Ilhas San Blas: de veleiro da Colômbia até o Panamá
Panamá Praia

Ilhas San Blas: de veleiro da Colômbia até o Panamá

Rating Chart

5 average based on 2 ratings

  • Excellent
    2
  • Very Good
    0
  • Average
    0
  • Poor
    0
  • Terrible
    0

Ilhas San Blas ou…o pequeno paraíso na costa do Panamá

As Ilhas San Blas são uma formação de mais de 300 ilhotas que fica no território do Panamá. Pra ser mais exata, são 365 ilhas, daria pra visitar uma por dia durante um ano..rs Mas só 36 são habitadas.

As ilhas, ou Arquipélago de San Blas, pertencem ao território dos kunas, os índios panamenhos. Nas ilhas que estão habitadas, todas as famílias são de kunas. Com a invasão espanhola, muitos kunas fugiram e se refugiaram nessas ilhas.

Hoje em dia já são índios que estão inseridos na vida moderna. Então não há muito na ilha da cultura original dos kunas. Em uma das ilhotas que passamos uma senhora mais velha vendia artesanatos, e só. Cheguei a pesquisar sobre os kunas antes de ir e vi muitas fotos lindas de índias com suas vestimentas.

Mas não vi nada disso por lá. Talvez porque não passamos pelas 36 ilhas habitáveis… Por sinal, não confunda os índios com a kuna que é a moeda da Croácia. rs

O governo do Panamá reconhece há alguns anos a área kuna como uma província e todo o seu território é preservado. Ao mesmo tempo, a lei dos kunas é deles e o governo não interfere. A capital do território é Porvenir. Onde mal sabia que a parte mais “emocionante” na viagem se passaria…rs

Continue lendo o post e você já vai entender porque. 😉




O veleiro e a dinâmica da viagem

Quando estávamos em Cartagena, conversando com um local, contamos que estávamos pensando em ir até Capurganá, que fica ao norte da Colômbia, e descobrir se de lá conseguiríamos ir para o Panamá. Esse senhor então nos disse que poderíamos ir de barco direto de Cartagena para o Panamá.

E essa ideia nos pareceu bem interessante.

Fomos atrás para descobrir como seria e em um hostel no bairro de Getsmaní conseguimos as informações. O próprio hostel fazia a ponte para a venda das passagens dos barcos. Ele nos apresentou várias opções de barcos e dias.

Os barcos na verdade são veleiros e catamarãs (que são meio que veleiros com motor) e cada um tem seu dia certo para sair. Alguns cabem mais pessoas, outros menos. O cara do hostel tinha um livro com todos os detalhes, o que facilitava bastante.

Ficamos cogitando dois, um que saía no dia 17 de janeiro e outro que saída no dia 12. Esse último se chamava Santana e dizia que o capitão não gostava de festas, inclusive era proibido levar bebidas alcoólicas para o barco. Mas que nas ilhas se vendia cerveja e aí sim as pessoas poderiam beber.

O dono do hostel me mandou um email com algumas questões sobre a viagem e quando eu decidissem era só responder para ele. Já no Brasil decidimos pelo Santana, que apesar de ter capacidade para 18 pessoas, o capitão era um cara que não queria festa.

Visão aérea de barco veleiro

E nós estávamos mesmo é buscando uns dias de tranquilidade. Então, fiz a reserva. Paguei uma parte adiantada, por Paypal, e o resto seria pago em dinheiro diretamente ao capitão. O custo da viagem foi de $550 por pessoa. Exatamente, o valor é em dólar.

Paguei $50 adiantado de cada um ($100 no total) e então o restante ($1000), pagaria lá. Realmente não é um valor muito barato, mas pense que são 5 dias velejando, com toda a alimentação incluída e a “hospedagem”, já que você vai dormir no próprio veleiro.

Depois de fazer o pagamento inicial, recebi um e-mail com diversos detalhes da viagem e informações adicionais. Eles aconselhavam que era melhor chegar em Cartagena com alguns dias de antecedência, pois os caixas eletrônicos tinham um limite de 800 mil pesos por dia.

Acabou que conseguimos nos resolver com o Citibank. Como temos conta lá, conseguimos usar os caixas do Citibank que têm um limite diário bem maior. Mas é claro, como o Panamá é dolarizado, acabamos fazendo câmbio dos pesos para dólares.

