Muito bacana.

Há também algumas estelas muito bem conservadas. Foi um passeio que me encantou imensamente…e eu nem sabia o que estava por vir ainda.

Bonampak, a Capela Sistina dos Maias

Pinturas nas paredes de Bonampak
Pinturas nas paredes de Bonampak

Depois de visitar todo o parque de Yaxchilán, voltamos até o barco e lá se foi mais uma hora de volta ao ponto de saída. Voltamos e já era hora de almoçar.

O almoço tinha algumas opções e a bebida era paga por fora. Tava bem boa…e tudo era servido com uma porção de tortillas. Delícia!

Nesse momento tivemos oportunidade de conversar com as outras pessoas que estavam fazendo o passeio conosco. E eis que um dos meninos era de Juaréz!!!! \o/

A minha animação é por conta do nosso plano no México. Na verdade, o plano do Edu que eu abracei porque é sensacional! A ideia é cruzarmos a fronteira do México para os Estados Unidos por Juaréz.

Essa cidade é conhecida por conta da violência dos cartéis, mais isso não é mais tão constante hoje em dia. Talvez você tenha assistido ao filme “Sicario”, pois bem. É lá.

Mas então, por que curzar a fronteira por lá? Porque lá existe um bar chamado Kentucky Club onde foi inventada a Margarita! Ai,ai, ai, ui, ui! rs

O rapaz disse que hoje em dia a cidade não é violenta. E isso me animou um pouco mais.

Pois bem, voltando ao ponto principal. Depois do almoço seguimos para Bonampak. Uma parte do trajeto mudamos de veículo, pois o trecho final até lá é por uma estrada de terra.

Chegando, somos recebidos por um nativo que oferece uma visita guiada para o grupo e aceitamos.

Ele nos leva ao parque. É bem descampado e existem dois prédios principais. Subimos no da direita, onde lá em cima estão as salas com as pinturas. São três salas com pinturas por todas as paredes e teto.

É simplesmente impressionante. Uma das salas está restaurada e por isso as cores são mais vivas. A pinturas contam a história de Bonampak.

Como eles não eram um povoado com forte em guerrilhar, eles faziam uniões através de casamentos. Então a princesa de Bonampak casou com o príncipe de Yaxchlán. Dessa forma o reino ficava resguardado.

E com isso, Bonampak funcionava mais como centro cultural e de estudos. Esse prédio com as pinturas era uma espécie de biblioteca. =)

Bonampak foi o lugar mais incrível até agora! Fiquei de boca aberta. <3

Se você não tiver muito tempo em Palenque, vai por mim…melhor conhecer lá do que os cenotes.

As ruínas de Palenque

Vista panorâmica de Paleqnue
Vista panorâmica de Paleqnue

Por fim, ainda tínhamos mais uma coisa que queríamos ver que eram a zona arqueológica de Palenque mesmo. Elas ficam bem perto do centro. Claro, existem diversos tours sendo vendidos, mas você pode fazer tudo sozinho.

E foi o que fizemos. =)

Na parte central da cidade, em frente aos terminal de ônibus da ADO, existe uma escultura enorme de uma cabeça envolta por uns aros. Ei-la:

Rotatória com escultura central em forma de cabeça em Palenque
Essa é a rotatória com a cabeça

Na calçada do terminal, bem na direção dessa escultura é onde passam os ônibus para o parque arqueológico. Ônibus seria bondade minha, são umas vans bem mais pra lá que pra cá. rs

Pegamos e pagamos super pouquinho. 2 pesos para cada um. No meio do caminho, os caras param e dizem que precisamos pagar por uma pulseirinha para poder entrar no parque. Pagamos, pegamos a pulseira e seguimos caminho.

Até o parque não leva nem meia hora. Chegando no parque, pagamos a entrada. 102 soles para nós dois. Ou seja, uns R$18. Bem barato, eu achei.

No fim, a tal pulseira não era necessária. Exceto se você quiser ir numa parte que é antes e fora do parque em si. =/

O parque é bem grande e os prédios são impressionantes. São enormes! Dá pra subir na grande maioria deles.

Fiquei mais apaixonada pelo Palácio. É lindo e com diversas entradas e partes diferentes. Em algumas dá pra ver uma parte da pintura antiga. Dentro há umas peças de baixo relevo que são lindíssimas.

Começamos o México com o pé direito. E isso porque eu ainda nem sabia o que me esperava mais na frente…Tulum e Chichén-Itzá!

Próxima parada: Playa del Carmen.

Company Information

Palenque é um sítio arqueológico maia situado próximo do rio Usumacinta, no estado mexicano de Chiapas, 130 quilómetros a sul de Ciudad del Carmen. Trata-se de um sítio de média dimensão, menor que Tikal ou Copán, que no entanto contem alguns dos melhores exemplos de arquitectura, escultura e baixos-relevos produzidos pelos maias.

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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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