Tikal, a maior cidade da civilização maia.
Guatemala Cidade histórica

Tikal, a maior cidade da civilização maia.

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Tikal: a maior cidade Maia, na Guatemala

Tikal era a maior cidade Maia. Fica localizada em Petén, na Guatemala. Lá era um dos maiores complexos culturais da civilização maia. São diversas construções inacreditáveis e extremamente grandiosas.

Visitar Tikal é uma experiência incrível. Não tem como não se emocionar diantes de tantas construções imponentes e interessantes.

Quer saber mais sobre Tikal e saber como foi a nossa passagem por lá? Confira tudo no post abaixo.

Breve história de Tikal

Tikal era a capital de um estado beligerante, que está situado em um dos mais poderosos reinos da antiga civilização maia.

Mesmo que a arquitetura monumental do local remonta ao século IV. A.C, Tikal atingiu o seu apogeu durante o período clássico, entre 200 e 900 d.C.

Durante este tempo, a cidade dominou a maior parte da região maia em no âmbito político, econômico e militar. Por isso, mantinha vínculos com outras cidade, por toda a América Central, e ainda com a grande metrópole de Teotihuacan no distante Vale do México.

Tem uma parte histórica muito interessante entre a relação de Tikal com Teotihuacan (México) e também com Copán (Honduras), vale dar uma olhada aqui

Com uma longa lista de governantes dinásticos, a descoberta de muitos de seus túmulos e estudo dos monumentos, templos e palácios mostra que Tikal é provavelmente a maior  cidade maia das terras baixas da América Central.

A área de Tikal tem 120 quilômetros quadrados, e a população da cidade variava entre 10.000 e 90.000. A linha da dinastia de Tikal durou 800 anos e teve mais de 33 governantes.

A partir de 800 d.C. a cidade começou a declinar em números de habitantes, sofreu alguns incêndios e foi totalmente abandonada no Século X d.C. Alguns estudiosos acham que a cidade sofreu por uma crise de recursos naturais e isso teria dizimado a população.

Eu particularmente acho que pode ter rolado uma migração da população. Afinal, as cidades aztecas tinham milhões de habitantes…provavelmente uma parte da população maia tenha saído de Tikal e rumado para o norte.

A palavra Tikal pode ser uma derivação das palavras ti ak’al, do idioma maya yucateco, que significa “no poço de água” e aparentemente recebeu esse nome pelos caçadores e viajantes da região e se referia ao a uma das antigas reservas de água do sítio.

A cidade dominava as terras baixas da civilização maia, mas diversas inscrições demonstram que Tikal vivia em guerra com cidades vizinhas.

As maiores escavações arqueológicas (que dão conta de toda essa história) foram realizadas pela Universidade da Pensilvânia, entre as décadas de 50 e 70. O próprio governo da Guatemala começou um projeto arqueológico no final dos anos 70, que está em vigor até hoje, mas sem grandes progressos.

O sítio de Tikal é Patrimônio da Humanidade desde e foi usada como plano de fundo na cena da base dos rebeldes do Star Wars. Além disso, outra curiosidade, lá foi a primeira vez que eu escutei os macacos que foram usados para fazer a sonoplastia do Tiranossauro Rex, em Jurassic Park.

O que é bem louco, porque você tá lá no meio da mata, escuta aquele barulho e já imagina que vai sair um dinossauro a qualquer momento…hahaha

Como chegar em Tikal

Nós estávamos em Flores e de lá fizemos a visita para Tikal. Esse é o jeito mais fácil de visitar Tikal.

Flores, que fica em Petén na Guatemala, está pouco mais de 1 hora de distância de lá. Existem diversas agências de viagens que vendem passeios para Tikal. Existem passeios diferentes, isso porque é possível subir em algumas das pirâmides e assistir ao nascer ou pôr-do-sol de lá.

Entretanto esses passeios custam mais caro e você vai precisar acordar bem mais cedo. Para fazer o passeio do nascer do sol a saída é às 03:00 ou 04:30 e para o pôr-do-sol é às 12:00.

Para conhecer o parque normalmente o horário de saída é às 08:00. Para o passeio do nascer/pôr-so-sol o custo é 125 Quetzales em média e o passeio normal é 100 Quetzales.

A questão é que esses preços são negociáveis. Se você chegar em uma agência e falar que a agência tal ofereceu o passeio 5 Quetzales mais barato (mesmo não tendo oferecido), ele vão baixar o preço.