Foi uma pequena epopéia que não cabe contar toda aqui, mas fique na cabeça que transações financeiras e câmbio são complicados em Bogotá. Tinha casa de câmbio que não tinha notas suficientes de dólar.

E com tudo resolvido, partimos para Cartagena onde pegaríamos o barco. O barco sairia de tarde e a menina da agência de viagens, disse que eu precisava deixar meu passaporte com ela na manhã do dia de saída. Isso é necessário para que o capitão adiante e faça os trâmites de saída e entrada dos passageiros.

Confesso que deu um medinho deixar meu passaporte e ir embora, mas faz parte. Acabamos deixando numa agência de viagens que se chama Blue Sailing e por fim, descobri que todos no barco tinham comprado a passagem com eles, e pagaram no cartão de crédito. Então, fica a dica. 😉

A saída e os primeiros dias no mar

Chegamos no porto indicado de Cartagena e algumas pessoas já estavam lá. Conhecemos o capitão e ele nos disse para deixar as mochilas num canto e que podíamos ir no mercado comprar lanches se quiséssemos.

No pacote da viagem está incluído café da manhã, almoço e jantar. Além disso tem água e frutas a disposição o tempo todo. Acabamos indo no mercado e compramos uns pacotes de chips de yuca (mandioca) e uns biscoitos doces. Só por garantia.

Acabou sendo bem útil praquele lanchinho da tarde, sabe?

Bem, deixamos nossas coisas e ficamos conversando com outros passageiros que já estavam lá. Tinha gente de todo canto do mundo. Muito holandeses, a maioria na verdade, uma menina americana, um casal argentino, um israelense mucho loko e gente finíssima e por aí vai. Nós éramos os únicos brasileiros…rs Como a maioria no grupo era de holandeses, os caras acabaram sendo apelidados de dutch gang. rs

Ficamos lá de papo, esperando, esperando, tomamos uma cerveja…uma hora passou, duas…o sol começou a cair. E então, finalmente a polícia chegou para revistar as bagagens. Algumas eles revistaram super rápido, outras eles gastaram mais tempo, como a bagagem do israelense.

Depois de todos revistados, seguimos para o barco. As malas grandes ficavam guardadas no “porão” e por isso fizemos uma pequena mochila com as roupas que usaríamos na viagem. O barco comportava 18 pessoasm, mais a tripulação (o capitão e dois ajudantes).

O veleiro era bem grande (bem, eu achei) e tinha cama pra todo mundo. Mas claro, não imagine que esse é um tipo de barco como um cruzeiro, não há muita privacidade e todo mundo dorme no mesmo espaço. Mas não era “apertado”.

Visão panorâmica do espaço principal do veleiro com mesas e camas
Área interna principal do veleiro

Uma coisa que é desconfortável: banheiro. Existe uma cabine para cada sexo e só com o vaso e a pia. Banho? Então, o banho era um item de luxo que não tinha no barco. rs Mas não é desse barco, é desse tipo de barco/viagem.

 

Basicamente o banho era mergulhar, subir por trás do barco, se ensaboa e então dá uma enxaguada com um pouco de água doce através de uma mangueira. Como a água não é muito, não dava pra desperdiçar e como os dois primeiros dias foram de mar aberto, só rolou banho quando chegamos em San Blas.

No primeiro dia, chegamos, nos instalamos e ficamos lá esperando pra zarpar. O capitão disse que por questões meteorológica, sairíamos durante a madrugada.

Então, ficamos umas boas horas parados, só esperando. O bom é que deu para todos se conhecerem um pouco. E no meio da madruga, quando as pessoas já estavam quase dormindo. Partimos.

Fiquei feliz de não ter passado mal. Uma das meninas me disse que tinha escolhido aquele barco porque na verdade ele não é um veleiro, é um catamarã e por isso era mais estável, o que fazia  viagem ficar mais tranquila.

Na primeira noite eu tomei um Dramin por garantia…rs O israelense que estava todo animado, falando a beça…foi o único que passou mal mesmo…mas quando chegou em San Blas ele já tava 100% de novo. A questão é, você estará exposto a todos, já que as camas são juntas e o veleiro é um espaço basicamente onde todos convivem o tempo inteiro.

