Copán: as primeiras ruínas da viagem
Honduras Cidade histórica

Copán: as primeiras ruínas da viagem

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Copán Ruinas: a cidade maia de Honduras

Como o nome diz em Copán o grande atrativo são as ruínas maias. Saímos de El Tunco de shuttle e lá fomos nós rumo a Honduras.

Devo dizer que até aqui a viagem foi muito bacana. Vi muitas coisas diferentes, interessantes e muitas histórias aconteceram. Mas confesso que estava bem ansiosa (bastante) pra chegar nessa parte da viagem.

Isso porque daqui pra frente começarão as ruínas de civilizações antigas que muito me interessam. Ok, teve um pouco disso em Machu Picchu, mas…não é a mesma coisa.

Eu estudei História da Arte da faculdade. Então qualquer museu que eu vejo, tô querendo entrar…rs Mas também tenho um grande interesse pelas civilizações antigas. Então México e Egito são dois dos países que estou ansiosa pra conhecer.

Copán não fica no México, fica em Honduras. Mas está no extremo oeste, ou seja, já tá ali na área que teve a mesma influência da civilização do sul do México e da Guatemala: os maias.

Então, você já deve imaginar…gostei pacas de Copán.

Um pouco sobre a história de Copán

A cidade de Copán Ruinas é um sítio arqueológico da antiga civilização maia. Do século V ao IX foi a capital de um importante reino. Situada em uma região fértil por causa de um rio que passava próximo, esse reino sempre teve perfil agrícola.

Originalmente chamada de Oxwitik pelos maias, Copán era uma grande cidade-estado que sofreu um desastre político em 738 d.C, quando um dos maiores reis da história da dinastia de Copán foi capturado e morto por um de seus vassalos, que a partir de então governou a cidade por 17 anos.

Como os arqueólogos e estudiosos sabem de toda essa história de Copán? Bem, lé é uma das cidades maias com o maior número de estelas. Estelas são peças de pedra em que eram entalhados/esculpidos desenhos ou textos em relevo.

Essas estelas contam toda a história de Copán. São mais de 30 e muitas estão expostas no sítio, cobertas de forma a serem preservadas, mas que podem ser apreciadas sem problemas. Além disso, existem diversas réplicas das estelas que já estavam mais desgastadas e não podem ficar expostas a céu aberto.

Uma parte significativa da parte leste da cidade foi afetada pela erosão do Rio Copán, por isso em 1930 ele foi desviado para evitar danos maiores às ruínas. Em 1980 a cidade foi decretada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

No período clássico tardio, cerca de 20.000 pessoas viviam em Copán, que já ocupava mais de 250 Km. Desses 6.000 estavam na parte central, que é o sítio arqueológico que pode ser visitado.

Com o decorrer do tempo a população foi declinando e quando os espanhóis chegaram, já no século XVI, havia apenas poucos povoados agrícolas nos arredores do vale central da cidade.

Como visitar o sítio arqueológico

Nós ficamos hospedados em um Airbnb na parte cêntrica da cidade. O sítio arqueológico é muito perto do centro da cidade, cerca de 1 Km a pé a partir da praça central.

Como não sabíamos exatamente como chegar, acabamos pegando uma tuk tuk que levou menos de 15 minutos até lá e nos custou 20 lempiras.

A entrada no parque custa $15 e há ainda outros atrativos, que para visitar são pagos a parte.

Os preços são distintos para quem é estrangeiro e quem é local. Para o Museu de Esculturas há um custo adicional de $8 e para o Museu de Antropologia mais $3. Há ainda a possibilidade de visitar os túneis.

Esses túneis são túneis embaixo de alguns dos edifícios centrais do sítio. Para visitá-los há um custo de $15. Se quiser fazer essa parte do sítio, tem que pagar antes, não há possibilidade de pagar quando já se está dentro do parque.

Ao chegar no sítio, bem na entrada, existe um estande onde você pode contratar visitas guiadas com guias locais cadastrados.

As atrações do sítio arqueológico de Copán Ruinas

O parque arqueológico é conhecido como luar de esplendor do povo maia. Então existe um legado bem vasto para ser visitado.

