Manágua ou o dia em que quase fomos deportados
Nicarágua Gastronomia

Manágua ou o dia em que quase fomos deportados

Rating Chart

5 average based on 1 ratings

  • Excellent
    1
  • Very Good
    0
  • Average
    0
  • Poor
    0
  • Terrible
    0

Manágua e o dia em que $10 fizeram toda a diferença

Bem, lá estávamos nós em La Fortuna, na Costa Rica e tínhamos uma passagem nos aguardando para Manágua saindo do aeroporto de San José.

Tínhamos duas opções, pegar um shuttle que nos custaria $60 até o aeroporto, ou pegar dois ônibus de linha normais, pagar infinitamente mais barato demorar cerca de 1h30 para chegar até lá.

Nem preciso dizer qual das duas optamos. Exatamente…ônibus de linha!! \o/ Como os locais. E lá fomos nós.

O Edu já tinha viajado pra La Fortuna alguns anos antes e ele disse que na época as viagens eram feitas com ônibus americanos escolares velhos. Bem, não fizemos as viagens nesses, fizemos em ônibus de viagem brasileiros velhos. rs

Busscarlembra dessa marca de ônibus? Ela não existe mais de 2013. Mas seu legado está rodando pelas ruas da Costa Rica.




Apesar de velhos eram ônibus confortáveis. Pagamos bem pouco e seguimos até uma cidadezinha no meio do caminho onde pegamos outro ônibus que nos deixou em frente ao aeroporto. Muito prático e muito tranquilo. Não há necessidade de pagar $60 dólares num shuttle.

Chegamos no aeroporto de San José e dessa vez eu tinha feito apenas uma reserva de passagem, saindo de Manágua para Tegucigalpa. Achou estranho? Então, quando chegamos no aeroporto da Cidade do Panamá pra pegar o avião pra San José a atendente da Avianca disse que precisávamos de um comprovante que sairíamos do país.

Acabamos comprando uma passagem (essa de San José pra Manágua) quando na verdade uma reserva teria bastado. No site da Copa Airlines tem uma opção em que você faz uma reserva e se depois de 48h você não pagar, ela expira. E bem, dessa vez foi  que fiz.

E foi bom ter feito, a atendente pediu algum comprovante que sairíamos da Nicarágua e mostrei a reserva. HÁ!! rs

Diferente do Panamá que cobra uma taxa pra você sair do país (bizarro, né?) na Costa Rica é tranquilo e não tem nada disso.

Embarcamos, tudo nos conformes…até chegar no aeroporto de Manágua.

Por um Punhado de Dólares

Homem olhando aviões pela janela em um aeroporto
Edu ainda sem saber o que nos aguardava em Manágua…

A viagem transcorreu super bem. Chegamos em Manágua, quase não tinha fila e logo estávamos no guichê da imigração.

O senhor era bem simpático, preencheu tudo, acessou o sistema dele e então, antes de carimbar: “Senhora, existe uma taxa de $10 para entrar no país”.

Ok, peguei o cartão de crédito já que não tínhamos um tostão furado no bolso. Primeiro o Mastercard. Passou? Não. Depois o Dinners. Alguns minutos de tensão: TRANSICIÓN DENEGADA.

Putz, na hora lembrei…o aviso viagem! Não atualizei antes de sair da Costa Rica pra incluir a Nicarágua. O responsável da imigração foi bem gente boa e permitiu que eu subisse com o meu computador pra entrar no site do meu banco e colocar o seguro viagem.

Fiz isso e mesmo assim o cartão não passava. Tentei falar com o banco, sem sucesso. Mas percebi que o problema era da máquina do sujeito.

Então, ele deixou que eu saísse da imigração pra tentar sacar. Lá fui eu. Consegui sacar? Óbvio que não. Por fim, o cara já estava um pouco farto e disse que se eu não arranjasse os $10 naquele instante, teríamos que pegar um avião de volta pra Costa Rica.

Pensa, Margot. Pensa….JÁ SEI!

Quando fechei a pousada em que ficaríamos, fechei uma que tinha traslado do aeroporto pra lá. E antes tinha avisado para a pousada que chegaria por volta de 19h, dei o núemro do voo e tudo mais. Perguntei pro agente da imigração se eu poderia ver se o cara da pousada estava lá fora me esperando…era a minha última esperança.

Ele permitiu. Lá fui eu, com o c* na mão, porque todo essa história já tinha demorado quase 1h e quem me garante que o sujeito estaria lá.

Cheguei na porta do desembarque, alguns taxistas e lá no fundo um sujeito com um papel com algo escrito, falando ao telefone. Eu não enxergo bem, mas pelo tamanho da mancha no papel, só imaginei que podia ser o meu nome, que é grande….rs Eu ñao podia sair, então um dos taxistas entendeu que era pra chamar o cara lá no fundo…e ele veio! E era o cara da pousada!!!