Tenha isso em mente se quiser fazer essa viagem. Mas pelo que todos falaram, o Santana era um dos melhores e nós reservamos sem saber disso. De vez enquando a gente dá essas sortes. rs

Aqui na galeria dá pra ter uma ideia melhor de como é o barco:

O segundo dia de mar aberto e revoltadaço

O primeiro dia de viagem é em mar aberto. Conseguimos sobreviver sem passar mal e tudo estava indo bem.

É um dia meio entediante. Quando acordamos, fomos pra frente do barco e conseguimos ver golfinhos e tartarugas. Mas depois disso, nada mais acontecia. É uma parte da viagem bem sem “nada pra fazer”. O que pra mim foi até muito bom, botei o sono e as leituras em dia.

Tudo ia bem, o dia passou, a noite chegou e vi o céu estrelado mais incrível de T-O-D-A minha vida. Acho que nunca mais verei um céu como aquele. <3

E então, percebi que o mar parecia meio agitado. O capitão tinha falado mais cedo que dormiríamos com os coletes salva-vidas debaixo das camas por precaução.

Não estava com muito sono então fiquei lendo, mas todos no barco já estavam dormindo. De repente, a necessaire que estava na prateleira em cima da cama caiu bem em mim. Na hora achei que era o Edu implicando comigo. Olhei pro lado e ele dormia como uma marmota.

Daí uns minutos depois a roupa que estava na mesma prateleira caiu. E percebi que o mar não estava para peixe. Nessas horas a minha estratégia é dormir, porque se for pra morrer, não quero sentir…rs

Então, depois de ler um pouco mais e ficar naquela tensão do mar, caí no sono.

Na manhã seguinte o capitão fala durante o café da manhã: Estou pregado de sono, mas hoje vou tomar uma cerveja com vocês pra comemorar que nós sobrevivemos a noite passada!!!

Ou seja, o barco quase virou porque o mar tava mesmo revoltadaço!!! o.O

Mas então, no fim do dia já estávamos mais perto de San Blas e aí sim, toda tormenta valeu a pena.

O reino dos kunas: San Blas

Praia com areia branco, mar azul e uma árvore

Como eu comentei lá em cima, o arquipélago tem mais de 300 ilhas. Algumas com nomes, mas não decorei nem a metade. Nós basicamente visitamos umas três dessas centenas, até porque nem todas estão habitadas. Parece pouco, mas é incrível e mais do que suficiente.

Na manhã do terceiro dia começamos a avistar as primeiras ilhas. Para cada lado que eu olhava era um ilhota que surgia. Mais no horizonte, algumas ilhas na verdade eram navios cargueiros…rs

Então o veleiro parou mais próximo de uma ilha e aí sim a festa começou. Todo mundo já estava ansioso para chegar nas ilhas e também para tomar um banho…todos mergulharam na água. Nadaram pra lá e pra cá. Foi ótimo.

 

Alguns se aventuraram e forma nadando do barco até a ilha, outros (eu inclusive) pegaram o bote do veleiro e seguiram para lá.

Todo mundo tinha levado cervejas para o barco, apesar da recomendação que tínhamos recebido. Nós éramos os únicos secos por lá. Como o capitão disse que nas ilhas encontraríamos cerveja, a chegada em San Blas tinha também essa comemoração pelos primeiros goles de uma boa gelada.

Descemos na ilha, água cristalina, areia fina…incrível! Edu foi numa barraca para procurara cerveja, quando ele volta, contou que cerveja não tinha, mas o índio que lá estava ofereceu de tudo: maconha, cocaína e por aí vai.

Fui na outra barraca que tinha e consegui comprar um pack com seis latinhas de Balboa…todas quentes. Pelo menos era cerveja e poderíamos gelar no freezer do barco. Foi o que fizemos. Mas o freezer não funciona na eletricidade, obviamente. Então era o freezer desligado com uma grande pedra de gelo dentro que já estava lá há uns 3 dias. Moral da história, tomamos uma cerveja meio gelada…hahaha

Mas o pessoal do barco era bem gente fina e alguns nos cederam uma Águila mais fria. =)

Aproveitamos a praia e então voltamos ao barco para almoçar. E eis que então tomei o primeiro banho em três dias!!! rs

No quarto dia visitamos outras ilhas. Tão lindas quanto a primeira. Um dos rapazes holandeses levou equipamento pra praticar kitesurf. O capitão disse que ele não poderia fazer sem a sua autorização.