El Juego de Pelota (O jogo de bola)

Jogo de pelota em Copan Ruinas

Está localizado bem na entrada e será uma das primeiras coisas que você verá. É considerado como o lugar onde se celebravam rituais de vida e morte. A bola era pesada e o maias jogavam com os ombros e quadris, por isso muitos dos esqueletos daquela época tinham ossos quebrados bem nessa parte.

Dependendo da região os perdedores ou ganhadores eram sacrificados. Em Copán os perdedores eram que davam suas vidas nos rituais.

Eles precisavam acertar a bola em algumas peças que ficavam na parte de cima do vão central do jogo de pelota.

A “Plaza Mayor” (A Praça Maior) ou “Gran Plaza”

A Plaza Mayor, onde está o jogo de pelota, é o lugar onde aconteciam eventos sociais e rituais importantes dos maias. Também era o local usado para observação astronômica.

A Acrópolis

Acrópolis de Copán Ruinas
Acrópolis de Copán Ruinas

Aqui era onde residiam os governantes e sua corte. Era o local onde estava concentrada a realeza de Copán. Se divide em duas grande partes a Oriental e Ocidental.

O Altar Q

Altar Q em Copan Ruinas
Altar Q em Copan Ruinas

Esse é o edifício mais importante que existe em Copán. Foi criado durante o governo de Yax-Pac. Nessa peça, um grande altar de pedra, pode-se ver um registro de 16 personagens que eram reis de uma mesma dinastia de Copán.

A “Escalinata de los Jeroglificos” (a escada dos ieroglíficos)

A escalinata de Copán Ruinas
A escalinata de Copán Ruinas

Essa escalinata forma parte do Templo 26 e sua parte final foi construída pelo décimo quinto governante de Copán no ano de 755 d.C. Essa escada tem a maior inscrição maia de toda Mesoamérica.

Ela está coberta para fins de preservação, mas é possível chegar bem em frente da parte de baixo. Algumas ilustrações que remontam como seria na época mostram os habitantes da cidade sentados ao longo da escalinata assistindo aos eventos e rituais.

Os túneis

Túnel abaixo da Acrópolis
Túnel abaixo da Acrópolis

Localizados debaixo da Acrópolis e foram descobertos conforme as escavações arqueológicas pelo sítio avançavam. São mais de 4 Km túneis. Como comentei acima, para visitá-los é preciso pagar a mais.

Além de tudo isso, entre a entrada principal e começo do parque efetivamente, existe um sendero (trilha) de mais de 1 Km e um parque onde vivem dezenas de araras. Ficamos lá um tempão só de butuca nas araras que estavam espalhadas por diversas árvores, conversando entre si.

Voltamos a pé do sítio até o hotel, no caminho de volta existem ainda três estelas. Esse caminho de volta passa do lado da estrada e as estelas estão lá, a vista de todos. =)

Copán Ruinas é sensacional, fiquei emocionada enquanto estávamos lá. Não choro com filme, mas é só ver ao vivo as coisas que eu só via por livros que eu fico sentimental…rs

Um fato intrigante é que o Edu comentou que quando ele esteve por lá pela primeira vez, em 2010, a cidade estava abarrotada de gente. Dessa vez estava bem, bem vazia.

O dono do Airbnb em que estávamos tem uma pousada bem ao lado. Perguntamos se ele sentiu essa diferença e ele disse que sim. E que parte dessa caída é por conta da violência. Uma pena, é um lugar que merece ser visto.

No mais a cidade é tranquila. Diversos restaurantes e bares. Nenhuma comida super típica e nada que tenha me chamado a atenção. Na praça central existe um BAC (aquele banco que vai salvar sua vida na América Central) e alguns restaurantes bem turísticos.

Gostei muito de começar a ver as ruínas e toda essa parte histórica dessa civilizações tão interessantes. <3

 Próxima parada : Antigua (Guatemala).

Photos

    Margot

    Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

    • Michele Martins

      Anotando tudo pr quando chegarmos por lá!
      A dica de ir caminhando foi super importante ❤

      • o/ Adoro saber que você tem acompanhado e que os posts estão sendo úteis. <3

    DivaDeMochila

    No Diva de Mochila você acompanha a viagem de volta ao mundo de uma carioca-paulista que virou mochileira depois dos 30. Bem-vindo (a) ao blog!

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