Cidade do Panamá: o Casco Viejo e Mano de Piedra
Panamá Cidade histórica

Cidade do Panamá: o Casco Viejo e Mano de Piedra

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Cidade do Panamá: um lugar nem lá, nem cá

Chegamos na Cidade do Panamá depois de 5 dias num veleiro da Colômbia até o Panamá. Não tinha muita expectativa pra a cidade…ainda bem, porque não é lá um lugar que me encantou. Quer saber por que? Só continuar lendo o post…rs

É caro se hospedar na Cidade do Panamá?

Confesso que por ser um país dolarizado, pensei que seria tudo muito caro. Achei um hotel pelo Booking com um preço um pouco acima do meu orçamento, mas pelas fotos e comentários, achei que valeria a pena.

Quando chegamos lá, era bem melhor do que eu imaginei. O quarto era um pequeno apartamento com sala e tudo mais. o.O A diária saiu por R$140. O Edu até estranhou e achou que estávamos no lugar errado…hahaha Tô ficando boa em achar uns lugares bacanas e não muito caros. Não é sempre que dá pra gastar um pouco mais que o orçamento, mas eu vou compensando em outros gastos.

Para quem ficou curiosa(o), o hotel é numa área bem bacana e chama Sercotel Panama Princess.

Ficamos por lá alguns dias e depois seguimos para outro hotel, na mesma faixa de preço. Esse da rede Accor, parece propaganda, mas pra mim é uma vantagem quando fico em algum deles. Aderi ao programa de fidelidade e agora sou Silver! UIE. O que me dá direito a late check-out e um drink de boas-vindas.

O late check-out usamos e foi super útil, já a bebida de boas vindas era uma fanta laranja com um pouquiiiiiiinho de alcoól. rs

Na verdade o inusitado desse hotel era a localização. Ele ficava num bairro um pouco mais afastado, mas ainda bem perto de tudo. Inclusive tinha uma estação de metrô há algumas quadras de distância.

Na rua bem ao lado do hotel descobrimos que mora o Mano de Piedra, boxeador mais famoso do país. A casa não tem nada demais, alguma esculturas clássicas cafonas na porta e muitos carros vintage-velhos. Mais adiante, na avenida principal, existe uma escultura do Mano de Piedra.

Já imaginou que louco deve ser quando alguém pergunta onde ele mora? “Então, você vai chegar nessa avenida, daí tem uma escultura minha. Só seguir mais duas quadras e a minha casa é logo a direita!”….rs Sim, eu penso nessas bobagens durante a viagem. Com frequência! hahaha

O que fazer na Cidade do Panamá

O Panamá é um paraíso fiscal e isso fica muito claro no horizonte da cidade. Os prédios são enormes arranha-céus. É assustador o tamanho dos prédios de lá, nunca via nada igual, nem em São Paulo. Um dos que se destaca é o do BBA, um prédio que parece um baralho de cartas deslocado…uma coisa pavorosa! Na grande maioria os prédios tentam ser muito modernos e ficam bem esquisitos.

Ficamos em dois bairros distintos. O primeiro, Marbella, era mais chiquetoso e tinha bastante restaurantes e bares na rua principal. Apesar disso, tudo parecia meio vazio. Saímos para jantar um dia e paramos num restaurante onde tinha um telão passando o jogo da Copa Centro Americana…e o Panamá estava jogando. Mas não tinha ninguém. Ninguém mesmo, éramos os únicos clientes e isso porque não eram nem 22h. Enfim.

O outro bairro em que ficamos era El Cangrejo e lá também tem uma vida movimentada com restaurantes e bares. E na esquina da nossa rua, uma padaria 24h. Isso me lembrou muuuuito São Paulo. <3

De qualquer forma, era um bairro menos nobre, mas gostei mais de lá até. Tinha uma lavanderia onde levei as roupas e paguei bem pouco. E o hotel em que ficamos era muito tranquilo e bem localizado. Saindo da nossa rua e seguindo até a Avenida Argentina tinha uma estação do metrô. Então um dia saímos pra passear.

Vimos que dava pra chegar até o terminal de ônibus usando o metrô e lá fomos nós. Foi fácil chegar lá, mas não muito “justo”. Chegamos no metrô e não tinha ninguém nos guichês. Tudo é por máquinas de auto-atendimento. Até aí, ok. O cartão custava 3 dólares e daria pra usar um só para nós dois. Mas aí que vem a questão, a passagem custa $ 0,30 e a máquina não aceitava moedas, só notas. SAFADEEEENHOS! No fim, sobraram alguns bons centavos (e passagens) no nosso cartão.




A estação de ônibus e os Diablos Rojos

De onde estávamos até a estação de ônibus foi bem rápido, se me lembro bem eram umas seis estações. O terminal era bem grande e aproveitamos pra ver as nossas possibilidade de saída da cidade do Panamá, se iríamos para Bocas del Toro, Boquete ou mesmo direto para San José.