No fim ele liberou. Perguntei pro capitão porque precisava de autorização. Ele disse que era uma restrição dos kunas. E que se eles não permitissem e a pessoa fizesse mesmo assim o capitão recebe uma multa, a pessoa que está praticando recebe também e ainda tem o seu equipamento apreendido.

Mas no fim deu tudo certo e o menino conseguiu fazer. Durou uns poucos minutos porque o vento tava forte e levou ele prum outro lado e ele não conseguiu seguir depois.

Nessa ilha sim tinha cerveja gelada!!! \o/ Além da Balboa, experimentei a Panamá Lager. Prefiro a Balboa..rs Esse dia aproveitei mais a praia e a ilha. Foi sensacional. Era uma ilha pequena. Pequena mesmo. Pra você ter uma ideia, para dar a volta na ilha toda demorava nem 5 minutos. Adorei!

Mais um dia passou, o pessoal a noite resolveu jogar um jogo de cartas que eu não entendi lhufas…rs Edu ainda ficou lá jogando, eu aproveitei pra ler mais um bocado.

No último dia ainda tivemos tempo para passar em mais uma ilha. Nessa havia um barco naufragado que dava pra ver com o snorkel. Incrível e assustador ao mesmo tempo. rs

Lembra que falei que o mar estava super revoltado? Então, quando cheamos em San Blas viamos diversos veleiros parados por lá. Então descobrimos que alguns estavam parados por dias, até quatro dia. Isso porque como o mar estava ruim, os capitães resolveram não seguir para a Colômbia por questão de segurança.

Isso fez com que alguns estivessem com comida limitada e chegamos até a ar carona para um casal de estrangeiros que decidiram voltar para o Panamá, pois tnha já um voo comprado e não poderiam esperar mais. Eles almoçaram conosco e disseram que não viam tanta comida há dias…tenso!

Depois de sair da ilha e termos nosso último almoço, esperamos para que um barco menor nos buscasse e nos levasse até Porvenir, nossa chegada oficial em terras Panamenhas. Na verdade, não ainda, mas eu já chego lá.

A processo de entrada no país é feita pelo capitão e custa $20. No último dia recebemos os passaportes de volta. Ah, vale dizer que esse valor não está incluído no custo da viagem. 😉

O que posso dizer é que toda a experiência da viagem foi bem bacana. É cansativa, tem o lance de não tomar banho que gera um certo desconforto e aquele cheiro de gente meio limpa meio suada nos últimos dias…rs

A comida era excelente. O Luiz (o cozinheiro) é muito gente fina e Edu ainda deixou uma camisa do Palmeiras de presente pra ele. =)

Na última noite o pessoal resolveu fazer uma festa de despedida na parte da frente do barco…e tocaram todas os hits que escutamos durante meeeses. Isso só que foi um pouco diferente. Como escolhemos o Santana por ser um barco que o capitão não gosta de festa e no email ainda vir um aviso que não era permitido beber no barco, achei que seria mais tranquilo.

Mas no fim das contas, era um barco de festa. Talvez um pouco menos festeiro só..rs Nessas horas que vejo que estou ficando velha…hahaha

A chega em Porvenir e a saída do território Kuna

Encontro dos rios na chegada em Porvernir
Encontro dos rios na chegada em Porvernir

Então. Ficamos lá esperando e chegou um barco a motor pequeno para nos levar até Porvenir. Acabamos nos dividindo em dois grupos.

Ao chegar em Porvenir tínhamos o custo do traslado até a Cidade do Panamá. Pagamos $47 por pessoa e esse valor incluía o barco que nos buscou no veleiro e o 4×4 até a cidade do Panamá.

Porvernir ainda é território kuna, na verdade é a capital de lá. Tudo parecia que ia bem, todos pagaram e estávamos esperando. Mas aí deu a maior confusão.

Os 4×4 eram bem desconfortáveis, sentamos três no banco de trás e os três eram altos então a perna ficou toda dobrada. Na frente tinha lugar pra mais três pessoas, só que aí os caras queriam colocar mais uma..e não tinha como.

A confusão é que eles colocaram pessoas que não eram do nosso grupo no primeiro carro que saiu e aí ficou uma pessoa de fora que eles queriam colocar no nosso. O israelense ficou louco e começou a bater boca com os caras.