Pedi mil desculpas, expliquei rapidamente a situação e perguntei se ele tinha $20 (dez meus e dez do Edu) para me emprestar. E ele: “Claro! Aqui está”.

Ele me deu 1000 córdobas, os $20 eram equivalentes a 600 córdobas. E o cara da imigração: “Não tenho troco! Tem que ser dinheiro trocado.” O rapaz da pousada não tinha. E eu não ia importuná-lo mais ainda.

Falei pro cara da imigração: “Relaxa, mermão. Eu me viro.” Colei numa casa de câmbio, perguntei gentilmente (jogando todo o meu charme) se o cara tinha como trocar o dinheiro e ele trocou pra mim! UFA!

Voltamos, paguei o agente da imigração. Ele carimbou e lá fomos nós. Até que ele foi bem paciente e gente boa…mas por pouco, por míseros $20 a gente quase que não entra no país.

Erro besta o nosso de não ter sacado dinheiro. Na verdade, era fim de semana e tiramos dinheiro da poupança pra conta corrente, mas ele só cairia na segunda…e o cartão de outra conta que temos tava na minha mochila, que estava na esteira em algum lugar daquele lugar. Enfim…uma zica atrás da outra.

El Jacal, uma pousada charmosa no coração de Manágua

Quando comecei a ver hotéis em Manágua no Booking, topei com essa pousada que era nova e ainda não tinha comentários ou avaliações: El Jacal. Mas as fotos e descrição pareciam boas. E o preço então, melhor ainda.

A diária custava R$78. E nós estávamos precisando apertar o cinto, pois o veleiro do Panamá foi caro e ainda gastamos mais do que devíamos em passagens para chegar até aqui. Então essa pousada parecia bem tranquila para o que precisávamos.

Acabou que o rapaz que estava nos esperando era o próprio dono da pousada. Já tinha combinado com ele por email dele nos buscar, ele disse que custava $20 para nos buscar, eu expliquei que só conseguiria sacar dinheiro na segunda-feira (chegamos no domingo) e se tinha problema pagar depois. Ele disse que não tinha problema nenhum e foi nos buscar. E essa foi a maior rabuda que demos até agora na viagem! HAHAHAHA

Eu estava super envergonhada da situação, mas ele estava muito tranquilo. Disse que volta e meia isso acontece, que a namorada dele quase não entra também porque não avisaram pra ela da taxa.

Então ele contou que morou muitos anos na Espanha e resolveu voltar para a Nicarágua e abrir a própria pousada. A família, irmã, mãe, estava ajudando nesse começo. E é bem começo mesmo. Ele abriu em Dezembro de 2016. Chegamos lá no final de Janeiro.

A pousada é numa casa ampla, com poucos quartos, um bar no fundo e uma piscina super bacana. Muito charmosa e descolada. O nosso quarto era grande, mas sem grandes luxos. Não precisava também.

O banheiro era muito bacana. Era meio aberto e com uma decoração, arquitetura diferentona. Adorei.

Deixamos nossas coisas e fomos pro fundo da casa para tomar uma cerveja, porque a gente tava precisando. Tinha um trio de franceses conversando animadamente e um…holandês! rs

Em menos de um mês conheci mais holandeses que em toda a minha vida. rs

Conversamos um bocado. Ele gostava de natureza e falamos sobre a viagem de barco pelo Rio Amazonas e todas essas coisas.

Era de noite, e corremos para um dos shopping que tinha perto da pousada. Perto mesmo, coisa de 5 minutos a pé. Nosso jantar foi um delicioso (#sqn) lanche do McDonald’s.

Ficamos um dia só na pousada e não saímos para ver muita coisa na cidade. Acabou sendo apenas um ponto de passagem. Mas só pela camaradagem do dono da pousada, já gostei de lá. rs

Tomamos por lá o café da manhã típico do país: gallo pinto. Que nada mais é do que arroz e feijão…fritos! Isso mesmo…de manhã. Pode imaginar? Não é gostoso não. Mas não ia fazer desfeita com o rapaz que foi tão gente boa.

A pousada tem muito potencial pra ser um lugar sensacional! Espero que dê tudo certo para o negócio dele. Pelo que entendi, muitos canadenses, americanos e alguns visitantes europeus são os turistas que mais aparecem pelo país.

E essa foi a nossa passagem relâmpago, porém explosiva, pro Manágua.

Próxima parada: Ometepe. A ilha no Lago Nicarágua formada por dois vulcões!!! o.O




Cidade histórica

Praia

Photos

    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

    You Recently Viewed ...

    Vista panorâmica da cidade de León

    León, a capital da Revolução Sandinista

    Imagem de Santo em cima de morro

    San Juan del Sur, praia do Pacífico na Nicarágua

    Ilha com dois vulcões no horizonte e uma nuvem no céu

    Ometepe: a ilha formada por dois vulcões

    Catedral de Granada

    Granada: uma pequena pérola da Nicarágua

    DivaDeMochila

    No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

    Lá no Instagram