Nós acabamos pagando 90 Quetzales, porque fechamos com a mesma agência o ônibus para Palenque, nossa próxima parada e a primeira cidade do México.

A ida é de van e eles buscam você no seu hotel. Quando compramos a passagem de ida o rapaz que nos vendem disse que poderíamos voltar a qualquer hora que quiséssemos. Disse que tinha diversos horários e era só apresentar o bilhete e pronto.

Mas a gente se ferrou, porque no final não tinha, da agência em que compramos, vans voltando a toda hora. Então ficamos lá mais de duas horas esperando pra voltar. Preste atenção nisso quando for comprar o bilhete. 😉

No fim, se soubéssemos, eu teria ficado mais tempo dentro do parque, mas saímos porque “tecnicamente” tinha van voltando 13h30…enfim. rs  

A entrada do parque não está inclusa no valor do transporte. A entrada para o parque custa 150 Quetzales para nós, estrangeiros. O ingresso vale apenas para o dia corrente. Antigamente, se você chegasse em Tikal depois de 15:30 era possível validar o bilhete para o dia seguinte também. Bem, isso não rola mais.

Para quem vai ver o nascer ou pôr-do-sol há um custo extra de 100 Quetzales. Vale ressaltar que é para um ou para o outro. Se você quiser ver os dois, serão 200 Quetzales. E só aceitam dinheiro. Então vale se preparar e levar grana, em Flores existem caixas eletrônicos que servem para Visa, Master, Dinners etc.

Se você não quiser/puder ir até Flores, existem voos que saem da Cidade da Guatemala que não duram nem 1h. Então daria pra ir e voltar no mesmo dia, mas acho que deve ser cansativo.

Ao chegar no parque, existem serviços de guia a disposição. E também existe um restaurante na entrada onde dá pra almoçar e lanchar. Mas sempre vale levar uns biscoitos ou sanduíches pra segurar a fome. 😉

O que você verá em Tikal

Vista panorâmica de Tikal
Vista panorâmica da Grande Praça de Tikal.

O sítio arqueológico é enorme e existem diversas construções já desbravada pelos arqueólogos, porém, mais de 80% do parque ainda está coberto pela natureza. Então, você está andando pelo meio da mata e vê um “morro”….ali é uma construção que ainda não foi, literalmente, descoberta.

Algumas construções são mais baixas, mas existem as pirâmides altíssimas. Em muitos é possível subir.

Nós acabamos fazendo um passeio com guia. Ele faz uma parte do parque e depois nos deixa livre.

Vimos as Acrópoles, o Templo do Jaguar, a Grande Praça (La Gran PLaza), o Templo IV onde é possível subir e ver o topo dos tempos I, II e III por cima das árvores…

Vista de templos por cima de copas de árvores
A vista dos templos I, II e III de cima do Templo IV.

A visita guiada acabou no Templo IV, o mais alto de todos e de onde os visitantes podem ver o nascer do sol. Mas depois que ele se despediu, nós continuamos andando pelo parque e descobrimos muitas outras construções.

A minha favorita de todas foi o Templo V. Ele está localizado ao sul da Acrópole Central e é uma pirâmide funerária de um governante ainda não identificado. Alguns acreditam que foi construído para o filho mais velho de Jasaw Chan K’awiil I. Já o historiador Oswaldo Gómez acredita que o templo foi construído em homenagem a Chaac, deus da chuva.

O templo tem altura de 57 metros e é a segunda estrutura mais alta de Tikal – perde apenas para o Templo IV.

Em pesquisas com radiocarbono, o edifício foi datado de 700 d.C. Algumas cerâmicas encontradas no templo, colocam a construção do templo no reinado de Nun Bak Chak.

A pirâmide é constituída de 7 seções/degraus, esse era um número bem recorrente nas construções maias, inclusive.

Acho que o que mais me encantou nesse templo não foi só a altura, mas é porque ele está mais incrustado na mata e isso o torna muito mais imponente que o Tempo IV.

Eu já tinha ficado emocionada quando visitam as ruínas de Copán….Tikal foi uma emoção ainda maior. Agora que começamos a ver as ruínas dessas civilizações antigas a viagem ganhou ainda mais o meu coração.

Tikal é um lugar incrível, daqueles para passar o dia desbravando, lendo sobre a história e tentando entender como funcionava o cotidiano daquele povo.

Próxima parada: Palenque.

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Margot

Quando minha vida saiu dos trilhos percebi que podia ir pra qualquer lugar. Virei mochileira depois dos 30 e criei o blog pra contar sobre essa aventura.

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