Claro, ele tinha razão de reclamar. Falou que era inseguro, além do mais era uma viagem de mais de quatro horas…que os carros estavam reservados pro nosso grupo e tudo mais. Foi tenso. Os kunas estavam começando a ficar bravos. Alguns pareciam que iam partir pra briga e outros estavam simplesmente chapados.

A questão é que lá não é lei panamenha é a lei dos kunas. Um deles queria que o israelense ficasse por lá…aham. Já viu, né? No fim, seguimos com o carro apertado e mais desconfortável do mundo.

Ao sair do território kuna, somos parado no posto da polícia para verificar as malas. Detalhes que as malas vão no teto do carro e foi mó trampo pra colocar tudo lá. Daí tira tudo, faz fila, os cachorros passam cheirando tudo, vê se tá tudo ok, volta a colocar as malas no teto e segue viagem.

O território kuna é terra de Marlboro (como costumamos dizer lá no Rio). É terra sem lei e eles podem fazer o que quiser. Inclusive cobrar os olhos da cara por um serviço porco e mal feito. Só isso que foi a parte meio chata da viagem. E uma pena ser bem no final.

O trajeto de fato demorou umas quatro horas e confesso que não entendo os motoristas latinos. Eles não dirigem, o que eles fazem é tudo, menos dirigir. rs

A primeira parte da estrada era cheia de curvas em ladeira e em uma delas o cara quase que bate no da frente. Enfim. Acho que tenho sete vidas. Uma foi gasta no táxi da Venezuela, outros no barco que quase virou e mais uma nesse trajeto. hahaha Faltam quatro! Usarei com sabedoria.

Chegamos na Cidade do Panamá por uma rodovia que estava em obras. Estão fazendo o metrô chegar até o aeroporto. Isso é ótimo! =)

O cara nos deixou no hotel, que era mais luxuoso do que eu imaginava (ainda mais pelo preço que paguei) e assim terminou nossa jornada: com um hotel quatro estrelas e o primeiro banho de verdade em cinco dias! rs

Próxima parada: Cidade do Panamá. Ou como conhecemos mais holandeses gente fina!




 

Cidade histórica

Photos

    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

    You Recently Viewed ...

    Cidade do Panamá: o Casco Viejo e Mano de Piedra

    • Analuiza

      Que aventura! A paisagem é linda, mas acho que eu ia surtar “presa” em um barco e sem privacidade. rsrsrs Menina, me diga, como vc conseguiu dormir com o mar agitado?! Eu ia passar a noite insone!!!! bj

      • rs Pois é, Analuiza. Essa questão da privacidade é estranha mesmo, mas depois acaciana acostumando.
        No dia do mar agitado teve gente que quase caiu da cama, literalmente. Eu fui lendo, lendo…até conseguir pegar no sono. Fiquei entre o medo e a vontade de dormir e acordar quando tudo tivesse passado. Mas só me dei conta mesmo da situação no dia seguinte quando o capitão comentou…rs
        Mas sou muito desligada, o que nessas horas é bom, né? rs

        • Analuiza

          Com certeza, ser desligada nessas horas é uma benção… eu não ia conseguir ler e muito menos dormir!!! Rsrsrsrsrsrsrs O melhor é que virou história para contar, para nosso deleite! 🙂 bj

    • Luan Perez

      Deve ter sido uma experiência maravilhosa, olha a cor desse mar, que coisa mais linda! Abraço!

      • Foi mesmo, Luan. É uma experiência que vale cada minuto. =)
        É uma pena que não tinha como fotografar…pra mim mais impressionante que água era o céu…nunca vi um céu estrelado tão lindo quanto aquele. <3

    • Gê Azevedo

      Margot do céu, cês são muito corajosos! Os lugares são ótimos, mas essa viagem não é pra mim, não. Dormir embolado, sem banho, e ainda no final ir amassada por quatro horas nesse carro aí… Guento não! rsrs
      Parabéns e manera aí nas vidas hahaha

      • Não sei se somos corajosos demais, ou muito tontos! hahaha
        Mas como diz o Edu: Quem não morre, não vê Deus! rs

        Confesso que a falta de banho de verdade foi o que mais pegou pra mim. Sentia falta de sentir que estava limpa, sabe? Por mais que tirasse a água do mar com um pouco da água doce que tinha, ainda im, ficava aquela sensação pegajosa…rs

        Vou tentar manerar mais…só que no sentido de deixar mais maneira! Pode? rs

    • Matheus Silva

      Ai toda vez que leio esse nome San Blas já dá uma coisa, uma curiosidade enorme.
      Deve ser uma viagem sensacional. Não imaginava que dava pra fazer essa jornada de barco até lá, experiência deve ser muito legal.