O que mais me chamou atenção por lá foram os Diablos Rojos. São ônibus americanos escolares velhos que são usados para viagens. O que é interessante é que cada um tem uma decoração diferente. São todos muito coloridos e sempre com alguma imagens de celebridade conhecida! Achei que viajaríamos em um desses, mas eles hoje em dia são usados para viagens mais curtas.

Foto de dois ônibus pintados e decorados

Próximo ao terminal, está o Canal do Panamá. Basta pegar um ônibus que passa lá na frente para ir até lá. Para visitar o Canal do Panamá você terá que pagar $15. Basicamente para ver um monte de barco enfileirado esperando para passar pelo canal. Não é algo extraordinário.

O Casco Viejo e seus contrastes

Em um outro dia saímos para conhecer o centro histórico da Cidade do Panamá, o Casco Viejo. Seguimos de táxi atá lá e para começar nosso passeio, paramos numa das praças e tomamos um boa gelada! Entre todas as cervejas que experimentamos no Panamá, a que gostei mais foi a 507. Você deve estar se perguntando o por quê desse nome, né? Eu também me perguntei…e então o garçom disse que esse é o código do país! rs

Um lugar agradável esse bar em que tomamos a cerveja, mas bem turístico. Então tomamos só a cerveja e seguimos caminho.

O Casco Viejo é de 1673 e foi desenhada de forma a unir os pontos cardeais e em 1977 foi tombada como Patrimônio Mundial da Unesco. E eis a questão, com o perdão do trocadilho, tem muita coisa tombando por lá. Essa é a questão, existe uma contradição muito grande. De um lado existem os prédios que estão conservados e servem de café, restaurante, hotel e tudo mais.

De outro lado existem os prédios onde os locais moram. E esses são lugares detonados. Existe uma certa beleza nessa decadência, mas é algo estranho. A catedral estava fechada, pois o Papa vai visitar a cidade em 2019 e eles estão reformando. Talvez eles acabem mexendo em outros prédios também. Tomara.

Prédio antigo e destruído no Casco Viejo
Prédio antigo e destruído no Casco Viejo

O Casco Viejo é um lugar agradável para conhecer e tem seus pontos altos e prédios interessantes. Para mim, o que mais gostei foi a ruína do Convento da Companhia de Jesus. Por que? Bem, não só por ser algo mais próximo de nos levar ao passado, mas porque também há uma impressionante obra arquitetônica lá, o Arco Chato.

A história do Arco Chato

Homem olha para arco em ruína de igreja

Esse arco foi construído por volta de 1678. Esse arco sustentava o “coro”, uma espécie de balcão onde ficavam cantores da igreja. Enfim, o coro mesmo. A igreja pegou fogo em 1737 e em 1756. Com os anos a igreja foi se deteriorando e em 1913 grande parte dela já havia sido derrubada, restando apenas o Arco Chato.

Por conta dessa grande resistência do arco e da forma como ele é uma parte de sustentação sem nenhuma pilastra embaixo, acabou se tornando um ponto de grande interesse para quem visita a cidade. Porém em 2003 o arco colapsou inesperadamente. Logo, o arco que vemos hoje não é exatamente o original, mas a restauração dele. Essa restauração foi concluída em 2007 e usa todas as pedras, ou ladrillos como eles chamam, originais.

Pra mim isso não tira o seu valor. É realmente um arco impressionante.

Além disso existem outras pequenas igrejas, prédio e praças. Há também a possibilidade de visitar o Palácio do Governo, mas não é tão fácil. precisa marcar dia e hora e não é todo dia que está aberto, isso pode atrapalhar no caso de você ter poucos dias na cidade.

O Casco Viejo fica numa península e de lá dá pra ver uma grande parte da cidade.

Chegamos a almoçar e tomar café em alguns restaurantes de lá e também acabamos comprando uma coleção de Balboa (antiga moeda do país) que tá guardadinha na minha bolsa. <3

No geral a Cidade do Panamá não me chamou muito atenção e nem sei se voltaria. Saímos para andar um dia e tentar achar um restaurante árabe pelo qual passamos de carro quando estávamos saindo de um hotel para o outro.

A referência do lugar onde era o restaurante era a área perto de onde as mulheres “rodavam bolsinha”. Não vimos nada disso, pois fomos lá de dia, mas por esse referência você já imagina como é o bairro né?  Mais “rústico”. Mesmo assim, me senti super segura na cidade e mesmo nos lugares que pareciam mais feios, como esse bairro e o terminal de ônibus, não vi nada preocupante ou que me deixasse apreensiva.

Não acho que é uma cidade muito turística, mesmo com o Casco Viejo e o Canal do Panamá, não acho que é uma cidade que merece muito do seu tempo. E pelo que entendo, quase todos os turistas que estão por lá, geralmente estão de passagem. É aquilo, se tiver a oportunidade: conheça. Mas não mude seu roteiro esperando muito da cidade.

Próxima parada: San José.



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    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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