      • Pois é. A nossa ideia inicial era ir pro Panamá a partir de Capurganá, que também parece ser um lugar incrível.

        Acho que valeu muito a pena essa viagem. É uma experiência que ficou marcada na memória. =)

    • Juliana Moreti

      Menina… que Diva o que! Divas não fariam esse passeio!
      hahahaha
      Eu não sou muito fã de mar….quando comecei a ler, achei sua ideia genial…fui vendo as fotos e me animando! Mas quando vi a foto do quarto (todas as camas juntas) e li sobre a tormenta (eu não teria dormido), respirei fundo e pensei: isso não é para mim!
      rsrsrsrsrs

      • É que sou diva pobre e não deu pra seguir de iate….hahaha
        Mas fui a única que não passou o dia todo de biquíni. Fiquei lá divando com meus modelitos recém-adquiridos na José Paulino, em São Paulo…hahaha

        Não sabíamos como eram as camas quando compramos no passeio. Na hora deu aquela estranhada, mas depois a gente acaba acostumando. rs Mas a tormenta foi “treta forte” mesmo. rs

        Desde que comecei a viagem já peguei furacão, terremoto…só faltava tormenta mesmo! rs

    • Juny Rios

      Adorei as dicas! Ainda não conhecia esse paraíso!
      E que aventura!!! Tem que ter muita corangem!

      • Acho que ou muita coragem, ou ignorância. Que foi o meu caso…hahaha
        Não sabíamos que o barco era um catamaran, escolhemos o mais bacana sem saber….e no fim deu tudo certo. Já pensou se pegamos um barco menos no meio da tormenta? Vixe….rs

    • Carla Araujo

      Adorei o seu relato. Foi uma aventura incrível não é mesmo? Só que não é para qualquer um. Eu não sei se conseguiria ficar assim tão íntima do povo do barco. Mas tirando essa falta de privacidade, o roteiro me pareceu lindo!

      • Carla, acho que no fim a gente acaba entrando no clima. Sou tímida, ainda mais pra ficar falando direto em inglês. Mas a convivência é tão grande, que não tem como não interagir. E no geral, as pessoas que fazem esse tipo de passeio são bacanas. =)
        Tinha um casal holandês que mora na NIcaraguá. Super novinhos e aventureiros…é legal conhecer essas histórias. =)
        O roteiro é mesmo lindo. Aquele céu eu nunca vou esquecer… <3

    • Deisy Rodrigues

      Adorei o passeio, fiquei morrendo de vontade de fazer. Parabéns pelas fotos.

    • Aninha Lima

      R$ 550 só o barco ou tudo? Achei meio caro, mas é lindo demais!!! Morrendo de vontade de fazer!
      Muito legal a sua viagem!

      • Aninha Lima

        Aliás, U$!

        • 😉
          O ruim do Panamá é ser tudo em dólar…rs
          Igual Equador, achei caro a viagem de trem que fiz lá. Ainda mais por ser em dólar…mas é daquelas coisas que só se faz uma vez na vida, né?

      • Aninha, o valor é meio caro mesmo. Mas é pelo pacote completo: o barco, três refeições por dia e a hospedagem (que é o próprio barco). Seria um gasto por dia de R$300. Que se pensarmos entre hospedagem + alimentação, não é tão absurdo. E a comida que o Luis fazia é simplesmente sensacional! =)
        Além de ter água e frutas à vontade durante todo o tempo.

        Eu achei caro na época também, mas depois que dividi por dia e fiz uam média de gastos diários em outras cidades, até achei que tava mais “justo”. rs

      • Aninha, achei que minha resposta tinha ido…
        Então, $550 é tudo. O barco além de meio de transporte é também o hotel e são três refeições por dia, mais água e frutas disponíveis o tempo todo. =)

    DivaDeMochila

    No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

    Lá no Instagram